Simone Pereira Schmidt
Biographic Data
| ID | 3645235 |
|---|---|
| NAME | Simone Pereira Schmidt |
| GIVEN NAMES | Simone Pereira |
| FAMILY NAME | Schmidt |
| SIGNATURE | SCHMIDT S P |
| AFFILIATIONS | Universidade Federal de Santa Catarina |
| ORCID | 0000-0002-4650-5368 |
| VERIFIED | Yes |
| TOTAL WORKS | 15 |
| TOTAL CITATIONS | 12 |
| AUTHOR COUNT | 15 |
| EDITOR COUNT | 0 |
| FIRST PUBLICATION YEAR | 2003 |
| LATEST PUBLICATION YEAR | 2024 |
| H-INDEX | 3 |
Feminismos Decoloniais e Teoria Literária
Nas últimas quatro décadas, a crítica feminista e a crítica pós-colonial/decolonial transformaram profundamente os estudos literários. Essas abordagens buscaram incluir nos cânones literários vozes marginalizadas — mulheres, pessoas racializadas, indígenas, sujeitos LGBTQIA+, autores de línguas periféricas — desafiando a tradição eurocêntrica, branca e masculina dominante. Além da crítica às representações e estéticas hegemônicas, propuseram nova…
Violências, podres poderes e a resistência das mulheres
O artigo propõe uma discussão sobre as violências que têm sido perpetradas historicamente contra as mulheres, especialmente contra as mulheres negras, e suas estratégias estéticas e políticas de resistência. Nos exemplos analisados, encontram-se autoras de língua portuguesa, tais como Lélia Gonzalez, Paulina Chiziane e Grada Kilomba, além da escritora chicana Gloria Anzaldúa
Feminismos Transnacionais
Secção temática deste numero da REF que reúne textos de diversas autoras sobre a temática dos Feminismos Transnacionais. Dossier organizado por Ana Gabriela Macedo (UMinho) e Simone Schmidt (UFSC)
Mulheres, negritude e a construção de uma modernidade transnacional
Partindo do conceito de negritude formulado por Aimé Césaire, proponho uma reflexão sobre os desdobramentos da negritude em diferentes momentos históricos, nos quais o conceito é ressignificado através de interpretações que atendem às demandas políticas e culturais de cada contexto. Assim, meu texto pretende enfocar duas vozes poéticas femininas que, de maneiras diversas, fazem ecoar os princípios da negritude, reinterpretando-a à luz de suas age…
A guerra segundo as mulheres
Tomando como referência O livro da paz da mulher angolana, organizado por Dya Kasembe e Paulina Chiziane, onde se reúnem testemunhos de mulheres sobre as guerras ocorridas em Angola desde os anos 60 até o início dos anos 2000, o artigo busca discutir o que significa uma poética da memória, aqui marcada por processos de desestabilização de identidades de gênero, sinalizando também a transposição de fronteiras subjetivas e a construção de novas pai…
Cravo Canela Bala E Favela
Based on the discussion about the subaltern woman's body as a stage of conflicts where the tensions resulting from Brazil's unequal gender, class and race relations unfold, this article intends to analyze recent fictional works -specifically the novels: Marilene Felinto's As mulheres de Tijucopapapo and Conceição Evaristo's Ponciá Vicêncio, as well as the film O céu de Suely, by Karim Aïnouz -in order to place them within the debate of translatio…
Traduzindo a memória colonial em português
Com enfoque nas intersecções existentes entre as categorias de gênero e raça na literatura de autoria feminina produzida contemporaneamente nos contextos africanos de língua portuguesa e brasileiro, o artigo busca desenvolver uma discussão sobre os modos de representação e as problematizações dessas categorias, com base na leitura de dois textos em especial: o romance Becos da memória, da brasileira Conceição Evaristo e o conto “Desencanto”, da e…
Rotas (trans)atlânticas na poesia africana do tempo colonial
A partir de meados do século XX, os autores africanos marcam sua produção poética com fortes tons libertários. Consolidava-se, na literatura, um discurso de afirmação identitária que desempenhou importante papel na luta anti-colonial. Dentre esses autores, a moçambicana Noémia de Sousa teve seu lugar de importância, e em sua poesia se pode ler o diálogo travado com intelectuais e artistas vinculados, direta ou indiretamente, com as lutas dos negr…
Cravo, canela, bala e favela
A partir da discussão sobre o lugar do corpo feminino subalterno, palco de conflitos onde se desdobram as tensões resultantes das relações desiguais de gênero, raça e classe no Brasil, este artigo se propõe a realizar uma leitura de textos ficcionais recentes - nomeadamente os romances As mulheres de Tijucopapo, de Marilene Felinto, e Ponciá Vicêncio, de Conceição Evaristo, e o filme O céu de Suely, de Karim Aïnouz -, inserindo-os no debate de um…
A seção Debates em revista
