Arte participativa, tragédia social e dissenso político
Uma batalha possível
Datos Bibliográficos
| ID | 21861484 |
|---|---|
| Autores | Artur Correia De Freitas (0000-0003-3041-4725, Universidade Estadual do Paraná, autor de correspondencia) |
| Año | 2024 |
| Volumen | 16 |
| Número | 39 |
| Páginas | 1-23 |
| Fecha de publicación | 2024-09-05 |
| Open Access | Sí |
| Tipo | ARTICLE |
| Revista | Palíndromo (JOURNAL) |
| Identificadores de la revista | ISSN: 1984-9532 • E-ISSN: 2175-2346 |
| Editorial | Universidade do Estado de Santa Catarina (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.5965/2175234616392024e0011 |
| OpenAlex | W4402312950 |
| Idioma | PT |
| Referencias citadas | 10 |
Este artigo analisa a relação entre a tragédia social da agenda neoliberal e o dissenso político da arte participativa através de um caso concreto: a performance coletiva Batalha de Orgreave, do artista inglês Jeremy Deller. Realizada em 2001, a obra propõe, no plano da memória coletiva, a reencenação de um dos mais violentos conflitos do pós-Guerra entre as políticas neoliberais e a classe trabalhadora: o trágico ataque policial contra mineradores em greve perpetrado durante a era Margaret Thatcher, na Inglaterra, dezessete anos antes, em 1984. Para a reconstrução da batalha, Deller conta com a cooperação de cerca de mil participantes, centenas dos quais “veteranos” do conflito de origem, incluindo ex-mineradores e ex-policiais. A análise do evento é realizada a partir da teoria neo-aristotélica da “tragédia social” da socióloga Stephanie Baker, em articulação com os conceitos de “dissenso político” e “antagonismo” de Jacques Rancière, Ernesto Laclau, Chantal Mouffe e Claire Bishop. Ao final, conclui-se que a elaboração coletiva de uma tragédia social, central em obras como essa, tem na mecânica da retração autoral um de seus prováveis limites políticos
Business · Arts and Performance Studies · Critical Theory and Political Philosophy · Hannah Arendt's Political Philosophy
| Altamente citado | No |
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