Anos do golpe de 1964 | Entrevista com Rodrigo Patto Sá Motta
Datos Bibliográficos
| ID | 5331322 |
|---|---|
| Autores | Rodrigo Patto Sá M Motta (0000-0003-0158-6501, autor de correspondencia) |
| Año | 2024 |
| Número | 37 |
| Páginas | 91-96 |
| Fecha de publicación | 2024-12-31 |
| Peer Reviewed | Sí |
| Open Access | Sí |
| Tipo | ARTICLE |
| Revista | Revista Maracanan (JOURNAL) |
| Identificadores de la revista | ISSN: 1807-989X • E-ISSN: 2359-0092 |
| Editorial | Universidade de Estado do Rio de Janeiro (PUBLISHER) |
| DOI | 10.12957/revmar.2024.88929 |
| OpenAlex | W4406169469 |
| Idioma | PT |
Rodrigo Patto Sá Motta, professor da UFMG, discute os 60 anos do golpe de 1964, destacando a politização do tema devido ao crescimento da extrema-direita no Brasil, especialmente sob o governo Bolsonaro. Ele observa que essa corrente promoveu uma visão nostálgica do regime militar, complicando o trabalho dos historiadores e professores, que enfrentam ameaças e censura. Patto enfatiza a importância de uma historiografia rigorosa para combater desinformação e fake news. Quanto aos arquivos da ditadura, ele destaca a riqueza do acervo brasileiro, mas lamenta a inacessibilidade de documentos cruciais, como os do Centro de Informações do Exército, sugerindo a necessidade de pressão política para torná-los públicos. Sobre a Justiça de Transição, Patto critica sua abordagem tímida, que privilegia reparações simbólicas em vez de punir responsáveis, complicando avanços devido a pressões militares. Ele também analisa a militarização contemporânea, explicando que a herança da ditadura e a insegurança pública contribuíram para a revalorização dos militares e seus valores. A ascensão do bolsonarismo fortaleceu essa tendência, com militares voltando a ter poder público, evidenciando continuidades entre o passado autoritário e questões políticas atuais no Brasil
Art · Humanities · Political science · Brazilian cultural history and politics
| Velocidad de citación | historical |
|---|---|
| Altamente citado | No |