O artigo desenvolve uma reflexão sobre a seção Debates, recentemente criada na Revista Estudos Feministas. Ao discutir as propostas teóricas subjacentes a tal iniciativa, pretende-se enfocar a contribuição das práticas de tradução cultural para o feminismo contemporâneo, em suas estratégias de leitura, interpretação e difusão de saberes, bem como em sua agenda política atual
Navegando no atlântico pardo ou a lusofonia reinventada
O artigo pretende discutir o projeto colonial português e seus desdobramentos em termos de gênero e raça, tomando como ponto de partida o motivo da viagem e as rotas transnacionais do Atlântico Negro de Paul Gilroy. Para refletir sobre a "lusofonia" e suas implicações, dois romances são abordados: Nação Crioula e O ano em que Zumbi tomou o Rio, ambos do escritor angolano José Eduardo Agualusa
Uma casa chamada exílio
O artigo discute a experiência do exílio representada na literatura moçambicana atuaI, abordando especialmente a questão das identidades. A partir da leitura de dois romances de Mia Couto, Terra sonâmbula (1992) e Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra (2002), procura examinar como é vivenciado o exílio dentro do próprio país, enfocando a experiência dramática da guerra civil e a difícil reconstrução da nação no período posterior à guerra
Como e por que somos feministas
Este artigo pretende debater a tarefa de uma publicação feminista hoje, no contexto cultural e político latino-americano e, mais especificamente, brasileiro. Tomando o caso da Revista Estudos Feministas como referência, este debate propõe uma reflexão sobre o que significa ser feminista dentro deste contexto. Assim, o feminismo será analisado como prática teórica norteadora de nossas iniciativas, desdobrando-se em seus papéis de campo teórico, pr…
Entre o saber e o fazer
Além de uma tela só para si
A seção Debates em revista
O artigo desenvolve uma reflexão sobre a seção Debates, recentemente criada na Revista Estudos Feministas. Ao discutir as propostas teóricas subjacentes a tal iniciativa, pretende-se enfocar a contribuição das práticas de tradução cultural para o feminismo contemporâneo, em suas estratégias de leitura, interpretação e difusão de saberes, bem como em sua agenda política atual
Cravo, canela, bala e favela
A partir da discussão sobre o lugar do corpo feminino subalterno, palco de conflitos onde se desdobram as tensões resultantes das relações desiguais de gênero, raça e classe no Brasil, este artigo se propõe a realizar uma leitura de textos ficcionais recentes - nomeadamente os romances As mulheres de Tijucopapo, de Marilene Felinto, e Ponciá Vicêncio, de Conceição Evaristo, e o filme O céu de Suely, de Karim Aïnouz -, inserindo-os no debate de um…
Como e por que somos feministas
Este artigo pretende debater a tarefa de uma publicação feminista hoje, no contexto cultural e político latino-americano e, mais especificamente, brasileiro. Tomando o caso da Revista Estudos Feministas como referência, este debate propõe uma reflexão sobre o que significa ser feminista dentro deste contexto. Assim, o feminismo será analisado como prática teórica norteadora de nossas iniciativas, desdobrando-se em seus papéis de campo teórico, pr…
Feminismos Transnacionais
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Mulheres, negritude e a construção de uma modernidade transnacional
Partindo do conceito de negritude formulado por Aimé Césaire, proponho uma reflexão sobre os desdobramentos da negritude em diferentes momentos históricos, nos quais o conceito é ressignificado através de interpretações que atendem às demandas políticas e culturais de cada contexto. Assim, meu texto pretende enfocar duas vozes poéticas femininas que, de maneiras diversas, fazem ecoar os princípios da negritude, reinterpretando-a à luz de suas age…
Além de uma tela só para si
Como e por que somos feministas
Este artigo pretende debater a tarefa de uma publicação feminista hoje, no contexto cultural e político latino-americano e, mais especificamente, brasileiro. Tomando o caso da Revista Estudos Feministas como referência, este debate propõe uma reflexão sobre o que significa ser feminista dentro deste contexto. Assim, o feminismo será analisado como prática teórica norteadora de nossas iniciativas, desdobrando-se em seus papéis de campo teórico, pr…
Entre o saber e o fazer
Uma casa chamada exílio
O artigo discute a experiência do exílio representada na literatura moçambicana atuaI, abordando especialmente a questão das identidades. A partir da leitura de dois romances de Mia Couto, Terra sonâmbula (1992) e Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra (2002), procura examinar como é vivenciado o exílio dentro do próprio país, enfocando a experiência dramática da guerra civil e a difícil reconstrução da nação no período posterior à guerra
Navegando no atlântico pardo ou a lusofonia reinventada
