Bruno Latini Pfeil
Biographic Data
| ID | 2427580 |
|---|---|
| NAME | Bruno Latini Pfeil |
| GIVEN NAMES | Bruno Latini |
| FAMILY NAME | Pfeil |
| SIGNATURE | PFEIL B L |
| AFFILIATIONS | Universidade Santa Úrsula |
| ORCID | 0000-0002-2252-6834 |
| VERIFIED | Yes |
| TOTAL WORKS | 16 |
| TOTAL CITATIONS | 0 |
| WORKS AS AUTHOR | 16 |
| WORKS AS EDITOR | 0 |
| FIRST PUBLICATION YEAR | 2021 |
| LATEST PUBLICATION YEAR | 2025 |
| H-INDEX | 0 |
Cisgeneridade perversa
Este artigo tem como objetivo identificar e denunciar, à luz da psicanálise, o que denominamos de pacto narcísico da cisgeneridade. Tal como Maria Aparecida Bento elabora o conceito de pacto narcísico com relação às dinâmicas raciais da branquitude, pretendemos elaborá-lo com relação às dinâmicas da cisgeneridade. Tendo a teoria psicanalítica como teoria de base, busca-se argumentar que a cisgeneridade opera conforme mecanismos de defesa que gara…
Monstrofilia necrossexual
Seja na ficção científica, nas mitologias, seja na materialidade da estigmatização de indivíduos monstrificados, a monstruosidade sempre ocupou um lugar liminar: nem fora nem dentro, mas sempre ao alcance do humano. Dialogando com estudiosos das teorias da monstruosidade, das teorias feministas e dos pensamentos contracoloniais, busco, nas páginas que se seguem, compreender os significados dos monstros para a reiteração da humanidade do Eu, em op…
Pela nomeação da transmasculinofobia
Desde os anos de 1970, percebemos uma maior projeção do transfeminismo nos estudos de gênero e em espaços feministas. Primeiramente nos Estados Unidos, e seguindo para a América Latina nos anos 2000, o transfeminismo cresceu como importante movimento para a visibilização de pautas de pessoas trans e gênero-dissidentes, rompendo com a cisnormatividade dos feminismos. Todavia, como buscamos demonstrar, as transmasculinidades enfrentam apagamento e …
A Metamorfose Como Mecanismo De Emancipação
Neste artigo, tenho como objetivo pôr em diálogo três obras principais, entrecruzadas também com o referencial teórico da esquizoanálise, dos estudos contra-coloniais e dos estudos libertários. Tais obras são A vegetariana, de Han Kang (2016) e A metamorfose, de Franz Kafka (1997). A fim de analisar a ideia de metamorfose, a compreendo a partir do conceito esquizoanalítico de devir, elucubrando sobre o devir-árvore e o devir-animal, encontrados n…
Uma análise histórica anarquista das inscrições corporais na sociedade ocidental moderna
Neste artigo, temos como objetivo analisar os processos de estigmatização e patologização aos quais determinados grupos de inscrições corporais foram submetidos ao longo da história da sociedade ocidental moderna. Compreende-se como inscrições corporais todas e quaisquer modificações realizadas sobre a superfície corporal. Enquanto algumas inscrições são exaltadas e enaltecidas, outras são estigmatizadas e alvo de discriminação social. Temos como…
Uma crítica à reprodução da colonialidade cisgênera no feminismo decolonial
Este artigo almeja oferecer, por meio de uma crítica decolonial à decolonialidade, o desenvolvimento do conceito de colonialidade cisgênera. A partir da análise do conceito de colonialidade de gênero apontamos para suas lacunas em relação à cisgeneridade e às violências direcionadas contra corpos trans. Identificamos que, no feminismo decolonial, a cisgeneridade não é assumida. Propomos, com tal crítica, contribuir para os estudos de gênero, pree…
Divagações quiméricas sobre os limites do humano
Com o título do artigo indica, busco questionar a universalidade do conceito de humanidade a partir da concepção de monstruosidade, tão próxima à de animalidade. Ao contrário de como a humanidade se apresenta, esta não configura universalidade, mas sim universalização, perpetuando a desumanização de corporalidades que não espelham os ideais da modernidade. A estes corpos, atribui-se a figura do monstro, que legitima a humanidade do Eu colonial. C…
Sobre a Normatização Do Corpo Moderno Uma Breve Análise Da Patologização Da Transexualidade E De Inscrições Corporais
Almejamos, no presente artigo, compreender como ocorre a inferiorização de certas inscrições corporais, em detrimento da naturalização de outras, e em relação a marcadores de gênero, raça e normatividade. Partimos da hipótese de que o saber moderno institucionalizado produz patologização e criminalização de certas inscrições corporais, e tomamos como ferramenta de análise as modificações corporais realizadas por pessoas trans. Argumentamos que, a…
Fazendo ciência a partir da dissidência as potencialidades da produção científica de sujeitos que confrontam a cis-heteronorma
Colonialidade cishetero-endossexo
O presente artigo tem como objetivo apresentar o conceito de colonialidade cishetero-endossexo, de modo a apontar para a lacuna dos estudos decoloniais em pensar as opressões que pessoas trans, intersexo e não-heterossexuais sofrem. Reconhecemos e exaltamos as importantes discussões decoloniais sobre gênero e sexualidade já realizadas, que trouxeram conceitos fundamentais como o de colonialidade de gênero e o de androcentrismo. A partir deles, to…
