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O Espaço Geográfico Das Fecularias No Mato Grosso Do Sul

Datos Bibliográficos

ID5128077
AutoresUcleber Gomes Costa (École Supérieure de Psychologie), Lisandra Pereira Lamoso (0000-0002-5705-3280, École Supérieure de Psychologie)
Año2013
Volumen14
Número1
Fecha de publicación2013-07-15
Open AccessSí
TipoARTICLE
RevistaPEGADA - A Revista da Geografia do Trabalho (JOURNAL)
Identificadores de la revistaISSN: 1676-1871 • E-ISSN: 1676-3025
EditorialPegada Eletronica (PUBLISHER)
DOI10.33026/peg.v14i1.1791
OpenAlexW67297407
IdiomaPT

O presente trabalho analisa as características do espaço geográfico produzido pela e para atividade produtiva da mandioca - composta pelo cultivo, industrialização e comercialização da mesma - na porção Sudeste e extremo-Sul do Estado de Mato Grosso do Sul. Sobre o cultivo, procurou-se compreender as relações de trabalho estabelecidas entre agricultores, arrancadores e contratantes. A industrialização delimita o funcionamento das fecularias localizadas nos Municípios de Ivinhema, Naviraí, Deodápolis, Glória de Dourados, Novo Horizonte do Sul, Mundo Novo, Sete Quedas, Itaquiraí, Tacuru, Coronel Sapucaia, Cassilândia e Anaurilândia. Realizamos o levantamento de dados de campo para nos aproximarmos do objeto de pesquisa e conseguirmos delimitar nosso objeto de investigação. Aplicamos questionários em seis fecularias, trinta agricultores, entrevistamos um técnico do Agraer, um funcionário do Banco do Brasil, dez trabalhadores que atuam no arranque da mandioca e um organizador de turma. Analisamos o trabalho na fábrica, onde estivemos numa condição de observador participante, visto que as situações estavam depositadas em nossa memória. A concentração das fecularias no Sudeste e extremo-Sul do Mato Grosso do Sul deve-se muito à expressão da centralização administrativa do empresariado paranaense, paulista e catarinense em seus respectivos Estados. A reprodução do capital feculeiro é potencializada a partir de suas estratégias espaciais montadas com suas interações complexificadas pela diversificação das unidades fabris espalhadas em território sul-mato-grossense, e no espaço da fronteira com o Paraguai, e de seus produtos. As relações de trabalho dentro da fábrica têm sofrido alterações e mudado a cultura profissional do operariado sul-mato-grossense. Os agricultores, predominantemente, se caracterizam pela posse ou arrendamento de áreas de até 100 hectares, possuindo pouco aparato técnico para o cultivo e recorrendo ao aluguel de máquinas. As relações de subordinação do trabalho do agricultor familiar pelas fecularias ocorrem de duas formas: pela monopolização do capital no território, quando as empresas compram matéria-prima do agricultor; e pela territorialização do capital, quando as indústrias arrendam e/ou plantam em terras próprias

Art · Geography · Humanities · Rural Development and Agriculture · Urban Development and Societal Issues

Altamente citadoNo
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