Francisco Das Chagas Fernandes Santiago Júnior
Biographic Data
| ID | 1030554 |
|---|---|
| NAME | Francisco Das Chagas Fernandes Santiago Júnior |
| GIVEN NAMES | Francisco Das Chagas Fernandes Santiago |
| FAMILY NAME | Júnior |
| SIGNATURE | JÚNIOR F C F S |
| AFFILIATIONS | Universidade Federal do Rio Grande do Norte |
| ORCID | 0000-0003-2690-5222 |
| VERIFIED | Yes |
| TOTAL WORKS | 16 |
| TOTAL CITATIONS | 12 |
| WORKS AS AUTHOR | 16 |
| WORKS AS EDITOR | 0 |
| FIRST PUBLICATION YEAR | 2010 |
| LATEST PUBLICATION YEAR | 2025 |
| H-INDEX | 3 |
Apresentação dos Anais
Esperamos que a leitura dos textos permitam ter uma ideia do fórum que a História Pública ensejou e almeja consolidar no Brasil. A comunidade historiadora demonstra-se engajada, preocupada com o diálogo com a comunidade, com as narrativas construídas pelos grupos sociais, transformando suas histórias em bens culturais para consolidação de um país plural e inclusivo. Além de compartilhar o saber sobre o passado com não-profissionais da História, a…
O temor, o amor e o filme histórico Natalie Zenon Davis e o desejo de futuro
O texto apresenta a emergência da reflexão sobre cinema por parte da historiadora Natalie Zemon Davis, desde sua consultoria para a produção do filme de 1982, Le retour de Martin Guerre, e o livro de sua autoria, The Return of Martin Guerre, de 1983, passando pelo livro Slaves on Screen, de 2000, e intervenções esparsas no século XXI. O texto demonstra como a reflexão sobre história e cinema de Davis esteve inserida no quadro da formação da discu…
A infelicidade era Panofsky
O objetivo deste texto é investigar a função do nome de Erwin Panofsky na obra de Georges Didi-Huberman entre os anos de 1986 e 2002. Ao longo dele, apresenta-se a obra de Didi-Huberman como um projeto de história-teoria da arte que se desenvolve, em parte, como uma história da historiografia da arte. Esta é atravessada por um dispositivo de paternidade como chave analítica que situa Panofsky como uma das personagens centrais. A obra de Didi-Hube…
Auto de fé para o Borba Gato
Este ensaio aborda a agressão ao monumento do Borba Gato em julho de 2021, em São Paulo, reconstruindo a emergência antropológica da imagem e a elaboração de outras historicidades públicas a partir de tradições afro-atlânticas. O texto cruza as reconfigurações temporais produzidas pelo evento com algumas reações da comunidade historiográfica, especialmente no que se refere ao seu impacto sobre importantes recursos conceituais: patrimônio, monumen…
Paisagens, práticas visuais e revistas de cinema
O texto almeja mostrar a formação das referências de paisagem no cinema italiano, na passagem dos anos 1930 aos 1940, construída entre práticas visuais e demandas pela italianidade na imprensa cinematográfica. A demanda por uma outra paisagem italiana conduziu à construção de noções e esboços de paisagens por meio de usos de imagens nas revistas de cinema e livros fotográficos, destacando-se a revista Cinema, publicada entre 1936 e 1943. Nesse se…
Imagens da urbanidade e a cidade-síntese africana na Oréstia, de Pier Paolo Pasolini
O texto analisa historicamente a apresentação das cidades africanas no filme Appunti per un’Orestiade Africana (1969), realizado por Pier Paolo Pasolini (PPP), o qual propõe uma interpretação histórico-mítico da África do final dos anos 1960 por meio da Oréstia de Ésquilo. PPP usa a peça para interpretar as transformações históricas da África de então, retratando ambientes urbanos como “neocapitalistas”, mas identificando tanto nestes os sinais d…
Mergulho Do Outro
A entrevista que segue remonta a trajetória e as dificuldades com a homofobia e a transfobia no Brasil recente no contexto audiovisual. O cineasta Émerson Maranhão conseguira certa notoriedade com a circulação do curta Aqueles Dois, sobre dois homens trans, mas, em 2019, teve o projeto de série Transversais censurado por transfobia pelo atual Presidente da República. A entrevista contextualiza a trajetória do cineasta, bem como o episódio, docume…
Dimensões historiográficas da virada visual ou o que pode fazer o historiador quando faz histórias com imagens
As imagens não são mais novidades na pesquisa historiográfica. Contudo, propostas no início dos anos 1990, a pictorial turn (nos EUA, por W. J. T. Mitchell) e a iconic turn (na Alemanha por Gottfried Boehm) alteraram o cenário das pesquisas interdisciplinares sobre artefatos visuais a partir de princípios da alteridade das imagens em relação à linguagem e da historicidade da cultura visual. Soma-se as essas propostas a anacronia das imagens e da …