Em defesa de parentalidades transmasculinas
Almejamos, neste ensaio, desenvolver uma crítica a movimentos feministas e a estudos de gênero que, em suas elaborações sobre direitos sexuais e reprodutivos, não abarcam as demandas das transmasculinidades e/ou não reconhecem a existência de pessoas transmasculinas em sua ampla diversidade. Ao termos nossas demandas e sugestões ignoradas no seio tanto de instituições de ensino – responsáveis por produzir um saber considerado científico – como de…
A produção do corpo desejante na axiomática do capital
De um lado, Paul Preciado discorre sobre a produção do corpo tecnobiomolecular em uma era gerida pela farmacologia e pela indústria do sexo. De outro, e sem contradição, Deleuze e Guattari reconhecem a operação de uma axiomática do capital, uma modelização global dos processos de codificação dos fluxos desejantes. Esta pesquisa procura correlacionar os pensamentos dos autores e propõe a discussão sobre uma axiomática farmacopornográfica, isto é, …
Uma Abordagem Decolonial Sobre a Prática De Inscrições Corporais Na Modernidade/Colonialidade
Este artigo almeja analisar como a concepção moderna sobre as práticas de modificação e inscrição corporais se relacionam com as colonialidades do ser, do saber e do poder. Argumentamos que a patologização e a criminalização de inscrições corporais é um componente fundamental da noção moderna de um corpo ideal, como também das normatizações que permeiam as colonialidades atualmente. O argumento central do artigo é que a patologização, a criminali…
Um Estudo Comparado Da Institucionalização E Patologização Das Inscrições Corporais
Neste artigo, objetivamos argumentar, por meio de uma análise sobre como a medicina e a psiquiatria conceberam historicamente a prática de inscrições corporais, que não há possibilidade de uma ciência ser neutra e imparcial. A transformação de inscrições corporais em automutilações e sua consequente patologização, no contexto europeu dos séculos XVIII ao XX, significaram, além da afirmação de inferioridade de certos povos, o domínio de instituiçõ…
A Produção Patológica Do Antagonismo
A principal motivação deste artigo é analisar como a invenção da transexualidade enquanto uma categoria diagnóstica, a partir de uma perspectiva cis e hétero normativa, repercutiu em sistemas de controle, tutela e opressão contra pessoas trans. Para dissertar sobre as violências e o controle institucionais direcionados a pessoas trans, utilizamos uma lente de análise anarquista – na medida em que o anarquismo produz críticas contundentes à própri…
Uma Perspectiva Anarquista Sobre O Suicídio, a Produção Da Morte E a Preservação Da Vida
Apresentando uma revisão da forma como a Igreja, o Estado e as instituições médicas concebiam o fenômeno do suicídio na Europa dos séculos XV ao XX, o presente artigo ambiciona demonstrar as contradições existentes entre a exploração da vida pelo Estado e a preservação da vida por meio da penalização do suicídio, que, por sua vez, mascara seu caráter de manutenção da produtividade. Se o soberano, por um lado, detém o poder de matar seus súditos e…
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Apresentando uma revisão da forma como a Igreja, o Estado e as instituições médicas concebiam o fenômeno do suicídio na Europa dos séculos XV ao XX, o presente artigo ambiciona demonstrar as contradições existentes entre a exploração da vida pelo Estado e a preservação da vida por meio da penalização do suicídio, que, por sua vez, mascara seu caráter de manutenção da produtividade. Se o soberano, por um lado, detém o poder de matar seus súditos e…
Uma Abordagem Decolonial Sobre a Prática De Inscrições Corporais Na Modernidade/Colonialidade
Este artigo almeja analisar como a concepção moderna sobre as práticas de modificação e inscrição corporais se relacionam com as colonialidades do ser, do saber e do poder. Argumentamos que a patologização e a criminalização de inscrições corporais é um componente fundamental da noção moderna de um corpo ideal, como também das normatizações que permeiam as colonialidades atualmente. O argumento central do artigo é que a patologização, a criminali…
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Neste artigo, objetivamos argumentar, por meio de uma análise sobre como a medicina e a psiquiatria conceberam historicamente a prática de inscrições corporais, que não há possibilidade de uma ciência ser neutra e imparcial. A transformação de inscrições corporais em automutilações e sua consequente patologização, no contexto europeu dos séculos XVIII ao XX, significaram, além da afirmação de inferioridade de certos povos, o domínio de instituiçõ…
A Produção Patológica Do Antagonismo
A principal motivação deste artigo é analisar como a invenção da transexualidade enquanto uma categoria diagnóstica, a partir de uma perspectiva cis e hétero normativa, repercutiu em sistemas de controle, tutela e opressão contra pessoas trans. Para dissertar sobre as violências e o controle institucionais direcionados a pessoas trans, utilizamos uma lente de análise anarquista – na medida em que o anarquismo produz críticas contundentes à própri…
