Pedro Ramos Dolabela Chagas
Biographic Data
| ID | 1345463 |
|---|---|
| NAME | Pedro Ramos Dolabela Chagas |
| GIVEN NAMES | Pedro Ramos Dolabela |
| FAMILY NAME | Chagas |
| SIGNATURE | CHAGAS P R D |
| AFFILIATIONS | Universidade Federal do Paraná |
| ORCID | 0000-0003-0336-489X |
| VERIFIED | Yes |
| TOTAL WORKS | 20 |
| TOTAL CITATIONS | 2 |
| AUTHOR COUNT | 20 |
| EDITOR COUNT | 0 |
| FIRST PUBLICATION YEAR | 2004 |
| LATEST PUBLICATION YEAR | 2025 |
| H-INDEX | 1 |
Imaginação, experiência, emoção
Para investigar a afetivização da leitura da ficção, este artigo discute a teoria da narrativa de Marco Caracciolo. Investigar como textos literários produzem efeitos afetivos no leitor demanda encontrar uma teoria da cognição humana capaz de integrar, num único modelo descritivo, os componentes sensoriais e representacionais envolvidos no processo, explicando como o texto estimula uma experiência imaginária capaz de gerar respostas afetivas. Den…
Moralidade em Asfalto selvagem
O artigo compara Asfalto selvagem ao romance brasileiro anterior e contemporâneo à sua publicação, para compreender a pouca atenção da crítica literária à produção romanesca de Nelson Rodrigues. Especificamente, compara-se a construção da moralidade naquela obra com o que predominava no “romance de 30”, aqui analisado em duas obras representativas: a “Tragédia burguesa”, de Octávio de Faria, e Capitães da areia, de Jorge Amado. Enquanto lá despon…
A Mente Afetiva E a Leitura Da Ficção
O artigo propõe elencar os elementos materiais e os processos mentais interrelacionados na afetivização da leitura de um texto narrativo de ficção. A partir de proposições da pragmática linguística, a materialidade do texto é descrita como uma estrutura de comunicação com o leitor; em diálogo com a narratolo¬gia baseada em teorias de mundos possíveis, os efeitos dessa comunicação são descritos como o estímulo ao conhecimento e interpretação e mun…
Dom Quixote e o romance
O artigo discute o lugar de Dom Quixote na história do romance, discernindo-se os termos majoritariamente orientadores da sua eleição como modelo para a definição e elogio crítico do gênero, ao mesmo tempo indicando os anacronismos interpretativos implicados nesse processo. A proposta é que, se o texto de Cervantes não apresentava muitas das intenções que lhe foram atribuídas em épocas posteriores, tais anacronismos não eliminam seu lugar central…
Poligênese do romance em Taketori monogatari
O artigo discute a teoria da poligênese do romance, que propõe que o gênero teve múltiplas origens em locais e épocas diferentes, seguindo diversas linhas evolutivas. Essa hipótese demanda a reavaliação de posições canônicas na teoria e história do romance, ao incorporar em sua história expandida textos escritos em períodos e locais previamente ignorados. Um desses contextos de surgimento do romance que requerem maior investigação é o Japão do pe…
Narratologia Cognitiva
Este artigo apresenta ao leitor brasileiro a narratologia cognitiva, de recente desenvolvimento nos estudos literários. Discute-se sua articulação à filosofia da mente, à teoria da evolução cultural humana, à neurociência e à psicologia cognitiva, com seus desdobramentos para a compreensão da narrativa e da ficção como práticas culturais humanas, e dos seus efeitos sobre a mente do leitor. Para tanto, são resgatados os movimentos fundadores do no…
Romance de Alexandre
Pela definição de Gregory Currie, o Romance de Alexandre é uma “pseudoficção”: um texto que hoje se dá a ler como ficcional, mas que originalmente possuía certo status de verdade, num limiar incerto entre a ficção, a história e a lenda. Isso pode fazer com que ele não pareça exemplar de um gênero que, em regra, tem a ficcionalidade como atributo constitutivo. Esse é, no entanto, um pressuposto que este artigo pretende reabrir, indicando: 1) a con…
A descoberta do Brasil pelo romance (numa leitura de O filho do pescador, de Teixeira e Souza)
Discussão das expectativas analíticas e valorativas adequadas para a narração do início da história do romance no Brasil. A chegada do romance no Brasil como um processo de "migração"; explicação do recurso a essa metáfora para a análise historiográfica. A história do romance como um processo aberto, sem telos definido, alheio ao controle incisivo de agentes e grupos, orientado para a comunicação com o público sincrônico em sua diversidade ineren…
Apresentação do dossiê Por uma análise naturalista da narrativa - Mente, evolução, cognição e linguagem
Apresentação do dossiê Por uma análise naturalista da narrativa - Mente, evolução, cognição e linguagem
O "campo darwiniano" e a história do romance
