D P Ramos
Datos Biográficos
| ID | 27840 |
|---|---|
| NOMBRE | D P Ramos |
| NOMBRES | D P |
| APELLIDO | Ramos |
| FIRMA | RAMOS D P |
| AFILIACIONES | Universidade de São Paulo |
| ORCID | 0000-0002-3169-504X |
| VERIFICADO | Sí |
| TOTAL DE OBRAS | 22 |
| TOTAL DE CITAS | 19 |
| TOTAL COMO AUTOR | 22 |
| TOTAL COMO EDITOR | 0 |
| PRIMER AÑO DE PUBLICACIÓN | 2013 |
| AÑO MÁS RECIENTE DE PUBLICACIÓN | 2026 |
| ÍNDICE H | 3 |
Dossiê Ontologia e Linguagem
Apresentação do Dossiê
A Antropologia e a Década Internacional das Línguas Indígenas
Diante da situação crítica de eminente perda de extenso patrimônio linguístico e cultural da humanidade, foi instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas a Década Internacional das Línguas Indígenas (DILI) para o decênio 2022-2032. A DILI tem como o lema “Nada para nós sem nós”, afirmado na “Declaração de Los Pinos – Chapoltepek”, que estabelece a participação efetiva dos povos indígenas nos processos de tomada de decisão, consulta, planeja…
La escucha de los soplos
La región del Alto Río Negro-AM es considerada una de las áreas con mayor intensidad de multilingüismo en Brasil e incluso en el mundo. Hay un total de 23 pueblos indígenas que hablan lenguas de las familias lingüísticas arawak, tukano y hup, yuhup, dâw y nadëb. El presente trabajo busca analizar, desde un enfoque comparado, cómo un sistema regional multilingüe y multiétnico se compone no sólo de exogamia lingüística, sino también de la articulac…
Jean E. Jackson
This essay celebrates the work of Jean E. Jackson, a pioneering female ethnographer who devoted most of her fifty-year career to the Indigenous peoples of Colombia. Her research, represented in an extensive set of publications from the early 1970s to the present, engages with themes of identity, stigma, and social inequality, manifested across a range of contexts. Jackson’s ethnographic contributions include her ground-breaking early work on Indi…
Linguística silenciada
A introdução de Franz Boas ao Handbook of American Indian Languages, publicada em 1911, constitui um trabalho fundamental tanto para o campo da linguística quanto da antropologia. Apesar da importância da obra, a introdução ao HAIL permaneceu sem tradução até o momento, estando a contribuição de Boas para o campo dos estudos da linguagem excluída dos currículos de Ciências Sociais e Linguística no Brasil. No presente artigo, busco refletir sobre …
Dossiê Franz Boas
O dossiê Franz Boas: Etnografia e Linguagem apresenta uma tradução da Introdução de Franz Boas ao Handbook of American Indian Languages (IHAIL), acompanhada por artigos que ajudam a contextualizar a obra e também esperam demonstrar que uma retomada da obra boasiana a partir de uma perspectiva crítica pode ser relevante para trabalhos interdisciplinares nos campos da Antropologia e da Linguística que se desenvolvam a partir de uma abordagem etnogr…
Introdução ao Manual das Línguas Indígenas Americanas
Tradução do texto: Boas, Franz. 1911. Introduction. Handbook of American Indian Languages, vol. 1, pp. 1-83
Multiculturalismo, gênero e etnografia
O presente trabalho busca apresentar a trajetória e as principais contribuições de Jean E. Jackson para a antropologia sul-americana no âmbito do dossiê "Femmes pionnières de l'anthropologie sud-américaniste". Retoma-se o caráter pioneiro de seu trabalho etnográfico com povos indígenas do Uaupés colombiano, e o modo como a perspectiva etnográfica da autora interliga suas outras linhas de pesquisa com identidade, movimentos indígenas e pacientes d…
Habitações, jabuticabas e afetos – trajetórias com Sylvia Caiuby Novaes
Sylvia Caiuby Novaes é professora do Departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo (USP) e dedica-se há cerca de 50 anos à pesquisa e ao ensino em antropologia. Entre outras realizações, ela é uma das pioneiras da antropologia visual no Brasil, é fundadora do Laboratório de Imagem e Som da Antropologia (LISA) e editora responsável pela revista Gesto, Imagem e Som. Revista de Antropologia (GIS). Nesta entrevista, realizada por mais de …
Indigenous Leadership, Anthropology and Intercultural Communication for Covid-19 Response in the Rio Negro Indigenous Territory, Brazilian Amazonia
Around the world, Indigenous groups have been among the communities most severely affected by COVID-19, and the ability of health systems and social policy responses to support Indigenous responses to the pandemic has been affected by challenges of intercultural communication, sometimes compounded by racist and exclusionary social and political attitudes. The Brazilian Amazon has been a particularly extreme case. This article reflects on the expe…
