Giuliana Ragusa
Biographic Data
| ID | 1034002 |
|---|---|
| NAME | Giuliana Ragusa |
| GIVEN NAMES | Giuliana |
| FAMILY NAME | Ragusa |
| SIGNATURE | RAGUSA G |
| AFFILIATIONS | Universidade de São Paulo |
| ORCID | 0000-0002-4978-3451 |
| VERIFIED | Yes |
| TOTAL WORKS | 16 |
| TOTAL CITATIONS | 1 |
| AUTHOR COUNT | 16 |
| EDITOR COUNT | 0 |
| FIRST PUBLICATION YEAR | 2003 |
| LATEST PUBLICATION YEAR | 2025 |
| H-INDEX | 1 |
Ártemis e as mulheres da Odisseia: Nausícaa, Helena e Penélope
A deusa Ártemis surge no imaginário grego sob diversas dimensões, mas nem sempre com o mesmo destaque. Sua participação na poesia grega antiga em geral é restrita, o que faz com que seus campos de atuação não sejam explorados na mesma intensidade. Pouco a vemos na épica homérica, em que, tanto ao aparecer agindo na narrativa quanto ao ser referida em símiles, é sobretudo a parthénos, a moça que ainda não se casou e não participa do mundo do sexo.…
Moças e bodas no imaginário poético arcaico
Este artigo volta-se para a articulação entre a moça púbere (parthénos) e o casamento (gámos) no imaginário que grego arcaico grego, observando o modo como é elaborada em diferentes gêneros poéticos. Discute-se no percurso o lugar essencial do gámos e seu sentido na vida feminina projetada pelos poetas e suas canções
Tradução, traduzir, tradutora: Uma experiência empenhada com a poesia grega antiga
Este artigo trata da experiência desta tradutora em seu engajamento com a poesia grega antiga, notadamente nos gêneros da mélica e da elegia. Nesse sentido, também procura fazer algumas reflexões sobre a tradução e sobre a tradução por mulheres no nosso mundo dos Estudos Helênicos, não pautadas por teorias da tradução, mas decorrentes da experiência, da formação e das preocupações que enformam o trabalho que tenho oferecido como contribuição a le…
Afrodite em prosa e verso: Ecos do imaginário erótico arcaico em Quéreas e Calírroe
Centra-se este artigo nos inescapáveis ecos do imaginário erótico arcaico que ouvimos no romance Quéreas e Calírroe, de Cáriton de Afrodísias (século I d.C.?), e no modo como nele se desenham a deusa Afrodite e o próprio desejo. Pretende sublinhar como o olhar para a poesia grega em que se elabora aquele imaginário tradicional é um referente enriquecedor para a leitura da prosa tardia de Cáriton, tanto pelas similitudes quanto pelas diferenças qu…
Da condição humana: O Tema Na Poesia Grega Arcaica
The article discusses the archaic Greek view of men and human condition, through which we learn of the traditional poetic pessimism that considers the fragility, the limitation and the finitude of human nature in a courageous and no-illusions manner. A nature that by its intrinsic qualities distinguishes itself from that of the gods to whom it is the necessary referent for their hierarchic cosmic superiority. By doing so, it moves through Homer, …
Imagens do desejo arcaico: A representação de Eros na mélica de Anacreonte
O presente artigo tem como objetivo analisar as imagens construídas pelo poeta mélico arcaico Anacreonte (ativo em c. 550 a.C.) na representação do deus Eros e da experiência erótica em 14 de seus fragmentos, dada a destacada relevância do autor na tradição e no gênero poético em que tais temas são trabalhados mais notável e recorrentemente na Grécia antiga. Ao fazê-lo, pretende realçar, comentando-os, os elementos característicos da linguagem er…
As quatro Helenas de Estesícoro: A representação da heroína nos fragmentos de Helena, Palinódia(s), Saque de Troia e Retornos
O presente artigo busca compreender a representação de Helena nos quatro poemas de Estesícoro de que nos restaram fragmentos e que mencionam ou se relacionam com a heroína. Uma vez que a poesia grega arcaica era uma “poesia de tradição”, tentaremos traçar diálogos plausíveis com obras anteriores ao poeta, procurando perceber possíveis inovações e continuidades, bem como captar prováveis ecos da poética estesicoreia em produções posteriores. Para …
Éros pederástico, elegia grega arcaica: Sólon e Simônides
Este artigo discute os poemas explicitamente homoeróticos de Sólon (frs. 23, 24 e 25) e Simônides (frs. 21, 22), a fim de identificar como se dá a representação da pederastia na elegia grega arcaica
O lógos de Helena em Heródoto (2.112-120): Uma leitura à luz das estratégias de afirmação de autoridade
O presente artigo visa investigar, no Lógos de Helena (Histórias 2.112-120), as estratégias utilizadas por Heródoto para afirmar sua autoridade enquanto prosador e pensador. Inserido num contexto em que a poesia ainda era o discurso de autoridade por excelência, Heródoto precisou afirmar a veracidade de seus escritos. Destituído do valor de verdade inerente à canção inspirada pelas musas, do qual Homero e outros poetas arcaicos se valeram, o hist…
