Viver dignamente
Necessidades e demandas de saúde de homens trans em Salvador, Bahia, Brasil
Datos Bibliográficos
| ID | 5166932 |
|---|---|
| Autores | Denilson Sousa (0000-0001-9137-1533, Universidade Federal da Bahia), Diogo Sousa (Universidade Federal da Bahia), Jorge Alberto Bernstein Iriart (0000-0002-9518-1240, Universidade Federal da Bahia), Jorge Iriart (Universidade Federal da Bahia) |
| Año | 2018 |
| Volumen | 34 |
| Número | 10 |
| Fecha de publicación | 2018-10-11 |
| Peer Reviewed | Sí |
| Open Access | Sí |
| Tipo | ARTICLE |
| Revista | Cadernos de Saude Publica (JOURNAL) |
| Identificadores de la revista | ISSN: 0102-311X • E-ISSN: 1678-4464 |
| Editorial | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.1590/0102-311x00036318 |
| PMID | 30328995 |
| OpenAlex | W2896073509 |
| SCIELO_PID | S0102-311X2018001005007 |
| Idioma | EN |
| Citas recibidas | 28 |
| Referencias citadas | 7 |
Este artigo discute as necessidades e demandas de saúde de homens trans, tema pouco estudado que, com frequência, interpela a construção de práticas de cuidado em saúde para esta população. Foi realizada uma pesquisa qualitativa composta de observação participante e entrevistas semiestruturadas com dez homens trans residentes em Salvador, Bahia, Brasil, em sua maioria negros, heterossexuais e com idades entre 20 e 43 anos. A análise foi baseada na antropologia interpretativa, articulada às críticas do pressuposto da interseccionalidade e da perspectiva decolonial. As necessidades e demandas de saúde dos homens trans são organizadas em três aspectos: a despatologização, a modificação corporal e os atendimentos ambulatoriais. Esses não são universais entre todos os homens trans e podem ser decorrentes de situações que assinalam conflitos e pressões grupais. A ausência do processo transexualizador no estado e as barreiras no acesso à rede de atenção à saúde intensificam o processo de mercantilização das suas demandas de saúde, em especial, as modificações corporais. Conclui-se que a transfobia estrutural faz disparar uma série de questões de saúde, ao mesmo tempo em que limita as possibilidades de obtenção de cuidado. A despatologização das vivências trans constitui o eixo central com base no qual o cuidado deve ser pensado, relacionando-a a mudanças culturais, políticas e sociais que impliquem a construção de uma sociedade não transfóbica e incidam no bem-estar e reconhecimento dos homens trans
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| Obras citantes distintas | 28 |
|---|---|
| Citas por año | 4 |
| Intervalo de citas | 2019 - 2026 (8) |
| Velocidad de citación | current |
| Altamente citado | No |
| Tipos de cita | Neutras: 27 |