A virada e a imagem
Este texto historiciza a composição da virada visual e sua importância para as humanidades na contemporaneidade. No Brasil, o debate foi introduzido por Ulpiano Meneses, em artigo hoje antológico, com perspectivas ampliadas posteriormente por Paulo Knauss. A proposta deste artigo é evidenciar o duplo batismo da "virada à imagem": nos Estados Unidos, em 1992, como pictorial turn por William John Thomas Mitchell no surgimento dos visual studies (es…
Antropofagia, passado prático e usos do passado em Como era gostoso o meu francês (1971) de Nelson Pereira dos Santos
A tradição modernista da antropofagia é uma das matrizes das imagens do passado da memória cultural brasileira. O cinema e a cultura visual são instâncias pelas quais o conhecimento do passado surge e circula na sociedade, este texto aponta o uso do tropo da antropofagia no filme Como era gostoso o meu francês (1971), de Nelson Pereira dos Santos. Fundindo a tropologia com a iconologia, observaremos a especificidade da antropofagia no início dos …
It's just a reflector
O texto trabalha a apropriação do mito de Orfeu e Eurídice no aparato visual (notadamente os vídeos) de Reflektor, quarto álbum da banda musical canadense Arcade Fire, com objetivo de localizar o momento no qual o mito clássico encontrou a reflexão sobre a era das imagens na cultura global atual. A partir de uma análise iconológica, será investigado o uso de conceitos visuais, especialmente os temas do fantasma, do espelho e da reflexão nas obras…
E a etnologia fez os cineastas sonharem
Este artigo caracteriza a emergência de um olhar etnológico como padrão interpretativo teórico e prático nos filmes e nas discussões do campo cinematográfico brasileiro entre 1970 e 1980. Demonstra-se que o cinema era uma forma visual que constituiu uma 'etnovisão', a qual sofreu uma inflexão com a problematização da cultura popular brasileira no campo cinematográfico dos anos 1960. No final dessa década, na recuperação do choque provocado pelo g…
Historiofotia, tropologia e história
Historiofotia" foi o termo cunhado por Hayden White para designar a representação da história por meio de imagens visuais. Atualmente o termo é apropriado pelos historiadores para compreender como filmes produzem interpretações do passado. Para fins teóricos e metodológicos da prática histórica, deve-se identificar a gênese do conceito nos escritos de Hayden White. O visual parece ter sido questão menor na obra de White, ainda que jamais ausente,…
Imagem, raça e humilhação no espelho negro da nação
Este artigo problematiza as relações entre cultura visual, "racialização" e novas sensibilidades políticas no Brasil de meados dos anos 1970 e princípios dos 1980 a partir das discussões da imagem e da representação do negro no cinema brasileiro. Observamos algumas das características da atualização e modificação da noção de raça no Brasil a partir da discussão sobre filmes brasileiros pelos representantes do que chamamos no texto de "pensamento …
Cinema e historiografia
Este artigo visa a apresentar a forma como a historiografia tradicional incorporou o cinema entre seus objetos de pesquisas por meio de um diálogo ambíguo com os estudos do cinema e pela exclusão direta da história do cinema. Acompanha-se a inclusão do cinema entre os objetos da historiografia francesa e brasileira, a domesticação do filme na operação historiográfica e a sobrevivência dos marcos iniciais dessa inclusão no atual momento das pesqui…
A história nos filmes, os filmes na história
A virada e a imagem
Este texto historiciza a composição da virada visual e sua importância para as humanidades na contemporaneidade. No Brasil, o debate foi introduzido por Ulpiano Meneses, em artigo hoje antológico, com perspectivas ampliadas posteriormente por Paulo Knauss. A proposta deste artigo é evidenciar o duplo batismo da "virada à imagem": nos Estados Unidos, em 1992, como pictorial turn por William John Thomas Mitchell no surgimento dos visual studies (es…
E a etnologia fez os cineastas sonharem
Este artigo caracteriza a emergência de um olhar etnológico como padrão interpretativo teórico e prático nos filmes e nas discussões do campo cinematográfico brasileiro entre 1970 e 1980. Demonstra-se que o cinema era uma forma visual que constituiu uma 'etnovisão', a qual sofreu uma inflexão com a problematização da cultura popular brasileira no campo cinematográfico dos anos 1960. No final dessa década, na recuperação do choque provocado pelo g…
A história nos filmes, os filmes na história
A infelicidade era Panofsky
