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De uma torneira a uma história e uma sociologia da cidade

Datos Bibliográficos

ID3085104
AutoresJ Freire (0000-0003-0942-8364, Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro, autor de correspondencia)
Año2009
Volumen16
Número1
Páginas269-275
Fecha de publicación2009-03-01
Peer ReviewedSí
Open AccessSí
TipoARTICLE
RevistaHistória Ciências Saúde-Manguinhos (JOURNAL)
Identificadores de la revistaISSN: 0104-5970 • E-ISSN: 1678-4758
EditorialFapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER)
DOI10.1590/s0104-59702009000100017
OpenAlexW1689351877
SCIELO_PIDS0104-59702009000100017
IdiomaPT

esse objeto tao corriqueiro. Para sermos justos, devemoslembrar aqueles que entreveem a centralidade de uma torneira nadinâmica da cidade: bombeiros, tecnicos hidraulicos, urbanistas,planejadores urbanos, sanitaristas ou ainda aquela pessoa infelizque se depara excepcionalmente com problemas domesticos de enca-namentos. Esses sim, podem enxergar sob outra luz as implicacoesde uma mera torneira no meio urbano.Pois a torneira e a parte visivel de um mundo invisivel, um mundode redes tecnicas que Denise Bernuzzi de Sant’Anna nos apresenta,a partir desse estudo minucioso das aguas e suas redes em Sao Paulo. A proposta e fazer-nospercorrer a cidade de forma inedita, partindo dos fluxos de suas aguas, de seus regos, bicas,chafarizes, para chegar as tubulacoes e a outros dispositivos hidraulicos. Sant’Anna divideo livro em duas partes: na primeira, descreve a visibilidade das aguas na cidade de SaoPaulo; na segunda, analisa as representacoes higienistas, as reacoes diante daquela novaameaca. O convite da autora a que abramos uma torneira instiga-nos a pensar que taisobjetos banais nada mais sao do que ‘caixas pretas’ – tambem no sentido que Latour(1989, p.213) atribui a expressao –, a encobrir “uma longa rede tecnica e social que ultrapassao espaco domestico, atravessa ruas, percorre o subsolo da cidade e atinge regioes distantesde suas fronteiras” (p.11). A torneira e uma parte visivel das aguas da cidade e a partir delao citadino se relaciona com um mundo invisivel constituido por uma rede tecnica, umahistoria hidrografica, inquietacoes higienistas e uma cultura urbana.Sant’Anna propoe uma historia social das aguas da cidade de Sao Paulo de 1822 a 1901,fundamentada em documentacao farta (atas da Câmara Municipal, queixas e reivindicacoesde moradores, oficios, materias de jornais, relatos de viajantes, fotos, pinturas e mapas deepoca). O estudo pode ser considerado tambem uma proposta para a sociologia urbana

Humanities · Sociology · Urban space · Philosophy · Urban Development and Societal Issues · Water Governance and Infrastructure

Velocidad de citaciónhistorical
Altamente citadoNo
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