Sobre a Normatização Do Corpo Moderno Uma Breve Análise Da Patologização Da Transexualidade E De Inscrições Corporais
Almejamos, no presente artigo, compreender como ocorre a inferiorização de certas inscrições corporais, em detrimento da naturalização de outras, e em relação a marcadores de gênero, raça e normatividade. Partimos da hipótese de que o saber moderno institucionalizado produz patologização e criminalização de certas inscrições corporais, e tomamos como ferramenta de análise as modificações corporais realizadas por pessoas trans. Argumentamos que, a…
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Colonialidade cishetero-endossexo
O presente artigo tem como objetivo apresentar o conceito de colonialidade cishetero-endossexo, de modo a apontar para a lacuna dos estudos decoloniais em pensar as opressões que pessoas trans, intersexo e não-heterossexuais sofrem. Reconhecemos e exaltamos as importantes discussões decoloniais sobre gênero e sexualidade já realizadas, que trouxeram conceitos fundamentais como o de colonialidade de gênero e o de androcentrismo. A partir deles, to…
Em defesa de parentalidades transmasculinas
Almejamos, neste ensaio, desenvolver uma crítica a movimentos feministas e a estudos de gênero que, em suas elaborações sobre direitos sexuais e reprodutivos, não abarcam as demandas das transmasculinidades e/ou não reconhecem a existência de pessoas transmasculinas em sua ampla diversidade. Ao termos nossas demandas e sugestões ignoradas no seio tanto de instituições de ensino – responsáveis por produzir um saber considerado científico – como de…
A produção do corpo desejante na axiomática do capital
De um lado, Paul Preciado discorre sobre a produção do corpo tecnobiomolecular em uma era gerida pela farmacologia e pela indústria do sexo. De outro, e sem contradição, Deleuze e Guattari reconhecem a operação de uma axiomática do capital, uma modelização global dos processos de codificação dos fluxos desejantes. Esta pesquisa procura correlacionar os pensamentos dos autores e propõe a discussão sobre uma axiomática farmacopornográfica, isto é, …
A Metamorfose Como Mecanismo De Emancipação
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Uma análise histórica anarquista das inscrições corporais na sociedade ocidental moderna
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Este artigo almeja oferecer, por meio de uma crítica decolonial à decolonialidade, o desenvolvimento do conceito de colonialidade cisgênera. A partir da análise do conceito de colonialidade de gênero apontamos para suas lacunas em relação à cisgeneridade e às violências direcionadas contra corpos trans. Identificamos que, no feminismo decolonial, a cisgeneridade não é assumida. Propomos, com tal crítica, contribuir para os estudos de gênero, pree…
Divagações quiméricas sobre os limites do humano
Com o título do artigo indica, busco questionar a universalidade do conceito de humanidade a partir da concepção de monstruosidade, tão próxima à de animalidade. Ao contrário de como a humanidade se apresenta, esta não configura universalidade, mas sim universalização, perpetuando a desumanização de corporalidades que não espelham os ideais da modernidade. A estes corpos, atribui-se a figura do monstro, que legitima a humanidade do Eu colonial. C…
Cisgeneridade perversa
Este artigo tem como objetivo identificar e denunciar, à luz da psicanálise, o que denominamos de pacto narcísico da cisgeneridade. Tal como Maria Aparecida Bento elabora o conceito de pacto narcísico com relação às dinâmicas raciais da branquitude, pretendemos elaborá-lo com relação às dinâmicas da cisgeneridade. Tendo a teoria psicanalítica como teoria de base, busca-se argumentar que a cisgeneridade opera conforme mecanismos de defesa que gara…
Monstrofilia necrossexual
Seja na ficção científica, nas mitologias, seja na materialidade da estigmatização de indivíduos monstrificados, a monstruosidade sempre ocupou um lugar liminar: nem fora nem dentro, mas sempre ao alcance do humano. Dialogando com estudiosos das teorias da monstruosidade, das teorias feministas e dos pensamentos contracoloniais, busco, nas páginas que se seguem, compreender os significados dos monstros para a reiteração da humanidade do Eu, em op…
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Desde os anos de 1970, percebemos uma maior projeção do transfeminismo nos estudos de gênero e em espaços feministas. Primeiramente nos Estados Unidos, e seguindo para a América Latina nos anos 2000, o transfeminismo cresceu como importante movimento para a visibilização de pautas de pessoas trans e gênero-dissidentes, rompendo com a cisnormatividade dos feminismos. Todavia, como buscamos demonstrar, as transmasculinidades enfrentam apagamento e …
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