Ana Clara Sousa Damásio Dos Santos
Datos Biográficos
| ID | 416225 |
|---|---|
| NOMBRE | Ana Clara Sousa Damásio Dos Santos |
| NOMBRES | Ana Clara Sousa Damásio |
| APELLIDO | Dos Santos |
| FIRMA | DOS SANTOS A C S D |
| AFILIACIONES | Universidade de Brasília |
| ORCID | 0000-0001-7426-7486 |
| VERIFICADO | Sí |
| TOTAL DE OBRAS | 23 |
| TOTAL DE CITAS | 9 |
| TOTAL COMO AUTOR | 23 |
| TOTAL COMO EDITOR | 0 |
| PRIMER AÑO DE PUBLICACIÓN | 2020 |
| AÑO MÁS RECIENTE DE PUBLICACIÓN | 2026 |
| ÍNDICE H | 2 |
A Casa de Axé é viva
Pouco antes da minha feitura, ouvi minha ialaxé dizer que “a casa de axé é viva”. Essa frase germinou em mim como uma semente. Desde então, venho tentando escutar o que ela quer dizer, com o corpo inteiro, como quem escuta tambor. Este ensaio fotoetnográfico nasce dessa escuta sensível, cultivada na experiência cotidiana de uma casa de axé, onde o Candomblé se enraíza e se reinventa a cada dia. Entendo a casa como organismo vivo, campo de forças,…
Cartas à Antropologia
Fórum construído em forma de correspondência, que propõe pensar a antropologia a partir das cartas como prática ética, situada e relacional. Entre Kafka, Anzaldúa, Mead, Lorde, Carolina Maria de Jesus e autoras(es) contemporâneos(as), as cartas emergem como espaço de devolução, cuidado, política e experimentação etnográfica. O conjunto de cartas selecionadas afirma a escrita como gesto de interlocução, vulnerabilidade e responsabilidade, reinscre…
O ofício de uma antropóloga é contar histórias
Esta carta apresenta o ofício da antropóloga como uma prática de contar histórias, entrelaçando memória familiar, acervo e a própria história disciplinar da antropologia. Ao escrever para a mãe, a autora revisita sua formação, seus arquivos íntimos e o papel das mulheres de sua família como primeiras mestras. O texto situa a escrita etnográfica no cruzamento entre o doméstico e o acadêmico, defendendo a centralidade dos acervos familiares na prod…
Death in the field
In this article we reflect on death as a disruptive event for social relations and social (re)arrangements, based on research carried out by the authors in Canto do Buriti, Piauí, Brazil, and in Timor-Leste, Southeast Asia. Based on ethnographic accounts, we discuss how the death of interlocutors expands knowledge about kinship and gift-giving relations, which inform the constitution of the person as a privileged social phenomenon for theoretical…
Essa aqui é a minha antropóloga
Este relato etnográfico analisa as experiências de uma antropóloga atuando na Esplanada dos Ministérios durante o ano de 2024. Afinal, quais habilidades antropológicas seriam úteis em um cargo de "consultoria" no Estado? Com base nessa experiência, o relato sistematiza habilidades metodológicas, técnicas e teóricas utilizadas diariamente na função, evidenciando como a formação antropológica contribui para o trabalho no Estado. Este estudo reflete…
“Nem Precisa Ler O Que Tá Escrito, Mas Olha as Fotos De Mãe Aí!”
