J A Hansen
Biographic Data
| ID | 273491 |
|---|---|
| NAME | J A Hansen |
| GIVEN NAMES | J A |
| FAMILY NAME | Hansen |
| SIGNATURE | HANSEN J A |
| AFFILIATIONS | Universidade de São Paulo |
| ORCID | 0000-0001-7210-8975 |
| VERIFIED | Yes |
| TOTAL WORKS | 32 |
| TOTAL CITATIONS | 15 |
| AUTHOR COUNT | 32 |
| EDITOR COUNT | 0 |
| FIRST PUBLICATION YEAR | 1989 |
| LATEST PUBLICATION YEAR | 2026 |
| H-INDEX | 2 |
Michel de Certeau e a ordem simbólica
O pensamento de Michel de Certeau é material. Seu estilo é complexo, e as relações que estabelece de matérias como a mística, a história, a antropologia, a psicanálise, a linguística e a crítica cultural são múltiplas, polêmicas e impossíveis de totalizar, pois as definições e categorias que opera não são definitivas, mas programaticamente cambiantes e movediças. Em De Certeau, é também absolutamente central o papel da literatura. Se a filosofia …
À procura de objetos gritantes: Um estudo da representação na narrativa de Clarice Lispector
Não se aplica
Fragmentos de/sobre Samuel Beckett
Fragmentos de/sobre Samuel Beckett
Condicionamentos institucionais e preceitos epidíticos das artes sacras coloniais
Nesta exposição, abordam-se preceitos da produção de artes sacras na América portuguesa entre os séculos XVI e XVIII. O texto especifica determinações teológico-políticas e retóricas com que a Igreja Católica orientou a produção das artes sacras, adequando-as a seu combate contra Maquiavel, Lutero, Calvino, o Islã, a Torá e ao controle de colonos, negros e índios
Máquina do Mundo
Na figuração da “máquina do mundo”, Dante e Camões representam princípios essenciaisdo Universo. Drummond desdenha colher a coisa metafísica que se oferece gratuitamentea seu engenho. Haroldo de Campos substitui a metafísica platônica e escolástica de Dante eCamões e a recusa de Drummond de uma nova metafísica, sem Deus ou fundamento essencial,pela física dos quanta
"Nota sobre a "Sátira geral a todo o Reino, e governo de Portugal
Entrevista com João Adolfo Hansen
Em seu ensaio "Mimesis: figura, retórica e imagem", 1 você explica que, no livro Mimesis, de Erich Auerbach, 2 a racionalidade é postulada como "resistência à barbárie".Em seguida, comenta o empenho em "reconhecer os monumentos da cultura como ruínas antes mesmo de serem derrubados, para buscar neles seu valor de possível, mas muito improvável, salvação para o tempo".Gostaria de pedir que desenvolvesse suas ideias expostas nessa passagem.A partir…
Guidelines for Reading Vieira
A verossimilhança da familiaridade do não familiar na ficção antiga e moderna
O texto comenta os conceitos de não familiar ou estranho tratados por Freud em Das Unheimliche (1919), associando-os ao hábito e às rupturas do hábito para especificar a diferença da sua ocorrência na experiência individual, em que é significante de uma angústia, e na ficção, em que é figuração intencional. Distinguindo a figuração do não familiar na ficção antiga e na ficção moderna, propõe que na ficção antiga, como a de Luciano de Samósata, o …
Norma e obscenidade em Gregório de Matos, Glauco Mattoso e Hilda Hilst
Uma etimologia latina provavelmente falsa propõe que o termo obscaenum significa ob scaena, “fora da cena”, como o interdito que não deve ou não pode ser dado em representação. No texto Sade, mon prochain, Klossowski lembrou que o obsceno só existe num campo de normas que lhe conferem significação e sentido. Neste ensaio, vou falar de alguns valores poéticos e políticos particulares do obsceno na poesia que se atribui a Gregório de Matos e Guerra…
Autoria, obra e público na poesia colonial luso-brasileira atribuída a Gregório de Matos e Guerra
O artigo trata do corpus poético colonial atribuído a Gregório de Matos e Guerra (1633-1696), especi cando seus códigos linguísticos, retórico-poéticos e teológico-políticos, e códigos bibliográ cos, como a manuscritura. Descreve apropriações nacionalistas do corpus feitas por críticos brasileiros românticos, deterministas e modernistas dos séculos XIX e XX, propondo a historicidade seiscentista das categorias autor, obra, público como critério c…
Romantismo e barroco
A categoria “Barroco” foi utilizada dedutivamente pela primeira vez como categoria estética positiva por um autor neokantiano, Heinrich Wölfflin, em 1888. Desde então, passou-se a acreditar que “O Barroco” existiu em si, ante rem, sempre se esquecendo de que a noção de “barroco” não tem existência independente do corpus usado para defini-la
Entrevista com os professores
