O que resta da subjetividade
Sono, Depressão E Outras "Resistências Passivas" À Subjetivação Capitalista
Datos Bibliográficos
| ID | 4177643 |
|---|---|
| Autores | G Peters (0000-0002-0595-2663, autor de correspondencia) |
| Año | 2024 |
| Volumen | 11 |
| Número | 29 |
| Páginas | 177-200 |
| Fecha de publicación | 2024-02-05 |
| Peer Reviewed | Sí |
| Open Access | Sí |
| Tipo | ARTICLE |
| Revista | Revista Brasileira de Sociologia - RBS (JOURNAL) |
| Identificadores de la revista | ISSN: 2317-8507 • E-ISSN: 2318-0544 |
| Editorial | Sociedade Brasileira de Sociologia (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.20336/rbs.979 |
| OpenAlex | W4399949949 |
| Idioma | EN |
Diversas perspectivas teóricas sustentam que a lógica sistêmica do capitalismo contemporâneo depende, no seu funcionamento cotidiano, de formas particulares de subjetividade. Da indústria midiática de conteúdo "motivacional" até o recurso a psicofármacos como instrumentos de otimização da própria conduta, são múltiplos os "dispositivos" mediante os quais os indivíduos buscam corresponder aos modelos de individualidade requeridos pelo capitalismo atual. A linguagem foucaultiana da "produção de subjetividades", cujos méritos analíticos despontam em variados estudos sobre a "governamentalidade" neoliberal, tem razão em sublinhar o grau em que os modos de agir, pensar e sentir das subjetividades individuais são moldados por aqueles dispositivos na contemporaneidade. Por outro lado, fenômenos como o sono, o doping e a inação depressiva mostram que aqueles dispositivos subjetivantes encontram "protestos" orgânico-psíquicos e "resistências passivas" na própria subjetividade que procuram moldar. Mapeando tais dinâmicas conflitivas entre dispositivos e resistências, o artigo percorre quatro eixos argumentativos, cada um dos quais privilegiando uma contribuição autoral particular: as reflexões de Alain Ehrenberg sobre o recurso a drogas de alteração do estado de consciência como instrumentos de otimização do desempenho na "sociedade do doping"; as cogitações de Jonathan Crary sobre o sono como obstáculo à colonização completa da subjetividade pelo imaginário capitalista da atividade ininterrupta; a interpretação sistêmica e política da depressão como efeito estrutural do "realismo capitalista" formulada pelo crítico cultural Mark Fisher; e, finalmente, a análise da psicopatologia como "protesto" levada a efeito pela filósofa feminista Susan Bordo, central para a apreensão da ambiguidade inerente às "resistências passivas" discutidas no trabalho
Art · Humanities · Gender, Sexuality, and Education · Social and Economic Solidarity · Social and Political Issues
| Velocidad de citación | historical |
|---|---|
| Altamente citado | No |