Luis Maffei
Biographic Data
| ID | 1437993 |
|---|---|
| NAME | Luis Maffei |
| GIVEN NAMES | Luis |
| FAMILY NAME | Maffei |
| SIGNATURE | MAFFEI L |
| AFFILIATIONS | Universidade Federal Fluminense |
| ORCID | 0000-0001-9662-6603 |
| VERIFIED | Yes |
| TOTAL WORKS | 19 |
| TOTAL CITATIONS | 0 |
| AUTHOR COUNT | 19 |
| EDITOR COUNT | 0 |
| FIRST PUBLICATION YEAR | 2005 |
| LATEST PUBLICATION YEAR | 2024 |
| H-INDEX | 0 |
Camões na rota 666
Se Os Lusíadas é um poema aberto à aritmosofia, estâncias como a 666 são especialmente importantes. Este ensaio se debruça sobre a zona do poema que cerca a estrofe do número da Besta. Esse momento, que narra a chegada à Índia, se relaciona com o diabólico de várias maneiras. Uma delas entende um crescente privilégio da História sobre diferentes narrativas, outra, que algum apocalipse se prepara na viagem de Vasco da Gama. Pensar esse problema ab…
Carlos de Oliveira e(m) Gastão Cruz (com fiama de permeio) ou a duração da morte
Há muito de Carlos de Oliveira na poesia de Gastão Cruz, não apenas influência e relação intertextual, mas a presença do amigo que morreu em 1981 na obra do que ficou vivo. Este texto atravessa algumas das presenças de Carlos em Gastão, sob o diapasão da morte, enquanto nós, que gostamos de Gastão além de gostar de sua obra, vivemos a duração da sua morte, manifesta em sua doença degenerativa, que já o impede de escrever. Fiama Hasse Pais Brandão…
Estádio estando país ou o Mineirão é uma esquina redonda [narrativa]
"Um estádio estando país ou o Mineirão é uma esquina redonda" é um texto inédito de Luis Maffei, escritor e pesquisador carioca
Reinaldo e o tempo de um jogo infinito
A final da Taça de Ouro de 1980, que terminou com a vitória do Flamengo por 3 a 2 sobre o Atlético, é um jogo infinito, que nos abre veredas para muitas reflexões. Em primeiro lugar porque foi uma partida polêmica, em virtude da expulsão de Reinaldo, o principal jogador de um Atlético brilhante, sem justificação clara. Além disso, a ligação do Flamengo, a partir do final dos anos de 1970, com o regime militar brasileiro faz com que existam claras…
A difícil estranheza de uma cidade do smart
Smart, numa meritocracia neoliberal, é palavra-chave da mentalidade contemporânea. Dela vem a ideia de smart city. Este ensaio pretende investigar alguns efeitos do paradigma smart em nossa relação com as cidades, especialmente se tivermos em mente a infamiliaridade que a urbe pode ensejar e que a vigilância tende a abolir. O smartphone, que hoje medeia a relação dos corpos e mentes com a cidade, talvez seja a mais clara evidência da perda da pre…
Llansol e a potência da alegria
A obra de Maria Gabriela Llansol, em sua singularidade, é um investimento na alegria: polifônica, se abre a diversas outras vozes, sendo a de Baruch Spinoza a que mais claramente formula o júbli. Além disso, Llansol constrói uma experiência de liberdade que, na escrita, visita os silêncios, quase musicalmente, e elabora uma verdade de caráter libertador: é aí que a escritura llansoliana nos ajuda a ir contra opressões muito contemporâneas, como u…
Na terra tanta guerra, tanto engano
Os Lusíadas é poema cheio de encontros entre gente de distintas crenças. Um deles, justo o primeiro, que ocorre em Moçambique, opõe cristãos muito bem armados a mouros frágeis militarmente. O Canto I, a partir desse episódio, ganha aspectos de grande ambiguidade, até ser finalizado com uma estrofe que apenas lamenta a guerra e uma condição humana fundada no abandono. A estância 106 do Canto I, que apresenta mesmo um problema de fixação textual, p…
O Eclesiastes de Adília, o de Camões
O artigo pretende investigar diálogos que Adília Lopes e Luís de Camões, cada um em seu tempo, empreenderam com o Eclesiastes bíblico. A leitura permitirá divisar, na poetisa e no poeta, alguns aspectos das respectivas obras, ligados a problemáticas como fé, amor, desconcerto etc. Além disso, a figura de Jesus Cristo, ausente, claro, do Antigo Testamento, aparecerá como lugar desejado de indetificação e potência amorosa