Entrevista sobre polêmicas literárias com os professores Alcir Pécora (Unicamp), Marcos Natali (USP), Roberto Acízelo (Uerj), Costa Lima (PUC-RJ), Alcides Villaça (USP), João Adolfo Hansen (USP) e Claudia Amigo Pino (USP
Wolfgang Streeck: Re-Forming Capitalism: Institutional Change in the German Political Economy
This book is a contribution to the ongoing debate about change and stability in the institutions of political economies. Taking Germany—the classic example of a ‘coordinated market economy’ within the Varieties of Capitalism literature—as an empirical starting point, the book addresses different ways of conceptualizing and explaining institutional change. The first part of the book consists of six chapters, containing accounts of the historical d…
A palavra-carcaça de Bonvicino
Comentário sobre a conferência do Prof. Suzuki Sadami
Categorias epidíticas da ekphrasis
causas deliberativas
"O imortal" e a verossimilhança
Quando republicou “O imortal”, em 1882, Machado de Assis continuava interessado na paródia e no pastiche como gêneros literários. A partir de 1880, tinha começado a usar autores ficcionais que escrevem textos improváveis ou inconfiáveis. Com eles, transform a a matéria social de seu tempo, relativizando e destruindo a representação fundamentada no pressuposto da adequação entre os signos, os conceitos e as estruturas da realidade objetiva. O text…
Pedra E Cal: Freiráticos Na Sátira Luso-Brasileirado Século Xxvii
Barroco, neobarroco e outras ruínas
O texto propõe que a reconstituição dos códigos bibliográficos, dos códigos retórico-poéticos e dos condicionamentos materiais e institucionais das representações luso-brasileiras do século XVII não necessita da noção dedutiva de “barroco” que as classifica universalizando categorias críticas próprias do contínuo e da psicologia idealistas
Correspondência de Antônio Vieira (1646-1694): O Decoro
Os dois subgêneros epistolares desenvolvidos por Antônio Vieira entre 1646 e 1696, a carta familiar e a carta negocial, reatualizam os preceitos das artes dictaminis antigas. Escritas como imitação verossímil e decorosa de fala de pessoa natural, as canas produzem a presença do corpo e voz do remetente, reativando neo-escolasticamente as técnicas da sermocinatio latina. A comunicação tratará de categorias retóricas e teológico-políticas das artic…
Tu, Minha Anta, Hn
"Ut Pictura Poesis" e verossimilhança na doutrina do conceito no século XVII colonial
Neste texto, trato do pressuposto doutrinario do conceito engenhoso da poesia e da oratoria seiscentistas, citando autores brasileiros, peruanos e mexicanos, como Gregorio de Matos, Vieira, Caviedes e Sor Juana Ines de la Cruz. A diversidade estilistica e as circunstâncias de producao e consumo de suas obras sao obviamente grandes e aqui nao me ocupo de nenhuma delas em particular. Referindo-as segundo a oportunidade, vou toma-las como exemplos d…
Terceira Margem
A unidade da enunciação de Riobaldo, em Grande sertão: veredas, aparece cindida pela oposição complementar de dois princípios construtivos, como um jogo com sinônimos (vários nomes para um ser só, "Deus") e homônimos (um só nome para coisas e eventos, "Diabo"). A oposição é talvez o principal operador metalinguistico do texto e é por ela que são articulados outros níveis de sentido do romance, como o das alegorias da filosofia neoplatônica, o da …
Práticas Letradas Seiscentistas
O fim do texto é a discussão histórica de práticas de representação italianas, espanholas e luso-brasileiras do século XVII hoje anacronicamente unificadas como “Barroco". Analisa modelos teológico-políticos e retóricos da agudeza que caracteriza a racionalidade de Corte dramatizada nelas, particularizando a análise com EI Díscreto, de Baltazar Gracián
Barroco, neobarroco e outras ruínas
O texto propõe que a reconstituição dos códigos bibliográficos, dos códigos retórico-poéticos e dos condicionamentos materiais e institucionais das representações luso-brasileiras do século XVII não necessita da noção dedutiva de “barroco” que as classifica universalizando categorias críticas próprias do contínuo e da psicologia idealistas
Categorias epidíticas da ekphrasis
causas deliberativas
Pedra E Cal: Freiráticos Na Sátira Luso-Brasileirado Século Xxvii
Positivo/natural: Sátira Barroca E Anatomia Política