O objetivo deste texto é investigar a função do nome de Erwin Panofsky na obra de Georges Didi-Huberman entre os anos de 1986 e 2002. Ao longo dele, apresenta-se a obra de Didi-Huberman como um projeto de história-teoria da arte que se desenvolve, em parte, como uma história da historiografia da arte. Esta é atravessada por um dispositivo de paternidade como chave analítica que situa Panofsky como uma das personagens centrais. A obra de Didi-Hube…
Dimensões historiográficas da virada visual ou o que pode fazer o historiador quando faz histórias com imagens
As imagens não são mais novidades na pesquisa historiográfica. Contudo, propostas no início dos anos 1990, a pictorial turn (nos EUA, por W. J. T. Mitchell) e a iconic turn (na Alemanha por Gottfried Boehm) alteraram o cenário das pesquisas interdisciplinares sobre artefatos visuais a partir de princípios da alteridade das imagens em relação à linguagem e da historicidade da cultura visual. Soma-se as essas propostas a anacronia das imagens e da …
Historiofotia, tropologia e história
Historiofotia" foi o termo cunhado por Hayden White para designar a representação da história por meio de imagens visuais. Atualmente o termo é apropriado pelos historiadores para compreender como filmes produzem interpretações do passado. Para fins teóricos e metodológicos da prática histórica, deve-se identificar a gênese do conceito nos escritos de Hayden White. O visual parece ter sido questão menor na obra de White, ainda que jamais ausente,…
A história nos filmes, os filmes na história
Cinema e historiografia
Este artigo visa a apresentar a forma como a historiografia tradicional incorporou o cinema entre seus objetos de pesquisas por meio de um diálogo ambíguo com os estudos do cinema e pela exclusão direta da história do cinema. Acompanha-se a inclusão do cinema entre os objetos da historiografia francesa e brasileira, a domesticação do filme na operação historiográfica e a sobrevivência dos marcos iniciais dessa inclusão no atual momento das pesqui…
Imagem, raça e humilhação no espelho negro da nação
Este artigo problematiza as relações entre cultura visual, "racialização" e novas sensibilidades políticas no Brasil de meados dos anos 1970 e princípios dos 1980 a partir das discussões da imagem e da representação do negro no cinema brasileiro. Observamos algumas das características da atualização e modificação da noção de raça no Brasil a partir da discussão sobre filmes brasileiros pelos representantes do que chamamos no texto de "pensamento …
E a etnologia fez os cineastas sonharem
Este artigo caracteriza a emergência de um olhar etnológico como padrão interpretativo teórico e prático nos filmes e nas discussões do campo cinematográfico brasileiro entre 1970 e 1980. Demonstra-se que o cinema era uma forma visual que constituiu uma 'etnovisão', a qual sofreu uma inflexão com a problematização da cultura popular brasileira no campo cinematográfico dos anos 1960. No final dessa década, na recuperação do choque provocado pelo g…
Historiofotia, tropologia e história
Historiofotia" foi o termo cunhado por Hayden White para designar a representação da história por meio de imagens visuais. Atualmente o termo é apropriado pelos historiadores para compreender como filmes produzem interpretações do passado. Para fins teóricos e metodológicos da prática histórica, deve-se identificar a gênese do conceito nos escritos de Hayden White. O visual parece ter sido questão menor na obra de White, ainda que jamais ausente,…
Antropofagia, passado prático e usos do passado em Como era gostoso o meu francês (1971) de Nelson Pereira dos Santos
A tradição modernista da antropofagia é uma das matrizes das imagens do passado da memória cultural brasileira. O cinema e a cultura visual são instâncias pelas quais o conhecimento do passado surge e circula na sociedade, este texto aponta o uso do tropo da antropofagia no filme Como era gostoso o meu francês (1971), de Nelson Pereira dos Santos. Fundindo a tropologia com a iconologia, observaremos a especificidade da antropofagia no início dos …
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O texto trabalha a apropriação do mito de Orfeu e Eurídice no aparato visual (notadamente os vídeos) de Reflektor, quarto álbum da banda musical canadense Arcade Fire, com objetivo de localizar o momento no qual o mito clássico encontrou a reflexão sobre a era das imagens na cultura global atual. A partir de uma análise iconológica, será investigado o uso de conceitos visuais, especialmente os temas do fantasma, do espelho e da reflexão nas obras…
