Da tranquilidade à intranquilidade
Traduzir o joual literário
Datos Bibliográficos
| ID | 16919370 |
|---|---|
| Autores | Gillian Lane-Mercier (McGill University), Gillian Lane‐Mercier (McGill University, autor de correspondencia) |
| Año | 2011 |
| Volumen | 50 |
| Número | 2 |
| Páginas | 493-508 |
| Fecha de publicación | 2011-12-01 |
| Open Access | Sí |
| Tipo | ARTICLE |
| Revista | Trabalhos em Linguística Aplicada (JOURNAL) |
| Identificadores de la revista | ISSN: 0103-1813 • E-ISSN: 2175-764X |
| Editorial | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.1590/s0103-18132011000200016 |
| OpenAlex | W2059867584 |
| SciELO | S0103-18132011000200016 |
| Idioma | PT |
| Referencias citadas | 4 |
O objetivo deste artigo é analisar as questões levantadas pelas principais estratégias de tradução mobilizadas entre 1964 e 1984 para traduzir as representações romanescas do joual - a saber, o socioleto, fortemente anglicizado e linguisticamente empobrecido falado pelas classes populares de Montreal - para leitores anglo-canadenses inquietos com o avanço do movimento independentista no Quebec e com a chegada ao poder, em 1976, do Partido Quebequense. Após apresentar as características sociolinguísticas do joual, assim como o duplo uso, político e literário, que dele fizeram alguns escritores a partir de 1960, trata-se de identificar os problemas de ordem lexical propostos aos tradutores e as diversas soluções que estes preconizaram. Isso nos permitiu descobrir 1) as imagens de si e do outro que essas soluções veiculam; 2) a natureza dos processos de domesticação que elas subscrevem; 3) a maneira como essas soluções contribuíram para reforçar ou, excepcionalmente, subverter as expectativas do público anglo-canadense; 4) a presença, inevitável, de marcadores de re-enunciação que, inscritos em certas escolhas lexicais, dependem da subjetividade do tradutor e, consequentemente, do conflito das enunciações subjacentes a toda reescritura. Sob essa ótica, uma atenção particular é dada às duas traduções (1964; 1984) do romance Le Cassé de Jacques Renaud (1964), procurando levantar questões mais gerais sobre a não tradução, a retradução, a equivalência e a criatividade tradutórias, questões reveladoras da maneira como o Canadá inglês conhecia, desconhecia ou ignorava não apenas a sociedade e a cultura quebequenses da época, mas as zonas de contato linguísticas inerentes a sua própria língua. Sendo assim, constata-se certa evolução das práticas tradutórias do joual na direção da construção de imagens voluntariamente "intranquilas" tanto da Revolução dita tranquila quanto da identidade quebequense contemporânea
Art · Humanities · Linguistics and Discourse Analysis · Military, Security, and Education Studies · Philosophy · Translation Studies and Practices
| Altamente citado | No |
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