O artigo pretende discutir o projeto colonial português e seus desdobramentos em termos de gênero e raça, tomando como ponto de partida o motivo da viagem e as rotas transnacionais do Atlântico Negro de Paul Gilroy. Para refletir sobre a "lusofonia" e suas implicações, dois romances são abordados: Nação Crioula e O ano em que Zumbi tomou o Rio, ambos do escritor angolano José Eduardo Agualusa
A seção Debates em revista
O artigo desenvolve uma reflexão sobre a seção Debates, recentemente criada na Revista Estudos Feministas. Ao discutir as propostas teóricas subjacentes a tal iniciativa, pretende-se enfocar a contribuição das práticas de tradução cultural para o feminismo contemporâneo, em suas estratégias de leitura, interpretação e difusão de saberes, bem como em sua agenda política atual
Cravo, canela, bala e favela
A partir da discussão sobre o lugar do corpo feminino subalterno, palco de conflitos onde se desdobram as tensões resultantes das relações desiguais de gênero, raça e classe no Brasil, este artigo se propõe a realizar uma leitura de textos ficcionais recentes - nomeadamente os romances As mulheres de Tijucopapo, de Marilene Felinto, e Ponciá Vicêncio, de Conceição Evaristo, e o filme O céu de Suely, de Karim Aïnouz -, inserindo-os no debate de um…
Rotas (trans)atlânticas na poesia africana do tempo colonial
A partir de meados do século XX, os autores africanos marcam sua produção poética com fortes tons libertários. Consolidava-se, na literatura, um discurso de afirmação identitária que desempenhou importante papel na luta anti-colonial. Dentre esses autores, a moçambicana Noémia de Sousa teve seu lugar de importância, e em sua poesia se pode ler o diálogo travado com intelectuais e artistas vinculados, direta ou indiretamente, com as lutas dos negr…
Traduzindo a memória colonial em português
Com enfoque nas intersecções existentes entre as categorias de gênero e raça na literatura de autoria feminina produzida contemporaneamente nos contextos africanos de língua portuguesa e brasileiro, o artigo busca desenvolver uma discussão sobre os modos de representação e as problematizações dessas categorias, com base na leitura de dois textos em especial: o romance Becos da memória, da brasileira Conceição Evaristo e o conto “Desencanto”, da e…
Cravo Canela Bala E Favela
Based on the discussion about the subaltern woman's body as a stage of conflicts where the tensions resulting from Brazil's unequal gender, class and race relations unfold, this article intends to analyze recent fictional works -specifically the novels: Marilene Felinto's As mulheres de Tijucopapapo and Conceição Evaristo's Ponciá Vicêncio, as well as the film O céu de Suely, by Karim Aïnouz -in order to place them within the debate of translatio…
A guerra segundo as mulheres
Tomando como referência O livro da paz da mulher angolana, organizado por Dya Kasembe e Paulina Chiziane, onde se reúnem testemunhos de mulheres sobre as guerras ocorridas em Angola desde os anos 60 até o início dos anos 2000, o artigo busca discutir o que significa uma poética da memória, aqui marcada por processos de desestabilização de identidades de gênero, sinalizando também a transposição de fronteiras subjetivas e a construção de novas pai…
Feminismos Transnacionais
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Mulheres, negritude e a construção de uma modernidade transnacional
Partindo do conceito de negritude formulado por Aimé Césaire, proponho uma reflexão sobre os desdobramentos da negritude em diferentes momentos históricos, nos quais o conceito é ressignificado através de interpretações que atendem às demandas políticas e culturais de cada contexto. Assim, meu texto pretende enfocar duas vozes poéticas femininas que, de maneiras diversas, fazem ecoar os princípios da negritude, reinterpretando-a à luz de suas age…
Violências, podres poderes e a resistência das mulheres
O artigo propõe uma discussão sobre as violências que têm sido perpetradas historicamente contra as mulheres, especialmente contra as mulheres negras, e suas estratégias estéticas e políticas de resistência. Nos exemplos analisados, encontram-se autoras de língua portuguesa, tais como Lélia Gonzalez, Paulina Chiziane e Grada Kilomba, além da escritora chicana Gloria Anzaldúa
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Nas últimas quatro décadas, a crítica feminista e a crítica pós-colonial/decolonial transformaram profundamente os estudos literários. Essas abordagens buscaram incluir nos cânones literários vozes marginalizadas — mulheres, pessoas racializadas, indígenas, sujeitos LGBTQIA+, autores de línguas periféricas — desafiando a tradição eurocêntrica, branca e masculina dominante. Além da crítica às representações e estéticas hegemônicas, propuseram nova…
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