Canções-preces na poesia mélica grega arcaica
O presente artigo visa a analisar, comentar e traduzir um conjunto de canções gregas arcaicas, de poetas abarcados nos séculos VII-V a.C., cuja fundamental característica é o endereçamento de súplica e elogio a um deus, comumente chamadas de canções-preces. Em diálogo com a prática de oferecer hinos e preces como elemento de culto aos deuses, essas composições são a expressão poética da interlocução entre os mundos mortal e divino. O corpus ora c…
Entre a elegia, o jambo e a mélica: Nota sobre os estudos mais recentes de um grupo de pesquisa
Descrição do grupo e de suas atividades, e relato de trabalhos de pesquisas
A coralidade e o mundo das parthénoi na poesia mélica de Safo
O artigo estuda a coralidade da poesia mélica (ou lírica) de Safo (Lesbos, c. 630-580 a.C.), na Grécia arcaica (c. 800-480 a.C.), e sua relação com o universo das parthénoi - as virgens ou moças ainda não casadas -, um dos elementos mais característicos e nítidos em seu corpus de fragmentos preservados. Para tanto, parte de um dos mais recentes, a "Canção sobre a velhice", publicada em 2005, que provocou a rediscussão da dimensão coral das cançõe…
Paideia na "lírica" grega arcaica: A poesia elegíaca e mélica
O artigo trata da dimensão paidêutica da “lírica” grega arcaica em dois dos gêneros abarcados nessa designação: elegia e mélica (canção). Naquele, observamos um gênero cuja ocasião de performance prevalente era o simpósio; neste, na modalidade coral, o festival cívico-cultual. Lidamos, pois, com poesia essencialmente oral, que só existe de fato quando apresentada à audiência adequada, formada pela comunidade da polis, em diálogo que pensa, celebr…
De Brotos, Vergônteas E Que Tais: A imagem do jovem Meleagro no Epinício 5, de Baquílides
Neste artigo, concentro-me no estudo de um, e de apenas um, elemento da rica trama imagética do Epinício 5[1] (“Para Hierão de Siracusa, vitorioso, corrida de cavalos, Jogos Olímpicos,476 a.C.”), de Baquílides: a imagem vegetal com a qual Meleagro é desenhado na interpelação que lhe faz Héracles, no diálogo que travam no Hades. Analisar o sentido dessa imagem e observá-la no conjunto de metáforas vegetais que poetas arcaicos da Grécia antiga amiú…
Entre imagens de prazer e de amizade: Afrodite na elegia grega arcaica
Este artigo concentra-se na representação de Afrodite na poesia elegíaca grega arcaica. O corpus aqui traduzido e estudado é, lamentavelmente, pequeno, uma vez que a presença da deusa se atesta seguramente apenas em quatro poemas e três poetas – mais precisamente, em quatro fragmentos elegíacos: Mimnermo, Fr. 1 W; Sólon, Frs. 19 e 26 W; Anacreonte, Fr. 2 W2. Conforme pretendem mostrar estas páginas, a imagem de Afrodite nesse corpus não é uma e s…
Cólera, paixão e morte: A representação de Afrodite no Hipólito, de Eurípides
Este artigo consiste no estudo da personagem de Afrodite no Hipólito, de Eurípides, que a representa sob os signos da cólera, da paixão e da morte. Para tanto, a análise do monólogo da deusa, com o qual ela abre a tragédia e ao término do qual ela deixa definitivamente a cena, será a chave, mas serão, ainda, consideradas outras cenas da peça nas quais Afrodite é referida, passagens de poemas épicos, relatos de fontes antigas e reflexões sobre a r…
Cólera, paixão e morte: A representação de Afrodite no Hipólito, de Eurípides
Este artigo consiste no estudo da personagem de Afrodite no Hipólito, de Eurípides, que a representa sob os signos da cólera, da paixão e da morte. Para tanto, a análise do monólogo da deusa, com o qual ela abre a tragédia e ao término do qual ela deixa definitivamente a cena, será a chave, mas serão, ainda, consideradas outras cenas da peça nas quais Afrodite é referida, passagens de poemas épicos, relatos de fontes antigas e reflexões sobre a r…
Cólera, paixão e morte: A representação de Afrodite no Hipólito, de Eurípides
Este artigo consiste no estudo da personagem de Afrodite no Hipólito, de Eurípides, que a representa sob os signos da cólera, da paixão e da morte. Para tanto, a análise do monólogo da deusa, com o qual ela abre a tragédia e ao término do qual ela deixa definitivamente a cena, será a chave, mas serão, ainda, consideradas outras cenas da peça nas quais Afrodite é referida, passagens de poemas épicos, relatos de fontes antigas e reflexões sobre a r…