Literatura e Democracia
Introduction to Gragoatá 45. ---DOI: http://dx.doi.org/10.22409/gragoata.2018n45a1207
Literatura e Democracia
Apresentção à Gragoatá 45
Fiama, camoniana
Fiama Hasse Pais Brandão é uma poetisa de admirável erudição. Isto lhe permite estabelecer diálogos profícuos e surpreendentes com uma grande quantidade de poetas e outros artistas. Luís de Camões é um interlocutor privilegiado de Fiama. O diálogo entre a poetisa e um de seus poetas mais queridos, que ela, inclusive, estudou como crítica, ajuda Fiama a investigar alguns problemas centrais em sua poesia, tais como o amor, o tempo, o passado e as i…
Sobre "Esquecer Fausto- a fragmentação do sujeito em Raul Brandão, Fernando Pessoa, Herberto Helder e Maria Gabriela Llansol". Pedro Eiras
Política em poesia no avesso da publicidade
Manuel de Freitas, destacado representante da poesiaportuguesa recente, tem como um de seus mais frequentes problemas a tentativa de estabelecer em sua obra uma discussão de caráter público, que toque inclusive o papel do poeta numa contemporaneidade tão maciçamente avessa à linguagem poética. Certo poema de seu livro Game over, “Spot”, tem como gatilho um comercial de televisão, e ataca a publicidade como uma atualização de antigos procedimentos…
Ler Camões com Eduardo Lourenço ou Camões no futuro com Paulo da Gama e outras amorosas companhias
Eduardo Lourenço é um dos grandes leitores da cultura e da literatura portuguesa. Ler Camões com a companhia e o auxílio do mestre é, mesmo aquando de divergência, enxergar a tarefa camoniana com olhos mais atentos. Este texto transita por diversos sentidos d'Os Lusíadas, especialmente pela presença dos irmãos Gama, metafórica e aberta à contradição, e por alguns dos desvios que o poema funda, tendo personagens como Baco na condição de protagonis…
O amante japonês, de Armando Silva Carvalho
Em 2008, Armando Silva Carvalho publicou um livro intitulado O amante japonês, que encena uma relação cheia de afeto entre um indivíduo e um veículo automotivo. Partindo dessa premissa, os poemas, dotados de alta coesão, problematizam diversas questões fortes em nossa contemporaneidade, como o trato do humano com a máquina e a vigência, em nossas sociedades, da mercadoria como item inexorável e que, cada vez mais, exige uma reflexão em estado de …
Sophia, Ruy Belo e o difícil emprego de obscuras navegações
Sophia de Mello Breyner Andresen e Ruy Belo, cada um a seu modo, enfrentam um grande impasse em seus lugares modernos: sendo ambos portugueses, como, numa problemática modernidade em deslocamento, dizer poesia historicamente atenta mas capaz de tensionar radicalmente a história? Cada um a seu modo, e, neste ensaio, cada um diante de problemática distinta, pratica a ironia e visa a uma desestabilização de sentidos, especialmente os portugueses, so…
Da memória ao mais duro presente, como se move a poesia de Luís Quintais
É frequente a relação entre literatura e deslocamentos, sobretudo na contemporaneidade. No caso da poesia portuguesa mais recente, é em Luís Quintais que se nota mais claramente esse tema, em virtude da relação da linguagem com a memória e com as heranças históricas que assolam o indivíduo. Assim, a poesia de Quintais desloca-se não apenas geograficamente, mas também entre o poético e o histórico, entre o passado e o presente e entre a linguagem …
Herberto Helder, sim, o poema contínuo
É notável a peculiaridade do poema inédito que Herberto Helder publicou em 2001, dentro dum livro de nome Ou o poema contínuo. O livro se confessa, desde a capa, uma súmula, e é aberto por uma "nota" do autor; a mesma capa que apresenta a reprodução duma pintura de Goya estabelece uma intensa relação com o poema inédito que encerra o volume, pois se na capa Saturno devora um filho, um dos temas fulcrais do poema novo é precisamente a idéia de que…
"O vate de Freitas ou "Camões decerto não se importará