Caminhos de Bisiw
Na região do Alto Rio Negro-Uaupés, os rituais de Jurupari dos Hupd'äh reúnem os mais velhos e os rapazes ao longo dos caminhos florestais amazônicos. Sopros xamânicos são proferidos e flautas sagradas são tocadas durante expedições de caça e coleta alguns dias antes e outros depois da cerimônia comunitária. A relação entre uma abordagem perspectivista e tensiva permite, neste trabalho, evidenciar as dimensões do movimento xamânico e etnopoético …
Enactive Aesthetics
This paper explores the genre of incantation as it is practiced by the Hup (Makú) people of the northwest Amazon, and considers the challenges it brings to our conceptions of verbal art and its documentation. Hup incantation is fundamentally multifaceted, bringing to bear multiple performative events, voices, and audiences across ritual and social contexts. It is also both highly artistic and maximally enactive, such that its aesthetic and utilit…
Sobre farpas e espinhos
Sentados numa roda para o consumo de coca, benzedores Hupd'äh e Desano conversavam, em língua Tukano, sobre o encantamento do espinho patogênico. Habitantes da região do Alto Rio Negro-AM, os interlocutores buscavam entender como curar um senhor enfermo atingido pela doença causada por espinhos de patauá que sofria com fortes dores nas pernas. Tendo como referência o campo de debates sobre o multilinguísmo e contato linguístico no Alto Rio Negro-…
Dissoluções Necessárias
Procurando ancorar-se na perspectiva dos Hupd'äh do campo relacional interétnico do Alto Rio Negro-Uaupés, o presente analisa o chamado "viés tukano", ângulo que privilegia a socialidade de dados coletivos sociais da região em detrimento de outros, e seu impacto para o modo como os Hupd'äh e os povos da família linguística Naduhup figuram no "sistema regional rionegrino". Para tanto, estabelece-se o paralelo entre, de um lado, narrativas míticas …
Gestão, política e movimentos sociais no Distrito Sanitário Especial Indígena do Alto Rio Negro
Este artigo analisa a relação entre diferentes formas de accountability no contexto do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena do Sistema Único de Saúde (SASI-SUS), por meio de um estudo de caso do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) do rio Negro, localizado no estado do Amazonas. A partir de um episódio de mobilização indígena iniciado após um surto de malária no DSEI, o estudo aponta alguns dilemas fundamentais decorrentes da incorporaçã…
Hup bi'id ɨd
In this paper, we explore the genre of shamanic incantation (bi'id ɨd) among the Hup people of the northwest Amazon. We consider the artistic features that characterize bi'id ɨd as both verbal art and powerful shamanic action - most notably the intersecting layers of parallelism, the leveraging of metaphor from both literal and figurative perspectives, and the strategic use of evidentials. We also consider the astonishingly complex taxonomy and c…
A caminho da Cidade das Onças
Nesse trabalho, procuro entender como meus interlocutores Hupd’äh relacionam conversas sobre sonhos e eventos ocorridos durante uma viagem que fizemos à /Paç Pög/, “Serra Grande”. A questão da relação entre sonhos e deslocamentos cósmicos vem sendo amplamente discutida tanto em estudos sobre os povos ameríndios, como para povos da melanésia. Chama a atenção o modo como tais itinerários oníricos levam a vivências em diversos planos cósmicos e tamb…
Caminhos De Sopro
Vagarosamente, as pegadas dos viajantes Hupd'äh deixam a aldeia e seguem pelos caminhos de mata. Tateiam o solo úmido da floresta amazônica pisando e repisando percursos ancestrais. Devidamente protegidos pela ação xamânica dos anciões, os jovens caminhantes seguem seus mentores, observam plantas, paisagens, rastros e ouvem encantamentos xamânicos. Partindo da análise comparativa entre, de um lado, viagens para lugares sagrados (morros e cavernas…
Uma tradução do artigo “Die Makú” de Theodor Koch-Grünberg (1906)
No dia 20 de abril de 1903, o então auxiliar científico do Museu Etnológico de Berlim Theodor Koch-Grünberg deixava a Alemanha rumo ao Brasil para a realização de uma expedição etnográfica à região dos rios Ucayali e Purus. Seu objetivo era a observação da cultura dos povos indígenas do grupo pano e a obtenção de objetos etnográficos para os acervos dos museus. Depois de mais de trinta dias de viagem de Hamburgo ao Brasil, o pesquisador chegou fi…
Olhos luminosos e peles de metal