Na sátira barroca atribuída a Gregorio de Matos e Guerra (Bahia, 1682/1694), a ordem do conceito engenhoso dramatiza o conceito de ordem, segundo a doutrina neo-escolástica do corpo místico do Estado como vontade unificada no pacto de sujeição à persona mystiça do Rei. Nele, os vários topoi teológico-políticos elaboram e confirmam o conceito moderno de poder soberano absoluto. Não são mera ornamentação de uma retórica do poder "voltando" à Idade …
"Ut Pictura Poesis" e verossimilhança na doutrina do conceito no século XVII colonial
Neste texto, trato do pressuposto doutrinario do conceito engenhoso da poesia e da oratoria seiscentistas, citando autores brasileiros, peruanos e mexicanos, como Gregorio de Matos, Vieira, Caviedes e Sor Juana Ines de la Cruz. A diversidade estilistica e as circunstâncias de producao e consumo de suas obras sao obviamente grandes e aqui nao me ocupo de nenhuma delas em particular. Referindo-as segundo a oportunidade, vou toma-las como exemplos d…
O nu e a luz: Cartas jesuíticas do Brasil: Nóbrega: 1549-1558
O texto estuda as convenções retóricas e teológico-políticas das cartas brasileiras do Pe. Manuel da Nóbrega, no século XVI, como categorias de pensamento da "conquista espiritual" do gentio
Malhado ou malhadiço: A Escravidão Na Sátira Barroca
Através do estudo da sátira enquanto gênero, o autor elabora as inter-relações entre forma e discursos locais, os topoi retóricos e a sociedade em que viveu Gregorio de Matos. A sátira é ortodoxa. As convenções retóricas reforçam o campo institucional de modo que reafirmam os padrões morais e hierárquicos normativos da época. As referências aos mulatos reforçam os preconceitos da sociedade bahiana, enquanto topoi e persona realçam a hierarquia ib…
Uma Estrela de mil pontas
Positivo/natural: Sátira Barroca E Anatomia Política
Na sátira barroca atribuída a Gregorio de Matos e Guerra (Bahia, 1682/1694), a ordem do conceito engenhoso dramatiza o conceito de ordem, segundo a doutrina neo-escolástica do corpo místico do Estado como vontade unificada no pacto de sujeição à persona mystiça do Rei. Nele, os vários topoi teológico-políticos elaboram e confirmam o conceito moderno de poder soberano absoluto. Não são mera ornamentação de uma retórica do poder "voltando" à Idade …
Ortônimo, sinônimo, homônimo: Retórica do anônimo
Nos Diálogos platônicos, as questões retóricas incluem-se como mimontologia ou dramatização de tipos e gêneses ideais. A discussão da linguagem, no Crátilo, e a da dialética, no Sofista, diagramam uma "semântica" original e sua sintaxe "or-tótica", prescritas como base não-mimética da mímesis como alétheia oposta às práticas sofistas do discurso
Experimental/Exemplar: Hélio Oiticica Utopia/Arquivo
Práticas Letradas Seiscentistas
O fim do texto é a discussão histórica de práticas de representação italianas, espanholas e luso-brasileiras do século XVII hoje anacronicamente unificadas como “Barroco". Analisa modelos teológico-políticos e retóricos da agudeza que caracteriza a racionalidade de Corte dramatizada nelas, particularizando a análise com EI Díscreto, de Baltazar Gracián
Leitura de Chartier
O nu e a luz: Cartas jesuíticas do Brasil: Nóbrega: 1549-1558
O texto estuda as convenções retóricas e teológico-políticas das cartas brasileiras do Pe. Manuel da Nóbrega, no século XVI, como categorias de pensamento da "conquista espiritual" do gentio
Terceira Margem
A unidade da enunciação de Riobaldo, em Grande sertão: veredas, aparece cindida pela oposição complementar de dois princípios construtivos, como um jogo com sinônimos (vários nomes para um ser só, "Deus") e homônimos (um só nome para coisas e eventos, "Diabo"). A oposição é talvez o principal operador metalinguistico do texto e é por ela que são articulados outros níveis de sentido do romance, como o das alegorias da filosofia neoplatônica, o da …
"Ut Pictura Poesis" e verossimilhança na doutrina do conceito no século XVII colonial
Neste texto, trato do pressuposto doutrinario do conceito engenhoso da poesia e da oratoria seiscentistas, citando autores brasileiros, peruanos e mexicanos, como Gregorio de Matos, Vieira, Caviedes e Sor Juana Ines de la Cruz. A diversidade estilistica e as circunstâncias de producao e consumo de suas obras sao obviamente grandes e aqui nao me ocupo de nenhuma delas em particular. Referindo-as segundo a oportunidade, vou toma-las como exemplos d…
Tu, Minha Anta, Hn
Correspondência de Antônio Vieira (1646-1694): O Decoro
