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A medicalização como estratégia biopolítica

Um estudo sobre o consumo de psicofármacos no contexto de um pequeno município do Rio Grande do Sul

Datos Bibliográficos

ID3920372
AutoresVivian Tatiana Galvão Ignácio (UMESC-RO), Henrique Caetano Nardi (0000-0001-6058-1642, Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
Año2007
Volumen19
Número3
Páginas88-95
Fecha de publicación2007-12-01
Peer ReviewedSí
Open AccessSí
TipoARTICLE
RevistaPsicologia & Sociedade (JOURNAL)
Identificadores de la revistaISSN: 0102-7182 • E-ISSN: 1807-0310
EditorialFapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER)
DOI10.1590/s0102-71822007000300013
OpenAlexW1965238483
SCIELO_PIDS0102-71822007000300013
IdiomaPT
Citas recibidas8
Referencias citadas1

Este estudo teve como objetivo compreender como o consumo de psicofármacos se legitimou como uma tecnologia de si no interior do dispositivo de medicalização. Concluímos que esta é uma tecnologia que incide sobre os corpos por estar acoplada aos modos de subjetivação contemporâneos. A análise aqui apresentada trata do contexto social de Boa Vista das Missões, um pequeno município do Rio Grande do Sul. Realizamos uma pesquisa de campo com seis meses de duração e entrevistamos uma amostra de 400 pessoas. A análise dos relatos e das informações construídas buscou dar visibilidade aos enunciados presentes nas formações discursivas e que definem e explicam o consumo de psicofármacos por 53% da população da cidade. Utilizamos a perspectiva genealógica de Michel Foucault para refletir sobre este campo de pesquisa e problematizar a produção de modos de vida marcados por formas de controle individualizantes e totalizantes ao mesmo tempo. Neste sentido, partimos do histórico da inserção dos psicofármacos em nossa cultura para entender as dimensões que ocupam neste contexto. A análise identificou as redes enunciativas no interior do dispositivo de medicalização que fundamentam uma apresentação do biopoder que se sustenta no tripé "dependência, assistencialismo, individualismo

Humanities · Sociology · Gender, Sexuality, and Education · Philosophy · Psychology and Mental Health · Youth, Drugs, and Violence

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Obras citantes distintas8
Citas por año0,47
Intervalo de citas2009 - 2022 (14)
Velocidad de citaciónhistorical
Altamente citadoNo
Tipos de citaNeutras: 6
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