Dentre os poetas surgidos em Portugal a partir do final dos anos 90, decerto Manuel de Freitas possui uma das mais significativas poéticas, mas não deixa de situar-se dentro de um panorama, pois há uma dicção nova na poesia portuguesa, que pode residir sob o título da coletânea que reúne algumas das vozes mais representativas desta geração, poetas sem qualidades, recolha organizada e prefaciada por Freitas. Tal dicção, que privilegia a abordagem …
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Herberto Helder, sim, o poema contínuo
É notável a peculiaridade do poema inédito que Herberto Helder publicou em 2001, dentro dum livro de nome Ou o poema contínuo. O livro se confessa, desde a capa, uma súmula, e é aberto por uma "nota" do autor; a mesma capa que apresenta a reprodução duma pintura de Goya estabelece uma intensa relação com o poema inédito que encerra o volume, pois se na capa Saturno devora um filho, um dos temas fulcrais do poema novo é precisamente a idéia de que…
Da memória ao mais duro presente, como se move a poesia de Luís Quintais
É frequente a relação entre literatura e deslocamentos, sobretudo na contemporaneidade. No caso da poesia portuguesa mais recente, é em Luís Quintais que se nota mais claramente esse tema, em virtude da relação da linguagem com a memória e com as heranças históricas que assolam o indivíduo. Assim, a poesia de Quintais desloca-se não apenas geograficamente, mas também entre o poético e o histórico, entre o passado e o presente e entre a linguagem …
Sophia, Ruy Belo e o difícil emprego de obscuras navegações
Sophia de Mello Breyner Andresen e Ruy Belo, cada um a seu modo, enfrentam um grande impasse em seus lugares modernos: sendo ambos portugueses, como, numa problemática modernidade em deslocamento, dizer poesia historicamente atenta mas capaz de tensionar radicalmente a história? Cada um a seu modo, e, neste ensaio, cada um diante de problemática distinta, pratica a ironia e visa a uma desestabilização de sentidos, especialmente os portugueses, so…
O amante japonês, de Armando Silva Carvalho
Em 2008, Armando Silva Carvalho publicou um livro intitulado O amante japonês, que encena uma relação cheia de afeto entre um indivíduo e um veículo automotivo. Partindo dessa premissa, os poemas, dotados de alta coesão, problematizam diversas questões fortes em nossa contemporaneidade, como o trato do humano com a máquina e a vigência, em nossas sociedades, da mercadoria como item inexorável e que, cada vez mais, exige uma reflexão em estado de …
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Manuel de Freitas, destacado representante da poesiaportuguesa recente, tem como um de seus mais frequentes problemas a tentativa de estabelecer em sua obra uma discussão de caráter público, que toque inclusive o papel do poeta numa contemporaneidade tão maciçamente avessa à linguagem poética. Certo poema de seu livro Game over, “Spot”, tem como gatilho um comercial de televisão, e ataca a publicidade como uma atualização de antigos procedimentos…
Ler Camões com Eduardo Lourenço ou Camões no futuro com Paulo da Gama e outras amorosas companhias
Eduardo Lourenço é um dos grandes leitores da cultura e da literatura portuguesa. Ler Camões com a companhia e o auxílio do mestre é, mesmo aquando de divergência, enxergar a tarefa camoniana com olhos mais atentos. Este texto transita por diversos sentidos d'Os Lusíadas, especialmente pela presença dos irmãos Gama, metafórica e aberta à contradição, e por alguns dos desvios que o poema funda, tendo personagens como Baco na condição de protagonis…
Sobre "Esquecer Fausto- a fragmentação do sujeito em Raul Brandão, Fernando Pessoa, Herberto Helder e Maria Gabriela Llansol". Pedro Eiras
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Introduction to Gragoatá 45. ---DOI: http://dx.doi.org/10.22409/gragoata.2018n45a1207
Literatura e Democracia
Apresentção à Gragoatá 45
Fiama, camoniana
