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A judicialização na saúde suplementar

Uma avaliação das ações judiciais contra uma operadora de planos de saúde, Belo Horizonte, Minas Gerais, 2010-2017

Datos Bibliográficos

ID5334540
AutoresLuís Edmundo Noronha Teixeira (0000-0002-8646-8848, Universidade Federal de Minas Gerais), Eli Iola Gurgel Andrade (0000-0002-0206-2462, Universidade Federal de Minas Gerais), Mariangela Leal Cherchiglia (0000-0001-5622-567X, Universidade Federal de Minas Gerais), Wesley Marini (0000-0002-2839-9039, Unimed BH, Brasil), Charles Ferreira De Souza (0000-0002-8766-2861, Unimed BH, Brasil)
Año2022
Volumen46
Número134
Páginas777-789
Fecha de publicación2022-01-01
Peer ReviewedSí
Open AccessSí
TipoARTICLE
RevistaSaúde em Debate (JOURNAL)
Identificadores de la revistaISSN: 0103-1104 • E-ISSN: 2358-2898
EditorialFapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER)
DOI10.1590/0103-1104202213413
OpenAlexW4313038369
SCIELO_PIDS0103-11042022000300777
IdiomaPT
Referencias citadas8

A judicialização na saúde suplementar supera a que ocorre no setor público, evidenciando a fragilidade de sua regulação e dificultando o acesso aos planos de saúde. Serão analisadas ações judiciais contra uma operadora da saúde suplementar em Belo Horizonte, entre os anos de 2010 e 2017. Analisaramse proces¬sos judiciais por meio de técnica de análise documental. As variáveis foram relativas à natureza do processo judicial, ao perfil dos beneficiários e às características das demandas. A Regressão de Poisson foi utilizada na avaliação de impacto e relevância das variáveis selecionadas, e o software R versão 3.6.1 para os testes de significância. No período de 2010 a 2017, foram movidas 6.090 ações. As principais causas são questões contratuais, negativa de procedimento, órtese/prótese e exames. Planos anteriores à 'Lei dos Planos de Saúde' correspondem a 3% da carteira e 37,4% da judicialização. Este estudo demonstrou que a possibilidade de judicializar é maior entre clientes masculinos, contratos individuais, planos assistidos em rede ampla, sem coparticipação. A judicialização é mais acessível a cidadãos de maior condição econômica. Questões contratuais evidenciam frágil regulação. Adequada regulamentação reduz o desequilíbrio entre clientes e operadoras. A Agência Nacional de Saúde Suplementar precisa exercer sua função reguladora

Humanities · Political science · Brazilian Legal Issues · Medical Malpractice and Liability Issues · Philosophy · Public Health in Brazil

  • Judicialização da Saúde

    Open Access•Denise Vieira Travassos, Raquel Conceição Ferreira et al.•Ciência & Saúde Coletiva•2013

  • Médicos, advogados e indústria farmacêutica na judicialização da saúde em Minas Gerais, Brasil

    Open Access•Orozimbo Henriques Campos Neto, Francisco De Assis Acurcio et al.•Revista de Saúde Pública•2012

  • Acesso aos procedimentos de média e alta complexidade no Sistema Único de Saúde

    Open Access•Fernanda De Freitas Castro Gomes, Mariangela Leal Cherchiglia et al.•Cadernos de Saude Publica•2014

Velocidad de citaciónhistorical
Altamente citadoNo
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