Dimensões historiográficas da virada visual ou o que pode fazer o historiador quando faz histórias com imagens
As imagens não são mais novidades na pesquisa historiográfica. Contudo, propostas no início dos anos 1990, a pictorial turn (nos EUA, por W. J. T. Mitchell) e a iconic turn (na Alemanha por Gottfried Boehm) alteraram o cenário das pesquisas interdisciplinares sobre artefatos visuais a partir de princípios da alteridade das imagens em relação à linguagem e da historicidade da cultura visual. Soma-se as essas propostas a anacronia das imagens e da …
A virada e a imagem
Este texto historiciza a composição da virada visual e sua importância para as humanidades na contemporaneidade. No Brasil, o debate foi introduzido por Ulpiano Meneses, em artigo hoje antológico, com perspectivas ampliadas posteriormente por Paulo Knauss. A proposta deste artigo é evidenciar o duplo batismo da "virada à imagem": nos Estados Unidos, em 1992, como pictorial turn por William John Thomas Mitchell no surgimento dos visual studies (es…
Imagens da urbanidade e a cidade-síntese africana na Oréstia, de Pier Paolo Pasolini
O texto analisa historicamente a apresentação das cidades africanas no filme Appunti per un’Orestiade Africana (1969), realizado por Pier Paolo Pasolini (PPP), o qual propõe uma interpretação histórico-mítico da África do final dos anos 1960 por meio da Oréstia de Ésquilo. PPP usa a peça para interpretar as transformações históricas da África de então, retratando ambientes urbanos como “neocapitalistas”, mas identificando tanto nestes os sinais d…
Mergulho Do Outro
A entrevista que segue remonta a trajetória e as dificuldades com a homofobia e a transfobia no Brasil recente no contexto audiovisual. O cineasta Émerson Maranhão conseguira certa notoriedade com a circulação do curta Aqueles Dois, sobre dois homens trans, mas, em 2019, teve o projeto de série Transversais censurado por transfobia pelo atual Presidente da República. A entrevista contextualiza a trajetória do cineasta, bem como o episódio, docume…
Paisagens, práticas visuais e revistas de cinema
O texto almeja mostrar a formação das referências de paisagem no cinema italiano, na passagem dos anos 1930 aos 1940, construída entre práticas visuais e demandas pela italianidade na imprensa cinematográfica. A demanda por uma outra paisagem italiana conduziu à construção de noções e esboços de paisagens por meio de usos de imagens nas revistas de cinema e livros fotográficos, destacando-se a revista Cinema, publicada entre 1936 e 1943. Nesse se…
Auto de fé para o Borba Gato
Este ensaio aborda a agressão ao monumento do Borba Gato em julho de 2021, em São Paulo, reconstruindo a emergência antropológica da imagem e a elaboração de outras historicidades públicas a partir de tradições afro-atlânticas. O texto cruza as reconfigurações temporais produzidas pelo evento com algumas reações da comunidade historiográfica, especialmente no que se refere ao seu impacto sobre importantes recursos conceituais: patrimônio, monumen…
A infelicidade era Panofsky
O objetivo deste texto é investigar a função do nome de Erwin Panofsky na obra de Georges Didi-Huberman entre os anos de 1986 e 2002. Ao longo dele, apresenta-se a obra de Didi-Huberman como um projeto de história-teoria da arte que se desenvolve, em parte, como uma história da historiografia da arte. Esta é atravessada por um dispositivo de paternidade como chave analítica que situa Panofsky como uma das personagens centrais. A obra de Didi-Hube…
Apresentação dos Anais
Esperamos que a leitura dos textos permitam ter uma ideia do fórum que a História Pública ensejou e almeja consolidar no Brasil. A comunidade historiadora demonstra-se engajada, preocupada com o diálogo com a comunidade, com as narrativas construídas pelos grupos sociais, transformando suas histórias em bens culturais para consolidação de um país plural e inclusivo. Além de compartilhar o saber sobre o passado com não-profissionais da História, a…
O temor, o amor e o filme histórico Natalie Zenon Davis e o desejo de futuro
O texto apresenta a emergência da reflexão sobre cinema por parte da historiadora Natalie Zemon Davis, desde sua consultoria para a produção do filme de 1982, Le retour de Martin Guerre, e o livro de sua autoria, The Return of Martin Guerre, de 1983, passando pelo livro Slaves on Screen, de 2000, e intervenções esparsas no século XXI. O texto demonstra como a reflexão sobre história e cinema de Davis esteve inserida no quadro da formação da discu…
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