Contemplação e Maravilhamento
Limites da causalidade em Platão, felicidade e prazer em Aristóteles, transcendência e emanação em Plotino
Datos Bibliográficos
| ID | 11129589 |
|---|---|
| Autores | Jean Felipe De Assis (0000-0001-9292-9228, Universidade Federal do Rio de Janeiro, autor de correspondencia) |
| Año | 2018 |
| Volumen | 31 |
| Número | 1 |
| Páginas | 43-59 |
| Fecha de publicación | 2018-08-01 |
| Peer Reviewed | Sí |
| Open Access | Sí |
| Tipo | ARTICLE |
| Revista | Classica - Revista Brasileira de Estudos Clássicos (JOURNAL) |
| Identificadores de la revista | ISSN: 0103-4316 • E-ISSN: 2176-6436 |
| Editorial | Classica - Revista Brasileira de Estudos Classicos (PUBLISHER) |
| DOI | 10.24277/classica.v31i1.618 |
| OpenAlex | W2889871857 |
| Idioma | PT |
| Referencias citadas | 9 |
Os variados contextos históricos e intelectuais nos quais o termo contemplação (theōría) se apresenta no mundo antigo propiciam diferentes entendimentos sobre as relações entre os discursos filosóficos, místicos e religiosos. A investigação das causas – aitíai – e das coisas em si – ousíai – pode ser avaliada por meio de algumas noções a respeito do ato contemplativo em autores selecionados. Desta maneira, revisam-se algumas premissas das implicações filosóficas da noção de contemplação a partir de textos específicos de Platão, de Aristóteles e de Plotino. No primeiro, a relação entre os sentidos e a Ideia na formação das mais variadas epistêmai possui na theōría a sua base de argumentação, tornando manifesta a expressão do Bem, conforme a Alegoria da Caverna na República e a inexpressabilidade da ousía na Carta VII salientam. No caso aristotélico, a contemplação se assemelha a um princípio unificador, pelo qual conhecimento, prazer, felicidade e aplicações éticas se relacionam e encontram sua sustentação. No pensamento de Plotino, o desejo por transcendência, a partir da contemplação do Bem e da emanação do Uno, encontra-se presente em todos os seres. Conclui-se, durante esta breve exposição da noção de contemplação nos três autores supracitados, que o princípio de causalidade, implícito e explícito em suas discussões metafísicas, possui em si algo evasivo, o qual somente pode ser eliminado por um sentimento que integre elementos distantes das ambições técnicas. Tais constatações, portanto, enfatizam a imperativa investigação do maravilhamento para o pensamento humano
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| Velocidad de citación | historical |
|---|---|
| Altamente citado | No |