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O que esperar das relações Brasil-China

Datos Bibliográficos

ID5329007
AutoresDanielly Silva Ramos Becard (0000-0002-4471-1897, Universidade de Brasília, autor de correspondencia)
Año2011
Volumen19
Númerosuppl 1
Páginas31-44
Fecha de publicación2011-11-01
Peer ReviewedSí
Open AccessSí
TipoARTICLE
RevistaRevista de Sociologia e Política (JOURNAL)
Identificadores de la revistaISSN: 0104-4478 • E-ISSN: 1678-9873
EditorialFapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER)
DOI10.1590/s0104-44782011000400004
OpenAlexW1877567045
SCIELO_PIDS0104-44782011000400004
IdiomaPT
Citas recibidas7
Referencias citadas1

O artigo trata das relações recentes mantidas entre o Brasil e a República Popular da China (RPC). Objetiva-se apontar os resultados alcançados e os desafios remanescentes nas relações econômico-comerciais e na cooperação bilateral sino-brasileira nas últimas duas décadas (1990-2010). Utiliza-se a hipótese de que as relações entre Brasil e China apresentaram avanços durante o período graças, em especial, à maior liberdade de ação promovida pela interdependência crescente do sistema internacional; embora tais avanços tenham sido limitados devido, sobretudo, (i) às instabilidades internas no Brasil e na China e (ii) à falta de planejamento sistemático da parceria sino-brasileira. Para verificar a hipótese foi examinada a evolução histórica das relações sino-brasileiras, destacando as três primeiras fases das relações bilaterais, referentes à (i) gestação das relações (1949-1974); (ii) fixação das bases das relações (1974-1990); (iii) crise nas relações bilaterais (1990-1993). Em seguida, foram apresentadas as duas últimas fases das relações sino-brasileiras; (iv) o estabelecimento da parceria estratégica (1993-2003) e (v) a maturação das relações bilaterais sino-brasileiras (2003 aos dias atuais). Concluímos que, por um lado, os processos de abertura e globalização no início dos anos 1990 permitiram um aumento de laços entre Brasil e China e, por outro, crises de legitimidade chinesa no plano internacional e mudanças na política externa brasileira levaram a fortes impasses nas relações; por sua vez, enquanto o Brasil hesitou entre uma política externa cooperativa e desenvolvimentista e uma política externa neoliberal e autolimitada à exploração de aspectos econômicos, e submissa a forças hegemônicas internacionais, a China reforçou o pragmatismo de seu comportamento internacional, ampliando o perfil logístico de sua política externa e a busca por oportunidades já no início dos anos 2000

China · Political science · Global trade and economics · International Development and Aid · International Relations in Latin America

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Obras citantes distintas7
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Intervalo de citas2014 - 2026 (13)
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Altamente citadoNo
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