Das fontes às evidências
Ensino de História e a disputa de narrativas sobre o passado
Bibliographic Data
| ID | 22012816 |
|---|---|
| Authors | Helenice Aparecida Bastos Rocha (0000-0002-0456-4650, Universidade do Estado do Rio de Janeiro), Rafael Monteiro (0000-0003-1887-1501, Universidade Estadual de Feira de Santana) |
| Year | 2025 |
| Volume | 27 |
| Issue | 2 |
| Pages | 108-128 |
| Publication date | 2025-02-04 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista de Teoria da História (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2175-5892 • E-ISSN: 2175-5892 |
| Publisher | Universidade Federal de Goias (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.5216/rth.v27i2.80945 |
| OpenAlex | W4407305324 |
| Language | PT |
| References cited | 16 |
O artigo tem como objetivo problematizar os usos de fontes históricas e a construção de evidências no ensino de História (Ashby, 2001; Ginzburg, 2002; Hartog, 2013). Para essa problematização, trazemos um conjunto empírico que consiste em observações de aulas de História e entrevista com uma professora do ensino básico, em contexto de pesquisa, bem como pesquisa bibliográfica. Compreendemos que, no tempo presente, quando testemunhamos o recrudescimento da extrema direita e da polarização política no debate público, a mobilização de fontes para a produção de evidências deve ser problematizada por estar numa região de disputa dos envolvidos nesse processo, que se encontram em campos diversos de conhecimentos e crenças. Chamamos a atenção para as justificativas que pesquisadores e professores têm mobilizado para a apresentação da História, destacando como o uso de fontes e o destaque de evidências confluem para afirmar a "vontade de verdade" (Chartier, 2022) das explicações históricas. Mobilizamos a noção de "fantasias conspiratórias" (Demuru, 2024) de modo a chamar atenção não somente para o conteúdo dessas narrativas, mas também para suas formas e os efeitos que produzem sobre os sujeitos e grupos que nelas creem. Dentre eles, certa produção de sentido sobre o passado, especialmente sobre temas sensíveis em disputa como a Escravidão no Brasil e a Ditadura Civil-Militar. Ao fim, propomos o esboço de um caminho para práticas docentes, apostando na construção de narrativas sensíveis, capazes de compartilhar experiências e de humanizar sujeitos cujas violências sofridas no passado têm sido insistentemente negadas ou amenizadas
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| Citation velocity | historical |
|---|---|
| Highly cited | No |