Olhos luminosos e peles de metal
Diálogos Uaupesianos
Este trabalho propõe uma reflexão sobre os diferentes pontos de vista a partir dos quais antropólogos como Irving Goldman (1963), Stephen Hugh-Jones (1973), Christine Hugh-Jones (1977) e Peter Silverwood-Cope (1972) descreveram e desenvolveram modelos analíticos para refletir sobre os povos do Uaupés amazônico. O foco incide sobre os referenciais teórico-metodológicos que embasam seus trabalhos monográficos. O que permite mostrar como um “olhar b…
Entre a folia e a bola de luz
Enfoco neste trabalho o momento em que vi, com um grupo defoliões sem-terra, uma bola de luz no céu. Na tentativa de melhor compreenderesse evento, procuro refletir sobre as relações entre a Folia de Reis, ashistórias de assombração e os lugares que fui ocupando na vida social doassentamento à medida que realizava minha pesquisa de campo. Tomandocomo referência os trabalhos de Bauman (1977), procuro reconstituir sucintamenteos pontos marcantes da…
Caminhos De Sopro
Vagarosamente, as pegadas dos viajantes Hupd'äh deixam a aldeia e seguem pelos caminhos de mata. Tateiam o solo úmido da floresta amazônica pisando e repisando percursos ancestrais. Devidamente protegidos pela ação xamânica dos anciões, os jovens caminhantes seguem seus mentores, observam plantas, paisagens, rastros e ouvem encantamentos xamânicos. Partindo da análise comparativa entre, de um lado, viagens para lugares sagrados (morros e cavernas…
Dissoluções Necessárias
Procurando ancorar-se na perspectiva dos Hupd'äh do campo relacional interétnico do Alto Rio Negro-Uaupés, o presente analisa o chamado "viés tukano", ângulo que privilegia a socialidade de dados coletivos sociais da região em detrimento de outros, e seu impacto para o modo como os Hupd'äh e os povos da família linguística Naduhup figuram no "sistema regional rionegrino". Para tanto, estabelece-se o paralelo entre, de um lado, narrativas míticas …
Enactive Aesthetics
This paper explores the genre of incantation as it is practiced by the Hup (Makú) people of the northwest Amazon, and considers the challenges it brings to our conceptions of verbal art and its documentation. Hup incantation is fundamentally multifaceted, bringing to bear multiple performative events, voices, and audiences across ritual and social contexts. It is also both highly artistic and maximally enactive, such that its aesthetic and utilit…
Hup bi'id ɨd
In this paper, we explore the genre of shamanic incantation (bi'id ɨd) among the Hup people of the northwest Amazon. We consider the artistic features that characterize bi'id ɨd as both verbal art and powerful shamanic action - most notably the intersecting layers of parallelism, the leveraging of metaphor from both literal and figurative perspectives, and the strategic use of evidentials. We also consider the astonishingly complex taxonomy and c…
Sobre farpas e espinhos
Sentados numa roda para o consumo de coca, benzedores Hupd'äh e Desano conversavam, em língua Tukano, sobre o encantamento do espinho patogênico. Habitantes da região do Alto Rio Negro-AM, os interlocutores buscavam entender como curar um senhor enfermo atingido pela doença causada por espinhos de patauá que sofria com fortes dores nas pernas. Tendo como referência o campo de debates sobre o multilinguísmo e contato linguístico no Alto Rio Negro-…
La escucha de los soplos
La región del Alto Río Negro-AM es considerada una de las áreas con mayor intensidad de multilingüismo en Brasil e incluso en el mundo. Hay un total de 23 pueblos indígenas que hablan lenguas de las familias lingüísticas arawak, tukano y hup, yuhup, dâw y nadëb. El presente trabajo busca analizar, desde un enfoque comparado, cómo un sistema regional multilingüe y multiétnico se compone no sólo de exogamia lingüística, sino también de la articulac…
Uma tradução do artigo “Die Makú” de Theodor Koch-Grünberg (1906)
No dia 20 de abril de 1903, o então auxiliar científico do Museu Etnológico de Berlim Theodor Koch-Grünberg deixava a Alemanha rumo ao Brasil para a realização de uma expedição etnográfica à região dos rios Ucayali e Purus. Seu objetivo era a observação da cultura dos povos indígenas do grupo pano e a obtenção de objetos etnográficos para os acervos dos museus. Depois de mais de trinta dias de viagem de Hamburgo ao Brasil, o pesquisador chegou fi…
Entre a folia e a bola de luz