Este relato etnográfico baseia-se em trabalho de campo realizado junto a membros da minha família no período de 2019 a 2022. A partir do campo, iniciei uma análise sobre como as devoluções de produtos feitos ao longo do campo circulavam dentro do âmbito familiar. Ao devolver diversas formas de publicações, percebi que estas provocavam reações diversas entre minhas parentes-interlocutoras. Dissertações, artigos e desenhos geravam quase nenhuma rep…
Pedagogias antropológicas transgressoras
O objetivo do artigo foi problematizar alguns dos processos de formação em antropologia para cientistas sociais e antropólogos(as) no ensino superior a partir de experiências distintas, mas complementares entre si, vivenciadas por duas educadoras-antropólogas em suas respectivas instituições de ensino. O artigo aborda como a partir de uma atividade pedagógica transgressora, a costura de cadernos de campo, as educadoras-antropólogas puderam trabal…
Entre comidas, presenças e distâncias
Devido ao fluxo de pessoas indo e vindo a partir de Canto do Buriti-PI, há famílias que se ramificam entre o mundo e a origem. Muitas vezes essas famílias podem estar presentes fisicamente apenas em momentos muito específicos do ano. As idas dos parentes do mundo para a origem são marcadas, principalmente, pelas férias que as pessoas possuem do mundo. Geralmente esses momentos são em junho (período marcado fortemente pelas festas juninas) e em de…
Intimidade Do Parentesco
O presente ensaio tem a intenção de discutir e pesar como a intimidade construída com minhas parentes-interlocutoras, mais especificamente minha mãe, pode ser potente para a confecção de etnografias. Mais especificamente, a partir do parentesco real e imaginado, de como eu vi minha mãe na infância e de como passei a vê-la depois de adulta. Assim, passo a juntar seus pedaços que são linhas, traços e descontinuidades. Trago pedaços que falam dela, …
Vida em família
Violência O dossiê “Vida em família: socialidades e violência em multicontextos contemporâneos” surge de diálogos entre os organizadores e os autores dos artigos e do ensaio, que reconheceram em seus campos de pesquisa diferentes significações sobre a violência em contextos intrafamiliares, de conjugalidades e de construção de parentesco. Violência é uma categoria posta em questão nos trabalhos aqui reunidos. Essa abordagem não pretende invalidar…
Surras, pisas e coças
O presente artigo surge de uma pesquisa antropológica de cunho etnográfico realizada em Canto do Buriti, Piauí (Brasil) no primeiro semestre de 2019, que tinha como foco discutir, através das relações familiares, classificações associadas ao curso de vida, ao “envelhecimento” e às categorias de periodização da vida. Nesse contexto algumas cenas emergiram, dentre elas as que eu inicialmente classificava enquanto “práticas violentas”. Ao final da p…
Caminho Do Parentesco Ou O Parentesco Como Situação Inescusável
O presente relato etnográfico tem a intenção de proporcionar uma descrição e análise de um caso etnográfico do meu campo de pesquisa vinculado ao parentesco, família, migração, gênero e geração. Campo esse que ocorreu ao longo do mestrado em antropologia social na Universidade Federal de Goiás (UFG) e que continua em curso agora no doutorado no Departamento de Antropologia (DAN) da Universidade de Brasília (UnB). Com isso, pretendo compreender et…
O parentesco, sua força e possibilidades analíticas
Neste trabalho apresentamos um pouco de nossas correntes teóricas e metodológicas sobre os estudos de parentesco, contribuindo com nossos modos de fazer antropologia, artigos que usaram das mais diversas possibilidade para analisar o parentesco. Com essa produção aprendemos sobre as mais diversas possibilidade e como são ricas as possibilidades aqui traçadas
A escrita no isolamento
Há dias que não conseguimos escrever sobre o campo. A mão não desembola, as palavras ficam trancadas, ficam sem frase, ficam sem dedo, ficam sem papel. Elas não querem existir. Elas ficam presas em um mundo que não sei nominar. Às vezes elas não querem habitar um espaço tão inóspito e frio. Tento apanhá-las enquanto minha mãe me diz: "Você tem que se jogar para a vida! Ela foi feita para isso". Em meio ao que ela chama de "vida" tantas coisas atr…
Isso não é uma autoetnografia
O presente artigo parte de pesquisas etnográficas que desenvolvi no mestrado e no doutorado, dentre o que intitulei de "parentes-interlocutoras". Ao participar do processo de tentativas de publicação em revistas acadêmicas uma questão sempre emergia quando eu recebia os pareceres das minhas peças. Eu era interpelada sobre estar fazendo uma autoetnografia e criticada por não estar dialogando com autoras da área. Mas como eu poderia estar fazendo u…
Isso Aqui É Pros Meus Netos, Pois Na Hora Que Eu Morrer É Pra Levar
Axé, é o que é
Axé, é o que é" é um ensaio visual que busca apresentar mundos imaginados, vividos, sentidos, chorados e experimentados através do desenho. Esse último, se apresenta como um espaço de diálogo com seres materiais, imateriais, com o que escapa aos olhos, as cores e algumas racionalidades
Grafias Contra-Coloniais
Ibidem: 3
Agora sei o que você faz, você conta histórias
Em 2019 surgiu a ideia de realizar um "Diário de Campo Visual Público". O objetivo inicial era abrir uma conta em uma rede social de compartilhamento de fotografias (Instagram - perfil @diariodecampovisual) e todos os dias postar uma fotografia. Em campo realizado no primeiro semestre de 2019, em Canto do Buriti - PI, sobre curso de vida, foram produzidas e compartilhadas 90 fotografias em 90 dias. Algumas pessoas passaram a acompanhar as fotogra…
