A Argentina entre as reformas econômicas neoliberais e a redefinição das negociações com o FMI (1989-2007)
Datos Bibliográficos
| ID | 11141982 |
|---|---|
| Autores | Roberta Rodrigues Marques Da Silva (0000-0001-5015-5922, autor de correspondencia) |
| Año | 2009 |
| Volumen | 17 |
| Número | 33 |
| Páginas | 13-37 |
| Fecha de publicación | 2009-06-01 |
| Peer Reviewed | Sí |
| Open Access | Sí |
| Tipo | ARTICLE |
| Revista | Revista de Sociologia e Política (JOURNAL) |
| Identificadores de la revista | ISSN: 0104-4478 • E-ISSN: 1678-9873 |
| Editorial | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.1590/s0104-44782009000200003 |
| OpenAlex | W1922845899 |
| SCIELO_PID | S0104-44782009000200003 |
| Idioma | PT |
| Referencias citadas | 14 |
Este artigo tem por objetivo analisar a influência da crise econômica sobre a formação de novas coalizões políticas na Argentina dos anos 2000, as quais levaram a uma ruptura em relação à política econômica adotada pelos governos Menem e De la Rúa. Essas transformações permitiram uma mudança na estratégia do governo Kirchner nas relações com o Fundo Monetário Internacional (FMI), levando a uma posição mais dura do governo argentino em rechaço às posições do Fundo. A política econômica sustentada pelos governos Duhalde e Kirchner teve como base o regime cambial competitivo, em substituição ao regime de conversibilidade vigente nos anos 1990, e contou com o apoio dos grupos empresariais voltados para o mercado doméstico, favorecidos pela desvalorização do peso. A proposta desses governos para a promoção do crescimento econômico excluiu atores com vínculos externos, que faziam parte das coalizões de apoio nas gestões Menem e De la Rúa. Entre os excluídos estavam os credores que detinham papéis da dívida em moratória desde 2001 e empresas prestadoras de serviços públicos privatizadas na década de 1990, que recebiam apoio do FMI. Essas razões explicam o fato das negociações com o Fundo durante o governo Kirchner terem sido marcadas por impasses e pela postura firme dos negociadores argentinos. Transformações no contexto internacional também tiveram impacto sobre as negociações do governo Kirchner com o FMI. Com a eleição de George W. Bush nos Estados Unidos, em 2000, enfraqueceu-se o apoio norte-americano à concessão de empréstimos do Fundo a países em desenvolvimento. O governo republicano defendeu ainda a redução do papel do FMI na intermediação das negociações entre países devedores e credores privados. O governo argentino sentia que já poderia, nessa altura, dispensar a intermediação de instituições financeiras internacionais nas negociações referentes à dívida pública
Government (linguistics · Governo · Independence (probability theory · Monopoly · Work (physics · Agriculture and Social Issues · International Relations in Latin America · Latin American socio-political dynamics
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| Velocidad de citación | historical |
|---|---|
| Altamente citado | No |