Enfoco neste trabalho o momento em que vi, com um grupo defoliões sem-terra, uma bola de luz no céu. Na tentativa de melhor compreenderesse evento, procuro refletir sobre as relações entre a Folia de Reis, ashistórias de assombração e os lugares que fui ocupando na vida social doassentamento à medida que realizava minha pesquisa de campo. Tomandocomo referência os trabalhos de Bauman (1977), procuro reconstituir sucintamenteos pontos marcantes da…
Diálogos Uaupesianos
Este trabalho propõe uma reflexão sobre os diferentes pontos de vista a partir dos quais antropólogos como Irving Goldman (1963), Stephen Hugh-Jones (1973), Christine Hugh-Jones (1977) e Peter Silverwood-Cope (1972) descreveram e desenvolveram modelos analíticos para refletir sobre os povos do Uaupés amazônico. O foco incide sobre os referenciais teórico-metodológicos que embasam seus trabalhos monográficos. O que permite mostrar como um “olhar b…
Olhos luminosos e peles de metal
Olhos luminosos e peles de metal
Uma tradução do artigo “Die Makú” de Theodor Koch-Grünberg (1906)
No dia 20 de abril de 1903, o então auxiliar científico do Museu Etnológico de Berlim Theodor Koch-Grünberg deixava a Alemanha rumo ao Brasil para a realização de uma expedição etnográfica à região dos rios Ucayali e Purus. Seu objetivo era a observação da cultura dos povos indígenas do grupo pano e a obtenção de objetos etnográficos para os acervos dos museus. Depois de mais de trinta dias de viagem de Hamburgo ao Brasil, o pesquisador chegou fi…
A caminho da Cidade das Onças
Nesse trabalho, procuro entender como meus interlocutores Hupd’äh relacionam conversas sobre sonhos e eventos ocorridos durante uma viagem que fizemos à /Paç Pög/, “Serra Grande”. A questão da relação entre sonhos e deslocamentos cósmicos vem sendo amplamente discutida tanto em estudos sobre os povos ameríndios, como para povos da melanésia. Chama a atenção o modo como tais itinerários oníricos levam a vivências em diversos planos cósmicos e tamb…
Caminhos De Sopro
Vagarosamente, as pegadas dos viajantes Hupd'äh deixam a aldeia e seguem pelos caminhos de mata. Tateiam o solo úmido da floresta amazônica pisando e repisando percursos ancestrais. Devidamente protegidos pela ação xamânica dos anciões, os jovens caminhantes seguem seus mentores, observam plantas, paisagens, rastros e ouvem encantamentos xamânicos. Partindo da análise comparativa entre, de um lado, viagens para lugares sagrados (morros e cavernas…
Sobre farpas e espinhos
Sentados numa roda para o consumo de coca, benzedores Hupd'äh e Desano conversavam, em língua Tukano, sobre o encantamento do espinho patogênico. Habitantes da região do Alto Rio Negro-AM, os interlocutores buscavam entender como curar um senhor enfermo atingido pela doença causada por espinhos de patauá que sofria com fortes dores nas pernas. Tendo como referência o campo de debates sobre o multilinguísmo e contato linguístico no Alto Rio Negro-…
Dissoluções Necessárias
Procurando ancorar-se na perspectiva dos Hupd'äh do campo relacional interétnico do Alto Rio Negro-Uaupés, o presente analisa o chamado "viés tukano", ângulo que privilegia a socialidade de dados coletivos sociais da região em detrimento de outros, e seu impacto para o modo como os Hupd'äh e os povos da família linguística Naduhup figuram no "sistema regional rionegrino". Para tanto, estabelece-se o paralelo entre, de um lado, narrativas míticas …
Gestão, política e movimentos sociais no Distrito Sanitário Especial Indígena do Alto Rio Negro
Este artigo analisa a relação entre diferentes formas de accountability no contexto do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena do Sistema Único de Saúde (SASI-SUS), por meio de um estudo de caso do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) do rio Negro, localizado no estado do Amazonas. A partir de um episódio de mobilização indígena iniciado após um surto de malária no DSEI, o estudo aponta alguns dilemas fundamentais decorrentes da incorporaçã…
Hup bi'id ɨd
In this paper, we explore the genre of shamanic incantation (bi'id ɨd) among the Hup people of the northwest Amazon. We consider the artistic features that characterize bi'id ɨd as both verbal art and powerful shamanic action - most notably the intersecting layers of parallelism, the leveraging of metaphor from both literal and figurative perspectives, and the strategic use of evidentials. We also consider the astonishingly complex taxonomy and c…
Enactive Aesthetics
This paper explores the genre of incantation as it is practiced by the Hup (Makú) people of the northwest Amazon, and considers the challenges it brings to our conceptions of verbal art and its documentation. Hup incantation is fundamentally multifaceted, bringing to bear multiple performative events, voices, and audiences across ritual and social contexts. It is also both highly artistic and maximally enactive, such that its aesthetic and utilit…