Onda negra, medo branco
Esse ensaio é um apanhado histórico e uma reflexão sobre o cenário sociopolítico dos últimos anos, no que tange à proposição e efetivação das políticas de ações afirmativas, partindo da perspectiva de um coletivo de pessoas negras: o Coletivo Zora Hurston. São explicitados o contexto histórico de criação do Coletivo e as ações desenvolvidas pelas integrantes - atuais e anteriores - para efetivar as política de ações afirmativas, as quais, embora …
Voltando para a "Origem"? Considerações sobre o campo entre parentes e os "segredos de família
O presente artigo busca refletir, através da pesquisa realizada para a elaboração da dissertação do mestrado, os impactos de voltar para a origem e como essa volta é respaldada, resguardada e constituída por eventos que nos precedem. Nesse sentido, o objetivo é compreender como a pesquisa etnográfica, suas práticas e seus processos são altamente reflexivos e resvalam, inclusive, em revisões bibliográficas e subjetivas. Entretanto, como o campo oc…
Entre parentes e lembranças
Para elaborar a dissertação de mestrado, fiz pesquisa de campo no primeiro semestre de 2019, durante três meses, em Canto do Buriti-PI. Lá, as mulheres de idade com quem convivi, minhas parentes, usavam as lembranças e o lembrar como mecanismos para ordenar um mundo que não é dominado pela escrita, mas sim pela oralidade. As lembranças são uma forma de evocar tempos e experiências vividas. São também feitas e refeitas no momento de contar históri…
Sobre a origem
Sobre a origem" is an essay that accompanies Dona Nita, my maternal grandmother, going back to her farm.On that day my relative-interlocutor told me about her sons and daughters (my aunts and my mother) who went out into the world seeking for "better conditions of life" and never returned to their homeland.From the moment her children built a life in the world, the farm, the place that she and my grandfather fought so hard to acquire, ended up be…
Caminho Do Parentesco Ou O Parentesco Como Situação Inescusável
O presente relato etnográfico tem a intenção de proporcionar uma descrição e análise de um caso etnográfico do meu campo de pesquisa vinculado ao parentesco, família, migração, gênero e geração. Campo esse que ocorreu ao longo do mestrado em antropologia social na Universidade Federal de Goiás (UFG) e que continua em curso agora no doutorado no Departamento de Antropologia (DAN) da Universidade de Brasília (UnB). Com isso, pretendo compreender et…
Intimidade Do Parentesco
O presente ensaio tem a intenção de discutir e pesar como a intimidade construída com minhas parentes-interlocutoras, mais especificamente minha mãe, pode ser potente para a confecção de etnografias. Mais especificamente, a partir do parentesco real e imaginado, de como eu vi minha mãe na infância e de como passei a vê-la depois de adulta. Assim, passo a juntar seus pedaços que são linhas, traços e descontinuidades. Trago pedaços que falam dela, …
Voltando para a "Origem"? Considerações sobre o campo entre parentes e os "segredos de família
O presente artigo busca refletir, através da pesquisa realizada para a elaboração da dissertação do mestrado, os impactos de voltar para a origem e como essa volta é respaldada, resguardada e constituída por eventos que nos precedem. Nesse sentido, o objetivo é compreender como a pesquisa etnográfica, suas práticas e seus processos são altamente reflexivos e resvalam, inclusive, em revisões bibliográficas e subjetivas. Entretanto, como o campo oc…
Grafias Contra-Coloniais
Ibidem: 3
Agora sei o que você faz, você conta histórias
Em 2019 surgiu a ideia de realizar um "Diário de Campo Visual Público". O objetivo inicial era abrir uma conta em uma rede social de compartilhamento de fotografias (Instagram - perfil @diariodecampovisual) e todos os dias postar uma fotografia. Em campo realizado no primeiro semestre de 2019, em Canto do Buriti - PI, sobre curso de vida, foram produzidas e compartilhadas 90 fotografias em 90 dias. Algumas pessoas passaram a acompanhar as fotogra…
Entre parentes e lembranças
Para elaborar a dissertação de mestrado, fiz pesquisa de campo no primeiro semestre de 2019, durante três meses, em Canto do Buriti-PI. Lá, as mulheres de idade com quem convivi, minhas parentes, usavam as lembranças e o lembrar como mecanismos para ordenar um mundo que não é dominado pela escrita, mas sim pela oralidade. As lembranças são uma forma de evocar tempos e experiências vividas. São também feitas e refeitas no momento de contar históri…
Sobre a origem
Sobre a origem" is an essay that accompanies Dona Nita, my maternal grandmother, going back to her farm.On that day my relative-interlocutor told me about her sons and daughters (my aunts and my mother) who went out into the world seeking for "better conditions of life" and never returned to their homeland.From the moment her children built a life in the world, the farm, the place that she and my grandfather fought so hard to acquire, ended up be…
Voltando para a "Origem"? Considerações sobre o campo entre parentes e os "segredos de família
