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A Memória como Espaço Fantástico

Datos Bibliográficos

ID3094014
AutoresCornelia Eckert (0000-0002-2815-7064, Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Ana Luiza Carvalho Da Rocha (0000-0002-2294-5932, Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
Año2000
Volumen1
Número1
Fecha de publicación2000-06-01
Peer ReviewedSí
Open AccessSí
TipoARTICLE
RevistaILUMINURAS (JOURNAL)
Identificadores de la revistaISSN: 1984-1191 • E-ISSN: 1984-1191
EditorialUniversidade Federal do Rio Grande do Sul (PUBLISHER • BR)
DOI10.22456/1984-1191.8926
OpenAlexW1580216609
IdiomaPT
Citas recibidas4

No desvendamento destas diferentes modalidades das sociedades humanas configurarem o controle simbólico do tempo, as ciências humanas (sobretudo a antropologia e a história) trataram, mais recentemente, de desconstruir o tempo por intermédio de sua dimensão interpretativa, seja como espaço de construção de uma inteligência narrativa que encerra a experiência de duração reino da imaginação criadora; seja como fenômeno que participa do trajeto do imaginário e de sua topologia fantástica, nos arranjos que engendra entre vida e matéria.O tom interpretativista pode ser considerado um denominador comum que atravessa as reflexões de inúmeros intelectuais e filósofos contemporâneos que, hoje, revisitam a noção de memória como elemento fundante do processo de construção da figura primordial do homem, tratando-se aí de reconhecer e compreender as tradições históricas, sociais e culturais que carregam e marcam de suas configurações. Assim, qualificam-se as noções de memória a partir do contexto em que são geradas (nos termos de genealogia e arqueologia) e ressaltam-se os aspectos dialéticos, contraditórios e conflituais na forma como emergem no interior das produções do conhecimento humano.Neste sentido, a força interpretativa reconhecida à memória como espaço de construção do conhecimento, confere a ela o estatuto de uma linguagem de símbolos que reúne uma ação inteligente do sujeito humano sobre o mundo, fragmento do ato de pensar no qual se pretende descortinar o momento intangível de enlaçamento, a um só tempo, do "eu" e do mundo. Uma vez que se atribua ao fenômeno da memória o instante fugaz em que a linguagem humana estrutura o pensamento, através da interpretação de um princípio de causalidade (formal material), todo o esforço será de compreender a sua acomodação/assimilação ao arbítrio de uma gramática simbólica, a cultura.A memória como espaço fantástico, lugar de extraversão e introversão de uma linguagem arbitrária de símbolos, coordenada, no plano da imaginação criadora, por esquemas de pensamento, apela, portanto, para os diferentes procedimentos interpretativos-narrativos que dão sentido aos arranjos entre vida e matéria, reunindo-as de forma inseparável

Cultural, Media, and Literary Studies

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Obras citantes distintas4
Citas por año0,22
Intervalo de citas2008 - 2018 (11)
Velocidad de citaciónhistorical
Altamente citadoNo
Tipos de citaNeutras: 4
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