O artigo explora a contribuição de teorias evolutivas para a teoria e a história do romance. Define-se primeiramente as propriedades dessas teorias que interessam para o estudo da literatura. Passa-se daí ao tópico da "exaptação", em suas possíveis implicações para a formulação de hipóteses sobre a origem do romance. Esse passo leva à discussão sobre as condições de formação biológica e cultural da mente moderna, assim como das condições de vida …
Ciências humanas
A sensação de "crise" como resultante da percepção do pouco interesse da esfera pública e do alunado pelas humanidades. Discussão sobre causas externas e internas do desinteresse: problemas decorrentes da mudança dos gostos e predisposições do público e outros relativos a práticas de pesquisa e de ensino. Sugestão de alternativas de ação, envolvendo discussões sobre 1) a extensão real da diminuição da visibilidade das humanidades no debate públic…
"Sobre a origem histórica da diversidade do romance brasileiro contemporâneo (numa leitura de Quarup como "romance de arquivo)
Debate-se a origem histórica da alta diversidade estilística e temática da literatura brasileira contemporânea, tendo como foco o romance. Discute-se as dominantes poetológicas que conferiram estabilidade ao gênero no Brasil até, aproximadamente, a década de 1950, localizando-se nas décadas de 1960 e 1970 a dissipação daquelas dominantes, do que seria sintomática a emergência de um novo tipo de obra: o "romance de arquivo" (pela denominação de R.…
Historicização do romantismo e romance contemporâneo no Brasil
Resgate da crítica literária que, nos anos 1980, historicizou os pressupostos românticos ainda dominantes na literatura, na crítica literária e na historiografia literária brasileira. São comentados os trabalhos de Luiz Costa Lima, Flora Süssekind, Maria Helena Rouanet, Haroldo de Campos e João Adolfo Hansen. Dois sentidos diferentes do termo “romantismo” são evocados: 1) como época histórica da cultura; 2) como o momento de cristalização de para…
Da legitimação
Acompanha-se a operação de legitimação do futebol como objeto de investigação intelectual em Veneno remédio - o futebol e o Brasil, de José Miguel Wisnik. Correspondências com outros trabalhos de legitimação semelhantes, nos estudos literários e na crítica da música pop. Após uma discussão preliminar sobre a legitimação, o artigo segue três etapas: na primeira, caracteriza-se o antagonista contra o qual Wisnik legitima o futebol mediante o cotejo…
Política e produção de subjetividades
O artigo versa sobre as condições contemporâneas da relação entre política e produção de subjetividade na música e na literatura, sob dois ângulos precisos: 1) as diferenças entre os tipos de experiência estética que as duas artes favorecem; 2) a atualização destas experiências nas condições atuais de disseminação social da arte. A partir da contribuição de autores dos Estudos Literários (Zumthor, Iser, Gumbrecht) e da filosofia (Deleuze, Guattar…
A cidade de São Paulo e o Mesmo (entre Ruffato, Runia e Tom Zé)
O artigo analisa Eles eram muitos cavalos, de Luiz Ruffato, a partir da cidade de São Paulo metaforizada como o “Mesmo”, para que com isso compreendamos a ficcionalização da cidade “física” como alavanca da “crítica da cultura” empreendida pelo autor. Esses resultados são submetidos a um diálogo do conceito de “presença”, conforme desenvolvido pelo historiador Eelco Runia, para que seja trazida à luz a carga de redundância da “crítica” a São Paul…
Quatro proposições sobre tempo e mudança em Machado de Assis
Tirar Cornélio Penna do limbo
Arte e política
O presente ensaio analisa a relação entre arte e política a partir da sua autonomia recíproca, definida como um pressuposto epistemológico para o estudo daquela relação. Analisaremos como as especificidades ontológicas da arte (nos planos da recepção, da produção e do seu entrelaçamento entre semântica e sensorialidade) podem propiciar acontecimentos de caráter político, e também como tais especificidades podem se conciliar com a atividade crític…
Apresentação Da Dissertação
A mimesis de Luiz Costa Lima se origina no questionamento da crítica literária, na Estética do Efeito de Iser, e na dissociação entre mimesis e imitatio Na busca pelo reestabelecimento do conceito após o seu banimento pelas poéticas de vanguarda, o autor desenvolve um entendimento particular da literatura como produtora de conhecimento
Dom Quixote e o romance
