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Mst

Reorganização Político-Territorial Dos Assentamentos E a Consolidação Do Sistema Cooperativista Dos Assentados

Datos Bibliográficos

ID4861802
AutoresAlexandre Domingues Ribas (0000-0002-1317-8022, Universidade Estadual Paulista (Unesp), autor de correspondencia)
Año2012
Número1
Fecha de publicación2012-05-29
Peer ReviewedSí
Open AccessSí
TipoARTICLE
RevistaREVISTA NERA (JOURNAL)
Identificadores de la revistaISSN: 1806-6755 • E-ISSN: 1806-6755
EditorialFapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER)
DOI10.47946/rnera.v0i1.1497
OpenAlexW3120202656
IdiomaEN
Referencias citadas1

Na última década desencadeou-se um processo de (re)ordenamento político - territorial dos assentamentos de reforma agrária vinculados à estrutura organizativa do MST. Nesse processo materializou-se a lógica da organização cooperativa da produção, tendo como base estratégica - organizacional, num primeiro momento, a implantação do Sistema Cooperativista dos Assentados (SCA), em 1992, que tem como base no assentamento, a formação de Cooperativas de Produção Agropecuária (CPA's) e Cooperativas de Comercialização e Prestação de Serviços (CPS's). No estado constituem a Central Cooperativa dos Assentados (CCA's), tendo como resultado a organização da CONCRAB (Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária do Brasil), que consolidou-se dentro de um processo cumulativo de debates e experiências inerentes à verticalização político ideológica do MST. A organização cooperativa é entendida como uma forma de organização do trabalho e da produção, cujo objetivo é expressar, enquanto resultados concretos, a sua própria viabilidade socioeconômica e o processo de gestão político - territorial em pauta. Ou seja, a cooperação agrícola, internamente ao MST, coloca-se como uma estrutura socioeconômica cuja introspecção volta-se para a própria consolidação da sua sustentabilidade político - ideológica. Assim, este texto está voltado para a explicitação de um aprofundamento teórico - conceitual acerca da temática em questão, sendo que num primeiro momento direcionaremos a análise para a compreensão do processo de consolidação do Sistema Cooperativista dos Assentados (SCA), contextualizando e explicitando a essência e o sentido dessa expressão tático - estratégica ao processo de verticalização e ordenamento político - territorial do MST no Brasil. Num segundo momento, o objetivo é enfatizar a compreensão da diferencialidade de inserção dos assentados na lógica dessa estrutura de organização da produção, ou seja, as formas de cooperação internamente ao MST são diversas, tendo desde formas mais simples de organização, como é o caso dos mutirões, até as mais complexas, como é o caso das Cooperativas de Produção Agropecuária (CPA's), o que evidencia a importância de se entender as contradições dessa diferencialidade, tanto do ponto de vista da estrutura política e organizativa do MST, como da própria diversidade concernente ao espectro sóciopolítico e cultural dos assentados. Um outro ponto de fundamental importância caminha no sentido de que a questão posta deve estar subordinada ao instrumental teórico-metodológico adotado, como forma de propiciar a produção de uma "leitura" geográfica do fenômeno, ou seja, não tem sentido estudar a organização cooperativa como um fenômeno em si, mas sim geografizá-lo,, compreendendo o ordenamento territorial do fato social, partindo da idéia de que o espaço geográfico não se expressa enquanto um cenário estanque, produzido por uma distribuição aleatória de objetos e fatos num tempo determinado, mas como ordenamento territorial, resultante do próprio movimento contraditório da sociedade

Humanities · Political science · Philosophy · Rural Development and Agriculture · Social and Economic Solidarity · Urban Development and Societal Issues

  • Hegemonia neoliberal e sindicalismo no Brasil

    Open Access•Armando Boito Jr•Crítica Marxista•1996

Velocidad de citaciónhistorical
Altamente citadoNo
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