O presente artigo busca refletir, através da pesquisa realizada para a elaboração da dissertação do mestrado, os impactos de voltar para a origem e como essa volta é respaldada, resguardada e constituída por eventos que nos precedem. Nesse sentido, o objetivo é compreender como a pesquisa etnográfica, suas práticas e seus processos são altamente reflexivos e resvalam, inclusive, em revisões bibliográficas e subjetivas. Entretanto, como o campo oc…
Vida em família
Violência O dossiê “Vida em família: socialidades e violência em multicontextos contemporâneos” surge de diálogos entre os organizadores e os autores dos artigos e do ensaio, que reconheceram em seus campos de pesquisa diferentes significações sobre a violência em contextos intrafamiliares, de conjugalidades e de construção de parentesco. Violência é uma categoria posta em questão nos trabalhos aqui reunidos. Essa abordagem não pretende invalidar…
Surras, pisas e coças
O presente artigo surge de uma pesquisa antropológica de cunho etnográfico realizada em Canto do Buriti, Piauí (Brasil) no primeiro semestre de 2019, que tinha como foco discutir, através das relações familiares, classificações associadas ao curso de vida, ao “envelhecimento” e às categorias de periodização da vida. Nesse contexto algumas cenas emergiram, dentre elas as que eu inicialmente classificava enquanto “práticas violentas”. Ao final da p…
Caminho Do Parentesco Ou O Parentesco Como Situação Inescusável
O presente relato etnográfico tem a intenção de proporcionar uma descrição e análise de um caso etnográfico do meu campo de pesquisa vinculado ao parentesco, família, migração, gênero e geração. Campo esse que ocorreu ao longo do mestrado em antropologia social na Universidade Federal de Goiás (UFG) e que continua em curso agora no doutorado no Departamento de Antropologia (DAN) da Universidade de Brasília (UnB). Com isso, pretendo compreender et…
O parentesco, sua força e possibilidades analíticas
Neste trabalho apresentamos um pouco de nossas correntes teóricas e metodológicas sobre os estudos de parentesco, contribuindo com nossos modos de fazer antropologia, artigos que usaram das mais diversas possibilidade para analisar o parentesco. Com essa produção aprendemos sobre as mais diversas possibilidade e como são ricas as possibilidades aqui traçadas
A escrita no isolamento
Há dias que não conseguimos escrever sobre o campo. A mão não desembola, as palavras ficam trancadas, ficam sem frase, ficam sem dedo, ficam sem papel. Elas não querem existir. Elas ficam presas em um mundo que não sei nominar. Às vezes elas não querem habitar um espaço tão inóspito e frio. Tento apanhá-las enquanto minha mãe me diz: "Você tem que se jogar para a vida! Ela foi feita para isso". Em meio ao que ela chama de "vida" tantas coisas atr…
Isso não é uma autoetnografia
O presente artigo parte de pesquisas etnográficas que desenvolvi no mestrado e no doutorado, dentre o que intitulei de "parentes-interlocutoras". Ao participar do processo de tentativas de publicação em revistas acadêmicas uma questão sempre emergia quando eu recebia os pareceres das minhas peças. Eu era interpelada sobre estar fazendo uma autoetnografia e criticada por não estar dialogando com autoras da área. Mas como eu poderia estar fazendo u…
Isso Aqui É Pros Meus Netos, Pois Na Hora Que Eu Morrer É Pra Levar
Axé, é o que é
Axé, é o que é" é um ensaio visual que busca apresentar mundos imaginados, vividos, sentidos, chorados e experimentados através do desenho. Esse último, se apresenta como um espaço de diálogo com seres materiais, imateriais, com o que escapa aos olhos, as cores e algumas racionalidades
Grafias Contra-Coloniais
Ibidem: 3
Agora sei o que você faz, você conta histórias
Em 2019 surgiu a ideia de realizar um "Diário de Campo Visual Público". O objetivo inicial era abrir uma conta em uma rede social de compartilhamento de fotografias (Instagram - perfil @diariodecampovisual) e todos os dias postar uma fotografia. Em campo realizado no primeiro semestre de 2019, em Canto do Buriti - PI, sobre curso de vida, foram produzidas e compartilhadas 90 fotografias em 90 dias. Algumas pessoas passaram a acompanhar as fotogra…
Onda negra, medo branco
Esse ensaio é um apanhado histórico e uma reflexão sobre o cenário sociopolítico dos últimos anos, no que tange à proposição e efetivação das políticas de ações afirmativas, partindo da perspectiva de um coletivo de pessoas negras: o Coletivo Zora Hurston. São explicitados o contexto histórico de criação do Coletivo e as ações desenvolvidas pelas integrantes - atuais e anteriores - para efetivar as política de ações afirmativas, as quais, embora …
Entre comidas, presenças e distâncias
Devido ao fluxo de pessoas indo e vindo a partir de Canto do Buriti-PI, há famílias que se ramificam entre o mundo e a origem. Muitas vezes essas famílias podem estar presentes fisicamente apenas em momentos muito específicos do ano. As idas dos parentes do mundo para a origem são marcadas, principalmente, pelas férias que as pessoas possuem do mundo. Geralmente esses momentos são em junho (período marcado fortemente pelas festas juninas) e em de…
Intimidade Do Parentesco
O presente ensaio tem a intenção de discutir e pesar como a intimidade construída com minhas parentes-interlocutoras, mais especificamente minha mãe, pode ser potente para a confecção de etnografias. Mais especificamente, a partir do parentesco real e imaginado, de como eu vi minha mãe na infância e de como passei a vê-la depois de adulta. Assim, passo a juntar seus pedaços que são linhas, traços e descontinuidades. Trago pedaços que falam dela, …
“Nem Precisa Ler O Que Tá Escrito, Mas Olha as Fotos De Mãe Aí!”