O artigo discute o lugar de Dom Quixote na história do romance, discernindo-se os termos majoritariamente orientadores da sua eleição como modelo para a definição e elogio crítico do gênero, ao mesmo tempo indicando os anacronismos interpretativos implicados nesse processo. A proposta é que, se o texto de Cervantes não apresentava muitas das intenções que lhe foram atribuídas em épocas posteriores, tais anacronismos não eliminam seu lugar central…
"Sobre a origem histórica da diversidade do romance brasileiro contemporâneo (numa leitura de Quarup como "romance de arquivo)
Debate-se a origem histórica da alta diversidade estilística e temática da literatura brasileira contemporânea, tendo como foco o romance. Discute-se as dominantes poetológicas que conferiram estabilidade ao gênero no Brasil até, aproximadamente, a década de 1950, localizando-se nas décadas de 1960 e 1970 a dissipação daquelas dominantes, do que seria sintomática a emergência de um novo tipo de obra: o "romance de arquivo" (pela denominação de R.…
Apresentação Da Dissertação
A mimesis de Luiz Costa Lima se origina no questionamento da crítica literária, na Estética do Efeito de Iser, e na dissociação entre mimesis e imitatio Na busca pelo reestabelecimento do conceito após o seu banimento pelas poéticas de vanguarda, o autor desenvolve um entendimento particular da literatura como produtora de conhecimento
Arte e política
O presente ensaio analisa a relação entre arte e política a partir da sua autonomia recíproca, definida como um pressuposto epistemológico para o estudo daquela relação. Analisaremos como as especificidades ontológicas da arte (nos planos da recepção, da produção e do seu entrelaçamento entre semântica e sensorialidade) podem propiciar acontecimentos de caráter político, e também como tais especificidades podem se conciliar com a atividade crític…
Tirar Cornélio Penna do limbo
Quatro proposições sobre tempo e mudança em Machado de Assis
A cidade de São Paulo e o Mesmo (entre Ruffato, Runia e Tom Zé)
O artigo analisa Eles eram muitos cavalos, de Luiz Ruffato, a partir da cidade de São Paulo metaforizada como o “Mesmo”, para que com isso compreendamos a ficcionalização da cidade “física” como alavanca da “crítica da cultura” empreendida pelo autor. Esses resultados são submetidos a um diálogo do conceito de “presença”, conforme desenvolvido pelo historiador Eelco Runia, para que seja trazida à luz a carga de redundância da “crítica” a São Paul…
Política e produção de subjetividades
O artigo versa sobre as condições contemporâneas da relação entre política e produção de subjetividade na música e na literatura, sob dois ângulos precisos: 1) as diferenças entre os tipos de experiência estética que as duas artes favorecem; 2) a atualização destas experiências nas condições atuais de disseminação social da arte. A partir da contribuição de autores dos Estudos Literários (Zumthor, Iser, Gumbrecht) e da filosofia (Deleuze, Guattar…
Da legitimação
Acompanha-se a operação de legitimação do futebol como objeto de investigação intelectual em Veneno remédio - o futebol e o Brasil, de José Miguel Wisnik. Correspondências com outros trabalhos de legitimação semelhantes, nos estudos literários e na crítica da música pop. Após uma discussão preliminar sobre a legitimação, o artigo segue três etapas: na primeira, caracteriza-se o antagonista contra o qual Wisnik legitima o futebol mediante o cotejo…
Historicização do romantismo e romance contemporâneo no Brasil
Resgate da crítica literária que, nos anos 1980, historicizou os pressupostos românticos ainda dominantes na literatura, na crítica literária e na historiografia literária brasileira. São comentados os trabalhos de Luiz Costa Lima, Flora Süssekind, Maria Helena Rouanet, Haroldo de Campos e João Adolfo Hansen. Dois sentidos diferentes do termo “romantismo” são evocados: 1) como época histórica da cultura; 2) como o momento de cristalização de para…
"Sobre a origem histórica da diversidade do romance brasileiro contemporâneo (numa leitura de Quarup como "romance de arquivo)
Debate-se a origem histórica da alta diversidade estilística e temática da literatura brasileira contemporânea, tendo como foco o romance. Discute-se as dominantes poetológicas que conferiram estabilidade ao gênero no Brasil até, aproximadamente, a década de 1950, localizando-se nas décadas de 1960 e 1970 a dissipação daquelas dominantes, do que seria sintomática a emergência de um novo tipo de obra: o "romance de arquivo" (pela denominação de R.…
Ciências humanas
A sensação de "crise" como resultante da percepção do pouco interesse da esfera pública e do alunado pelas humanidades. Discussão sobre causas externas e internas do desinteresse: problemas decorrentes da mudança dos gostos e predisposições do público e outros relativos a práticas de pesquisa e de ensino. Sugestão de alternativas de ação, envolvendo discussões sobre 1) a extensão real da diminuição da visibilidade das humanidades no debate públic…