Fiama Hasse Pais Brandão é uma poetisa de admirável erudição. Isto lhe permite estabelecer diálogos profícuos e surpreendentes com uma grande quantidade de poetas e outros artistas. Luís de Camões é um interlocutor privilegiado de Fiama. O diálogo entre a poetisa e um de seus poetas mais queridos, que ela, inclusive, estudou como crítica, ajuda Fiama a investigar alguns problemas centrais em sua poesia, tais como o amor, o tempo, o passado e as i…
O Eclesiastes de Adília, o de Camões
O artigo pretende investigar diálogos que Adília Lopes e Luís de Camões, cada um em seu tempo, empreenderam com o Eclesiastes bíblico. A leitura permitirá divisar, na poetisa e no poeta, alguns aspectos das respectivas obras, ligados a problemáticas como fé, amor, desconcerto etc. Além disso, a figura de Jesus Cristo, ausente, claro, do Antigo Testamento, aparecerá como lugar desejado de indetificação e potência amorosa
Na terra tanta guerra, tanto engano
Os Lusíadas é poema cheio de encontros entre gente de distintas crenças. Um deles, justo o primeiro, que ocorre em Moçambique, opõe cristãos muito bem armados a mouros frágeis militarmente. O Canto I, a partir desse episódio, ganha aspectos de grande ambiguidade, até ser finalizado com uma estrofe que apenas lamenta a guerra e uma condição humana fundada no abandono. A estância 106 do Canto I, que apresenta mesmo um problema de fixação textual, p…
Estádio estando país ou o Mineirão é uma esquina redonda [narrativa]
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Reinaldo e o tempo de um jogo infinito
A final da Taça de Ouro de 1980, que terminou com a vitória do Flamengo por 3 a 2 sobre o Atlético, é um jogo infinito, que nos abre veredas para muitas reflexões. Em primeiro lugar porque foi uma partida polêmica, em virtude da expulsão de Reinaldo, o principal jogador de um Atlético brilhante, sem justificação clara. Além disso, a ligação do Flamengo, a partir do final dos anos de 1970, com o regime militar brasileiro faz com que existam claras…
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Smart, numa meritocracia neoliberal, é palavra-chave da mentalidade contemporânea. Dela vem a ideia de smart city. Este ensaio pretende investigar alguns efeitos do paradigma smart em nossa relação com as cidades, especialmente se tivermos em mente a infamiliaridade que a urbe pode ensejar e que a vigilância tende a abolir. O smartphone, que hoje medeia a relação dos corpos e mentes com a cidade, talvez seja a mais clara evidência da perda da pre…
Llansol e a potência da alegria
A obra de Maria Gabriela Llansol, em sua singularidade, é um investimento na alegria: polifônica, se abre a diversas outras vozes, sendo a de Baruch Spinoza a que mais claramente formula o júbli. Além disso, Llansol constrói uma experiência de liberdade que, na escrita, visita os silêncios, quase musicalmente, e elabora uma verdade de caráter libertador: é aí que a escritura llansoliana nos ajuda a ir contra opressões muito contemporâneas, como u…
Carlos de Oliveira e(m) Gastão Cruz (com fiama de permeio) ou a duração da morte
Há muito de Carlos de Oliveira na poesia de Gastão Cruz, não apenas influência e relação intertextual, mas a presença do amigo que morreu em 1981 na obra do que ficou vivo. Este texto atravessa algumas das presenças de Carlos em Gastão, sob o diapasão da morte, enquanto nós, que gostamos de Gastão além de gostar de sua obra, vivemos a duração da sua morte, manifesta em sua doença degenerativa, que já o impede de escrever. Fiama Hasse Pais Brandão…
Camões na rota 666
Se Os Lusíadas é um poema aberto à aritmosofia, estâncias como a 666 são especialmente importantes. Este ensaio se debruça sobre a zona do poema que cerca a estrofe do número da Besta. Esse momento, que narra a chegada à Índia, se relaciona com o diabólico de várias maneiras. Uma delas entende um crescente privilégio da História sobre diferentes narrativas, outra, que algum apocalipse se prepara na viagem de Vasco da Gama. Pensar esse problema ab…
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