Habitações, jabuticabas e afetos – trajetórias com Sylvia Caiuby Novaes
Sylvia Caiuby Novaes é professora do Departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo (USP) e dedica-se há cerca de 50 anos à pesquisa e ao ensino em antropologia. Entre outras realizações, ela é uma das pioneiras da antropologia visual no Brasil, é fundadora do Laboratório de Imagem e Som da Antropologia (LISA) e editora responsável pela revista Gesto, Imagem e Som. Revista de Antropologia (GIS). Nesta entrevista, realizada por mais de …
Indigenous Leadership, Anthropology and Intercultural Communication for Covid-19 Response in the Rio Negro Indigenous Territory, Brazilian Amazonia
Around the world, Indigenous groups have been among the communities most severely affected by COVID-19, and the ability of health systems and social policy responses to support Indigenous responses to the pandemic has been affected by challenges of intercultural communication, sometimes compounded by racist and exclusionary social and political attitudes. The Brazilian Amazon has been a particularly extreme case. This article reflects on the expe…
Caminhos de Bisiw
Na região do Alto Rio Negro-Uaupés, os rituais de Jurupari dos Hupd'äh reúnem os mais velhos e os rapazes ao longo dos caminhos florestais amazônicos. Sopros xamânicos são proferidos e flautas sagradas são tocadas durante expedições de caça e coleta alguns dias antes e outros depois da cerimônia comunitária. A relação entre uma abordagem perspectivista e tensiva permite, neste trabalho, evidenciar as dimensões do movimento xamânico e etnopoético …
Jean E. Jackson
This essay celebrates the work of Jean E. Jackson, a pioneering female ethnographer who devoted most of her fifty-year career to the Indigenous peoples of Colombia. Her research, represented in an extensive set of publications from the early 1970s to the present, engages with themes of identity, stigma, and social inequality, manifested across a range of contexts. Jackson’s ethnographic contributions include her ground-breaking early work on Indi…
Linguística silenciada
A introdução de Franz Boas ao Handbook of American Indian Languages, publicada em 1911, constitui um trabalho fundamental tanto para o campo da linguística quanto da antropologia. Apesar da importância da obra, a introdução ao HAIL permaneceu sem tradução até o momento, estando a contribuição de Boas para o campo dos estudos da linguagem excluída dos currículos de Ciências Sociais e Linguística no Brasil. No presente artigo, busco refletir sobre …
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Introdução ao Manual das Línguas Indígenas Americanas
Tradução do texto: Boas, Franz. 1911. Introduction. Handbook of American Indian Languages, vol. 1, pp. 1-83
Multiculturalismo, gênero e etnografia
O presente trabalho busca apresentar a trajetória e as principais contribuições de Jean E. Jackson para a antropologia sul-americana no âmbito do dossiê "Femmes pionnières de l'anthropologie sud-américaniste". Retoma-se o caráter pioneiro de seu trabalho etnográfico com povos indígenas do Uaupés colombiano, e o modo como a perspectiva etnográfica da autora interliga suas outras linhas de pesquisa com identidade, movimentos indígenas e pacientes d…
La escucha de los soplos
La región del Alto Río Negro-AM es considerada una de las áreas con mayor intensidad de multilingüismo en Brasil e incluso en el mundo. Hay un total de 23 pueblos indígenas que hablan lenguas de las familias lingüísticas arawak, tukano y hup, yuhup, dâw y nadëb. El presente trabajo busca analizar, desde un enfoque comparado, cómo un sistema regional multilingüe y multiétnico se compone no sólo de exogamia lingüística, sino también de la articulac…
Dossiê Ontologia e Linguagem
Apresentação do Dossiê
A Antropologia e a Década Internacional das Línguas Indígenas
Diante da situação crítica de eminente perda de extenso patrimônio linguístico e cultural da humanidade, foi instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas a Década Internacional das Línguas Indígenas (DILI) para o decênio 2022-2032. A DILI tem como o lema “Nada para nós sem nós”, afirmado na “Declaração de Los Pinos – Chapoltepek”, que estabelece a participação efetiva dos povos indígenas nos processos de tomada de decisão, consulta, planeja…
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