Saltar al contenido principal

ETHNOS_APP

Inicio • Búsqueda • Revistas • Lista 0

Diva e a histeria

O narrador médico e o controle da voz no romance de José de Alencar

Datos Bibliográficos

ID5000696
AutoresMarcos Flamínio Peres (0000-0001-7061-1286, Universidade de São Paulo, autor de correspondencia)
Año2024
Volumen26
Número1
Fecha de publicación2024-04-01
Peer ReviewedSí
Open AccessSí
TipoARTICLE
RevistaAlea Estudos Neolatinos (JOURNAL)
Identificadores de la revistaISSN: 1517-106X • E-ISSN: 1807-0299
EditorialFapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER)
DOI10.1590/1517-106x/2024e62123
OpenAlexW4396660546
SCIELO_PIDS1517-106X2024000100309
IdiomaEN
Referencias citadas4

Diva (1864) talvez seja um dos romances mais mal-afamados de José de Alencar, tratado desde cedo como coisa menor: de "uma pieguice condenável" (Machado de Assis), marcado por "elefâncias do estilo" (Franklin Távora) ou, ainda, "obra que pouco ou nada vale" (Antonio Candido). No entanto, apresenta importante inovação para a literatura brasileira da época, que é a figura discursiva do narrador médico em primeira pessoa - o qual é sistematicamente rejeitado pela heroína em atitudes tidas como extremadas. Uma releitura feita à luz dos estudos pioneiros sobre a histeria, desenvolvidos por Charcot, Breuer e Freud e, posteriormente, por teóricas do feminismo (Elaine Showalter, Sandra Gilbert e Susan Gubar), pode ajudar a compreender tal recusa. A somatização de sintomas de ordem psíquica no corpo da mulher, que caracterizaria a primeira abordagem sobre a histeria, representa uma recusa sistemática da parte da heroína em aceitar o poder inédito de que foi investido a figura do médico ao longo do século 19, numa tentativa de preservar sua voz particular em meio a uma sociedade para a qual a mulher deve abdicar de sua autonomia e identidade. Junte a isso o plano narrativo, visto que o narrador médico em Diva detém não apenas o direito de invadir e clinicalizar o corpo de sua "paciente" como também de expô-la ao leitor sob seu exclusivo ponto de vista. Antecipando-se aos estudos sobre a histeria, o romance de folhetim de fato já representava a heroína, em Alexandre Dumas e Eugène Sue, como ameaça ao poder masculino enquanto personagem e narrador (Queffelec). Vinculando-se a essa singular tradição literária, Alencar faz de Diva um dos livros mais contundentes já escritos sobre a situação da mulher na sociedade brasileira da segunda metade do século XIX, culminando em um nível de tensão poucas vezes visto até então

Art · Diva · Humanities · Literature · Romance · Linguistics and Education Research · Literature, Culture, and Criticism

  • The Madwoman in the Attic

    Sandra M Gilbert, Susan Gubar•The Madwoman in the Attic•1980

  • The Female body in western culture

    Susan Rubin Suleiman•The Female body in western culture•1986

  • Body Work

    Dina Blanc, Peter Brooks•SubStance•1994

Velocidad de citaciónhistorical
Altamente citadoNo

Herramientas

Abrir DOIOpen Access
Ethnos_APP • Proyecto Open Source • Licencia MIT • Frontend v2.0.0 • Privacidad y Cookies • Documentación de la API: api.ethnos.app/docs • Código de la API: GitHub • DOI: 10.5281/zenodo.17049435 • Código del Frontend: GitHub • DOI: 10.5281/zenodo.17050053 • cruz.rio.br • Expectantes Misericordiae