Os dois subgêneros epistolares desenvolvidos por Antônio Vieira entre 1646 e 1696, a carta familiar e a carta negocial, reatualizam os preceitos das artes dictaminis antigas. Escritas como imitação verossímil e decorosa de fala de pessoa natural, as canas produzem a presença do corpo e voz do remetente, reativando neo-escolasticamente as técnicas da sermocinatio latina. A comunicação tratará de categorias retóricas e teológico-políticas das artic…
Barroco, neobarroco e outras ruínas
O texto propõe que a reconstituição dos códigos bibliográficos, dos códigos retórico-poéticos e dos condicionamentos materiais e institucionais das representações luso-brasileiras do século XVII não necessita da noção dedutiva de “barroco” que as classifica universalizando categorias críticas próprias do contínuo e da psicologia idealistas
Pedra E Cal: Freiráticos Na Sátira Luso-Brasileirado Século Xxvii
"O imortal" e a verossimilhança
Quando republicou “O imortal”, em 1882, Machado de Assis continuava interessado na paródia e no pastiche como gêneros literários. A partir de 1880, tinha começado a usar autores ficcionais que escrevem textos improváveis ou inconfiáveis. Com eles, transform a a matéria social de seu tempo, relativizando e destruindo a representação fundamentada no pressuposto da adequação entre os signos, os conceitos e as estruturas da realidade objetiva. O text…
Categorias epidíticas da ekphrasis
causas deliberativas
Comentário sobre a conferência do Prof. Suzuki Sadami
A palavra-carcaça de Bonvicino
Entrevista com os professores
Entrevista sobre polêmicas literárias com os professores Alcir Pécora (Unicamp), Marcos Natali (USP), Roberto Acízelo (Uerj), Costa Lima (PUC-RJ), Alcides Villaça (USP), João Adolfo Hansen (USP) e Claudia Amigo Pino (USP
Wolfgang Streeck: Re-Forming Capitalism: Institutional Change in the German Political Economy
This book is a contribution to the ongoing debate about change and stability in the institutions of political economies. Taking Germany—the classic example of a ‘coordinated market economy’ within the Varieties of Capitalism literature—as an empirical starting point, the book addresses different ways of conceptualizing and explaining institutional change. The first part of the book consists of six chapters, containing accounts of the historical d…
Romantismo e barroco
A categoria “Barroco” foi utilizada dedutivamente pela primeira vez como categoria estética positiva por um autor neokantiano, Heinrich Wölfflin, em 1888. Desde então, passou-se a acreditar que “O Barroco” existiu em si, ante rem, sempre se esquecendo de que a noção de “barroco” não tem existência independente do corpus usado para defini-la
Norma e obscenidade em Gregório de Matos, Glauco Mattoso e Hilda Hilst
Uma etimologia latina provavelmente falsa propõe que o termo obscaenum significa ob scaena, “fora da cena”, como o interdito que não deve ou não pode ser dado em representação. No texto Sade, mon prochain, Klossowski lembrou que o obsceno só existe num campo de normas que lhe conferem significação e sentido. Neste ensaio, vou falar de alguns valores poéticos e políticos particulares do obsceno na poesia que se atribui a Gregório de Matos e Guerra…
Autoria, obra e público na poesia colonial luso-brasileira atribuída a Gregório de Matos e Guerra
O artigo trata do corpus poético colonial atribuído a Gregório de Matos e Guerra (1633-1696), especi cando seus códigos linguísticos, retórico-poéticos e teológico-políticos, e códigos bibliográ cos, como a manuscritura. Descreve apropriações nacionalistas do corpus feitas por críticos brasileiros românticos, deterministas e modernistas dos séculos XIX e XX, propondo a historicidade seiscentista das categorias autor, obra, público como critério c…
A verossimilhança da familiaridade do não familiar na ficção antiga e moderna
O texto comenta os conceitos de não familiar ou estranho tratados por Freud em Das Unheimliche (1919), associando-os ao hábito e às rupturas do hábito para especificar a diferença da sua ocorrência na experiência individual, em que é significante de uma angústia, e na ficção, em que é figuração intencional. Distinguindo a figuração do não familiar na ficção antiga e na ficção moderna, propõe que na ficção antiga, como a de Luciano de Samósata, o …
Guidelines for Reading Vieira
Humanities (17 works) · Philosophy (14 works) · Literature, Culture, and Criticism (13 works) · Art (12 works) · Cultural, Media, and Literary Studies (7 works) · Computer Science (4 works) · History of Colonial Brazil (4 works) · Linguistics and Education Research (4 works) · Linguistics and Language Studies (4 works) · Psychology and Mental Health (4 works)