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Este artigo concentra-se na representação de Afrodite na poesia elegíaca grega arcaica. O corpus aqui traduzido e estudado é, lamentavelmente, pequeno, uma vez que a presença da deusa se atesta seguramente apenas em quatro poemas e três poetas – mais precisamente, em quatro fragmentos elegíacos: Mimnermo, Fr. 1 W; Sólon, Frs. 19 e 26 W; Anacreonte, Fr. 2 W2. Conforme pretendem mostrar estas páginas, a imagem de Afrodite nesse corpus não é uma e s…
De Brotos, Vergônteas E Que Tais: A imagem do jovem Meleagro no Epinício 5, de Baquílides
Neste artigo, concentro-me no estudo de um, e de apenas um, elemento da rica trama imagética do Epinício 5[1] (“Para Hierão de Siracusa, vitorioso, corrida de cavalos, Jogos Olímpicos,476 a.C.”), de Baquílides: a imagem vegetal com a qual Meleagro é desenhado na interpelação que lhe faz Héracles, no diálogo que travam no Hades. Analisar o sentido dessa imagem e observá-la no conjunto de metáforas vegetais que poetas arcaicos da Grécia antiga amiú…
Paideia na "lírica" grega arcaica: A poesia elegíaca e mélica
O artigo trata da dimensão paidêutica da “lírica” grega arcaica em dois dos gêneros abarcados nessa designação: elegia e mélica (canção). Naquele, observamos um gênero cuja ocasião de performance prevalente era o simpósio; neste, na modalidade coral, o festival cívico-cultual. Lidamos, pois, com poesia essencialmente oral, que só existe de fato quando apresentada à audiência adequada, formada pela comunidade da polis, em diálogo que pensa, celebr…
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Descrição do grupo e de suas atividades, e relato de trabalhos de pesquisas
A coralidade e o mundo das parthénoi na poesia mélica de Safo
O artigo estuda a coralidade da poesia mélica (ou lírica) de Safo (Lesbos, c. 630-580 a.C.), na Grécia arcaica (c. 800-480 a.C.), e sua relação com o universo das parthénoi - as virgens ou moças ainda não casadas -, um dos elementos mais característicos e nítidos em seu corpus de fragmentos preservados. Para tanto, parte de um dos mais recentes, a "Canção sobre a velhice", publicada em 2005, que provocou a rediscussão da dimensão coral das cançõe…
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O presente artigo visa a analisar, comentar e traduzir um conjunto de canções gregas arcaicas, de poetas abarcados nos séculos VII-V a.C., cuja fundamental característica é o endereçamento de súplica e elogio a um deus, comumente chamadas de canções-preces. Em diálogo com a prática de oferecer hinos e preces como elemento de culto aos deuses, essas composições são a expressão poética da interlocução entre os mundos mortal e divino. O corpus ora c…
Imagens do desejo arcaico: A representação de Eros na mélica de Anacreonte
O presente artigo tem como objetivo analisar as imagens construídas pelo poeta mélico arcaico Anacreonte (ativo em c. 550 a.C.) na representação do deus Eros e da experiência erótica em 14 de seus fragmentos, dada a destacada relevância do autor na tradição e no gênero poético em que tais temas são trabalhados mais notável e recorrentemente na Grécia antiga. Ao fazê-lo, pretende realçar, comentando-os, os elementos característicos da linguagem er…
As quatro Helenas de Estesícoro: A representação da heroína nos fragmentos de Helena, Palinódia(s), Saque de Troia e Retornos
O presente artigo busca compreender a representação de Helena nos quatro poemas de Estesícoro de que nos restaram fragmentos e que mencionam ou se relacionam com a heroína. Uma vez que a poesia grega arcaica era uma “poesia de tradição”, tentaremos traçar diálogos plausíveis com obras anteriores ao poeta, procurando perceber possíveis inovações e continuidades, bem como captar prováveis ecos da poética estesicoreia em produções posteriores. Para …
Éros pederástico, elegia grega arcaica: Sólon e Simônides
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Afrodite em prosa e verso: Ecos do imaginário erótico arcaico em Quéreas e Calírroe
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Da condição humana: O Tema Na Poesia Grega Arcaica
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Tradução, traduzir, tradutora: Uma experiência empenhada com a poesia grega antiga
Este artigo trata da experiência desta tradutora em seu engajamento com a poesia grega antiga, notadamente nos gêneros da mélica e da elegia. Nesse sentido, também procura fazer algumas reflexões sobre a tradução e sobre a tradução por mulheres no nosso mundo dos Estudos Helênicos, não pautadas por teorias da tradução, mas decorrentes da experiência, da formação e das preocupações que enformam o trabalho que tenho oferecido como contribuição a le…
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