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O processo de implantação das unidades de pronto atendimento no Brasil

Datos Bibliográficos

ID16780488
AutoresGisele O’dwyer (0000-0003-0222-1205, Escola Nacional de Saúde Pública), Mariana Teixeira Konder, Mariana Konder (0000-0002-7787-4983, Universidade do Estado do Rio de Janeiro), Luciano Pereira Reciputti (Escola Nacional de Saúde Pública), Monica Guimarães Macau Lopes, Mônica Guimarães Macau-Lopes (0000-0001-9610-5584, Ministério da Saúde), Danielle Fernandes Agostinho, Danielle Agostinho (Escola Nacional de Saúde Pública), Gabriel Farias Alves (0000-0003-4076-549X, Fundação Saúde)
Año2017
Volumen51
Páginas125
Fecha de publicación2017-12-04
Peer ReviewedSí
Open AccessSí
TipoARTICLE
RevistaRevista de Saúde Pública (JOURNAL)
Identificadores de la revistaISSN: 0034-8910 • E-ISSN: 0034-8910
EditorialUniversidade de Sao Paulo, Agencia USP de Gestao da Informacao Academica (AGUIA) (PUBLISHER)
DOI10.11606/s1518-8787.2017051000072
PMID29236876
OpenAlexW2776898933
IdiomaPT
Citas recibidas17
Referencias citadas10

OBJETIVO: Analisar o processo de implantação das unidades de pronto atendimento no Brasil. MÉTODOS: Realizou-se análise documental, entrevistas com 24 coordenadores estaduais de urgência e um painel de especialistas. Analisaram-se questões relativas a: antecedentes e trajetória da política; atores envolvidos na implantação; processo de expansão; avanços, limites e dificuldades de implantação; e capacidade de coordenação estadual. Utilizou-se o referencial teórico da análise da conduta estratégica da teoria da estruturação de Giddens. RESULTADOS: As unidades de pronto atendimento foram implantadas a partir de 2007, inicialmente na região Sudeste, e em 2016 existiam 446 unidades de pronto atendimento considerando todas as regiões. Atualmente, há 620 unidades de pronto atendimento em construção, indicando expectativa de expansão. O financiamento federal foi um forte indutor da implantação. Os estados planejaram suas unidades de pronto atendimento, mas a existência de negociação direta entre os municípios e a União contribuiu com o significativo número de unidades de pronto atendimento construídas que não funcionam. Em relação à rede de urgência, há tensão com o hospital pela insuficiência de leitos no país, gerando internação na unidade de pronto atendimento. A gestão das unidades de pronto atendimento é predominantemente municipal, com a maioria das unidades de pronto atendimento localizadas fora das capitais e classificadas como Porte III. Os principais desafios identificados foram: o sub-financiamento e a dificuldade de contratar médicos. CONCLUSÕES: A unidade de pronto atendimento tem o mérito de ter recursos tecnológicos e ser arquitetonicamente diferenciada, mas só será bem-sucedida dentro de uma rede de urgência. A indução federal gerou respostas contraditórias, pois nem todos os estados consideram a unidade de pronto atendimento como prioritária. O fortalecimento da gestão estadual foi identificado como desafio para a implantação da rede de urgências

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Obras citantes distintas17
Citas por año2,13
Intervalo de citas2018 - 2023 (6)
Velocidad de citaciónhistorical
Altamente citadoNo
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