Estado autoritário, sociedade civil e aspectos sobre a emergência de Movimentos Indígenas
Datos Bibliográficos
| ID | 5824924 |
|---|---|
| Autores | Poliene Soares Dos Santos Bicalho (0000-0002-8324-8743, Centro Regional de Derechos Humanos y Justicia de Género, Corporación Humanas, autor de correspondencia) |
| Año | 2019 |
| Volumen | 24 |
| Número | 2 |
| Fecha de publicación | 2019-12-27 |
| Peer Reviewed | Sí |
| Open Access | Sí |
| Tipo | ARTICLE |
| Revista | História Unisinos (JOURNAL) |
| Identificadores de la revista | ISSN: 1519-3861 • E-ISSN: 2236-1782 |
| Editorial | UNISINOS - Universidade do Vale do Rio Dos Sinos (PUBLISHER) |
| DOI | 10.4013/hist.2020.242.10 |
| OpenAlex | W3020979873 |
| Idioma | PT |
| Referencias citadas | 2 |
O objetivo deste artigo é analisar as relações entre Estado Autoritário e Sociedade Civil no Brasil, tendo como pano de fundo os indígenas e as sempre tensas questões que permeiam as posições e imposições relativas aos mesmos; especialmente no que tange às legislações indigenistas e aos olhares da sociedade mais ampla quanto aos direitos destes povos; além da atuação da Sociedade Civil organizada, durante o período de sistematização e emergência do Movimento Indígena no Brasil, no sentido de garantir estes direitos a partir de políticas efetivamente comprometidas. A hipótese central debruça-se sobre a assertiva de que as políticas indigenistas no Brasil apresentaram sempre um caráter autoritário, com vistas a atender aos interesses de setores outros diversos, e não propriamente os dos indígenas. A Ditadura Militar (1964-1985) notabiliza-se apenas por ser um momento no qual esta prática se torna mais evidente. Para tanto, foram utilizadas, entre outras, fontes históricas de diferentes matizes, com ênfase em dossiês relativos à temática indígena, produzidos durante o referido Regime, e obtidos junto ao Arquivo Nacional (Coordenação Regional de Brasília-DF). Ressaltam-se as contradições da política indigenista oficial, diante da ascendência do Movimento Indígena, permeada por ideologias pautadas nas noções de Segurança Nacional, assimilação e integração das populações indígenas à sociedade mais ampla. Por fim, é notória a presença de uma cultura política autoritária ao logo do processo de criação e formação do Movimento Indígena no Brasil, o que dificultou a sua sustentabilidade e ampliou a sua necessidade de continuar a luta por reconhecimento. Palavras-chave: Movimento Indígena. Estado Autoritário. Sociedade Civil. Políticas Indigenistas. Legislação
Indigenous Health and Education · Rural and Ethnic Education
| Velocidad de citación | historical |
|---|---|
| Altamente citado | No |