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O artigo explora a contribuição de teorias evolutivas para a teoria e a história do romance. Define-se primeiramente as propriedades dessas teorias que interessam para o estudo da literatura. Passa-se daí ao tópico da "exaptação", em suas possíveis implicações para a formulação de hipóteses sobre a origem do romance. Esse passo leva à discussão sobre as condições de formação biológica e cultural da mente moderna, assim como das condições de vida …
Romance de Alexandre
Pela definição de Gregory Currie, o Romance de Alexandre é uma “pseudoficção”: um texto que hoje se dá a ler como ficcional, mas que originalmente possuía certo status de verdade, num limiar incerto entre a ficção, a história e a lenda. Isso pode fazer com que ele não pareça exemplar de um gênero que, em regra, tem a ficcionalidade como atributo constitutivo. Esse é, no entanto, um pressuposto que este artigo pretende reabrir, indicando: 1) a con…
A descoberta do Brasil pelo romance (numa leitura de O filho do pescador, de Teixeira e Souza)
Discussão das expectativas analíticas e valorativas adequadas para a narração do início da história do romance no Brasil. A chegada do romance no Brasil como um processo de "migração"; explicação do recurso a essa metáfora para a análise historiográfica. A história do romance como um processo aberto, sem telos definido, alheio ao controle incisivo de agentes e grupos, orientado para a comunicação com o público sincrônico em sua diversidade ineren…
Poligênese do romance em Taketori monogatari
O artigo discute a teoria da poligênese do romance, que propõe que o gênero teve múltiplas origens em locais e épocas diferentes, seguindo diversas linhas evolutivas. Essa hipótese demanda a reavaliação de posições canônicas na teoria e história do romance, ao incorporar em sua história expandida textos escritos em períodos e locais previamente ignorados. Um desses contextos de surgimento do romance que requerem maior investigação é o Japão do pe…
Narratologia Cognitiva
Este artigo apresenta ao leitor brasileiro a narratologia cognitiva, de recente desenvolvimento nos estudos literários. Discute-se sua articulação à filosofia da mente, à teoria da evolução cultural humana, à neurociência e à psicologia cognitiva, com seus desdobramentos para a compreensão da narrativa e da ficção como práticas culturais humanas, e dos seus efeitos sobre a mente do leitor. Para tanto, são resgatados os movimentos fundadores do no…
Dom Quixote e o romance
O artigo discute o lugar de Dom Quixote na história do romance, discernindo-se os termos majoritariamente orientadores da sua eleição como modelo para a definição e elogio crítico do gênero, ao mesmo tempo indicando os anacronismos interpretativos implicados nesse processo. A proposta é que, se o texto de Cervantes não apresentava muitas das intenções que lhe foram atribuídas em épocas posteriores, tais anacronismos não eliminam seu lugar central…
Moralidade em Asfalto selvagem
O artigo compara Asfalto selvagem ao romance brasileiro anterior e contemporâneo à sua publicação, para compreender a pouca atenção da crítica literária à produção romanesca de Nelson Rodrigues. Especificamente, compara-se a construção da moralidade naquela obra com o que predominava no “romance de 30”, aqui analisado em duas obras representativas: a “Tragédia burguesa”, de Octávio de Faria, e Capitães da areia, de Jorge Amado. Enquanto lá despon…
A Mente Afetiva E a Leitura Da Ficção
O artigo propõe elencar os elementos materiais e os processos mentais interrelacionados na afetivização da leitura de um texto narrativo de ficção. A partir de proposições da pragmática linguística, a materialidade do texto é descrita como uma estrutura de comunicação com o leitor; em diálogo com a narratolo¬gia baseada em teorias de mundos possíveis, os efeitos dessa comunicação são descritos como o estímulo ao conhecimento e interpretação e mun…
Imaginação, experiência, emoção
Para investigar a afetivização da leitura da ficção, este artigo discute a teoria da narrativa de Marco Caracciolo. Investigar como textos literários produzem efeitos afetivos no leitor demanda encontrar uma teoria da cognição humana capaz de integrar, num único modelo descritivo, os componentes sensoriais e representacionais envolvidos no processo, explicando como o texto estimula uma experiência imaginária capaz de gerar respostas afetivas. Den…
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