Controle algorítmico e gamificação do trabalho de entregadores e motoristas por aplicativos no contexto brasileiro
Consentimento e resistências
Datos Bibliográficos
| ID | 21765992 |
|---|---|
| Autores | Cirlene De Souza Christo (0000-0001-8148-9730), Muza Clara Chaves Velasques (0009-0005-4838-8248), Simone Santos Oliveira (0000-0001-5477-6216), Letícia Pessoa Masson (0000-0002-5422-286X), Márcia Teixeira (0000-0002-9502-0789), Sarah de Paulo do Amaral (0000-0002-5221-6685) |
| Año | 2025 |
| Número | 39 |
| Páginas | 1-27 |
| Fecha de publicación | 2025-12-01 |
| Peer Reviewed | Sí |
| Open Access | Sí |
| Tipo | ARTICLE |
| Revista | SOCIOLOGIA ON LINE (JOURNAL) |
| Identificadores de la revista | ISSN: 1647-3337 • E-ISSN: 1647-3337 |
| Editorial | Associacao Portuguesa de Sociologia (PUBLISHER) |
| DOI | 10.30553/sociologiaonline.2025.39.4 |
| OpenAlex | W4417066232 |
| Idioma | PT |
O artigo examina o modo de organização e gerenciamento adotado por empresas que controlam trabalhadores sob demanda via plataformas digitais no Brasil. Abordam-se as repercussões do gerenciamento algorítmico gamificado nos processos de subjetivação do trabalho de entregadores e motoristas e formas de resistência destes a este gerenciamento. A Ergologia oferece uma contribuição teórico-metodológica importante ao abordar o trabalho como atividade humana, enfatizando os saberes e valores em jogo. Essa contribuição foi articulada com outras referências teóricas sobre o processo de trabalho. O método envolveu a realização de entrevistas semiestruturadas e Encontros Sobre o Trabalho com trabalhadores de diferentes estados do país. Os resultados indicam que a tendência ao consentimento por parte dos trabalhadores às condições e regras impostas pelas plataformas digitais deve ser compreendido no contexto do mercado de trabalho marcado por altos índices de desemprego, informalidade e precariedade. A vulnerabilidade social, somada aos efeitos individualizantes desse sistema de gerenciamento, leva os sujeitos a priorizar a busca de suportes materiais e simbólicos para garantir sua existência, mesmo que isso implique em abrir mão de seu descanso, lazer, saúde e segurança. Para suportar o sofrimento, constroem estratégias de defesa que podem também configurar-se como movimentos promotores de saúde, via ações de resistência individual e coletiva. Dentre as ações estão a observação e o estudo do funcionamento dos algoritmos, assim como a constituição de uma aliança nacional de trabalhadores que integra diversas entidades e coletivos organizados do país na luta contra a precarização do trabalho
Michel foucault · Subjectification · Contemporary Social and Educational Issues · Digital Economy and Work Transformation · Social and Economic Solidarity
| Velocidad de citación | historical |
|---|---|
| Altamente citado | No |