Este relato etnográfico baseia-se em trabalho de campo realizado junto a membros da minha família no período de 2019 a 2022. A partir do campo, iniciei uma análise sobre como as devoluções de produtos feitos ao longo do campo circulavam dentro do âmbito familiar. Ao devolver diversas formas de publicações, percebi que estas provocavam reações diversas entre minhas parentes-interlocutoras. Dissertações, artigos e desenhos geravam quase nenhuma rep…
Pedagogias antropológicas transgressoras
O objetivo do artigo foi problematizar alguns dos processos de formação em antropologia para cientistas sociais e antropólogos(as) no ensino superior a partir de experiências distintas, mas complementares entre si, vivenciadas por duas educadoras-antropólogas em suas respectivas instituições de ensino. O artigo aborda como a partir de uma atividade pedagógica transgressora, a costura de cadernos de campo, as educadoras-antropólogas puderam trabal…
Death in the field
In this article we reflect on death as a disruptive event for social relations and social (re)arrangements, based on research carried out by the authors in Canto do Buriti, Piauí, Brazil, and in Timor-Leste, Southeast Asia. Based on ethnographic accounts, we discuss how the death of interlocutors expands knowledge about kinship and gift-giving relations, which inform the constitution of the person as a privileged social phenomenon for theoretical…
Essa aqui é a minha antropóloga
Este relato etnográfico analisa as experiências de uma antropóloga atuando na Esplanada dos Ministérios durante o ano de 2024. Afinal, quais habilidades antropológicas seriam úteis em um cargo de "consultoria" no Estado? Com base nessa experiência, o relato sistematiza habilidades metodológicas, técnicas e teóricas utilizadas diariamente na função, evidenciando como a formação antropológica contribui para o trabalho no Estado. Este estudo reflete…
A Casa de Axé é viva
Pouco antes da minha feitura, ouvi minha ialaxé dizer que “a casa de axé é viva”. Essa frase germinou em mim como uma semente. Desde então, venho tentando escutar o que ela quer dizer, com o corpo inteiro, como quem escuta tambor. Este ensaio fotoetnográfico nasce dessa escuta sensível, cultivada na experiência cotidiana de uma casa de axé, onde o Candomblé se enraíza e se reinventa a cada dia. Entendo a casa como organismo vivo, campo de forças,…
Cartas à Antropologia
Fórum construído em forma de correspondência, que propõe pensar a antropologia a partir das cartas como prática ética, situada e relacional. Entre Kafka, Anzaldúa, Mead, Lorde, Carolina Maria de Jesus e autoras(es) contemporâneos(as), as cartas emergem como espaço de devolução, cuidado, política e experimentação etnográfica. O conjunto de cartas selecionadas afirma a escrita como gesto de interlocução, vulnerabilidade e responsabilidade, reinscre…
O ofício de uma antropóloga é contar histórias
Esta carta apresenta o ofício da antropóloga como uma prática de contar histórias, entrelaçando memória familiar, acervo e a própria história disciplinar da antropologia. Ao escrever para a mãe, a autora revisita sua formação, seus arquivos íntimos e o papel das mulheres de sua família como primeiras mestras. O texto situa a escrita etnográfica no cruzamento entre o doméstico e o acadêmico, defendendo a centralidade dos acervos familiares na prod…
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