Paulo Edison Reyes
Biographic Data
| ID | 3886007 |
|---|---|
| NAME | Paulo Edison Reyes |
| GIVEN NAMES | Paulo Edison |
| FAMILY NAME | Reyes |
| SIGNATURE | REYES P E |
| AFFILIATIONS | Universidade Federal do Rio Grande do Sul |
| ORCID | 0000-0003-0198-1800 |
| VERIFIED | Yes |
| TOTAL WORKS | 17 |
| TOTAL CITATIONS | 0 |
| WORKS AS AUTHOR | 17 |
| WORKS AS EDITOR | 0 |
| FIRST PUBLICATION YEAR | 2018 |
| LATEST PUBLICATION YEAR | 2025 |
| H-INDEX | 0 |
Efeitos Socioambientais Do Sistema Econômico
Há uma paisagem urbana crescente nas cidades, não visível em seu skyline, mas evidente nos espaços públicos e privados, que reflete as operações de um sistema em colapso e de exploração máxima do ambiente natural. A segregação, antes percebida como espacial — seja pela localização ou pela baixa qualidade dos investimentos, especialmente em habitação — manifesta-se nos corpos de cidadãos que habitam praças e ruas, expondo a crise urbana e o esgota…
O Corpo E a Rua
A proposta deste artigo é explorar as possibilidades e transversalidades da performance em uma interface corpo-cidade, ao olhar para o carnaval de rua e explorar os diferentes desdobramentos referentes a outras territorialidades. Tais reflexões se dão a partir das vivências carnavalescas do coletivo artístico Bloco da Laje, entre os anos de 2022 e 2023, especialmente a partir da análise da performance artística Pregadão, registradas a partir de u…
Paisagens Pós-Antropoceno
Práticas Urbanas Insurgentes Como Participação Popular No Planejamento Urbano
Este artigo é fruto de um pensamento que investiga formas de atuação política e estética na cidade contemporânea. Debatemos como práticas urbanas insurgentes, que reconhecemos nas okupas, utilizam-se do espaço para produzir enunciados contrahegemônicos. Propomos relacionar uma série de ocupações, como um modo próprio de participação popular, em que grupos exoneram a coerção do Estado ou da propriedade privada, e investem em um poder de gestão col…
A Paisagem E O Desfazimento Do Sujeito
Neste trabalho refletimos acerca da paisagem a partir da ideia de um possível desvanecimento do sujeito moderno em um período Pós-Antropoceno. O objetivo é demonstrar como a crise dessa ideia de sujeito produziu variações no entendimento da noção de paisagem, desde o seu surgimento enquanto conceito, no início do século XX, até um período Pós-Antropoceno, ainda porvir. Assim, o texto é organizado em quatro seções: a primeira oferece uma leitura d…
Brinca-Se a Fantasia, Cria-Se a Si Mesmo
A proposta deste artigo é de explorar o papel da estética enquanto elemento constituidor do carnaval de rua e suas interconexões com as identidades LGBTQIAPN+, explorando suas derivações em uma estética camp. O texto sustenta a importância da expressão estética como ação política nesse acontecimento, criando a si mesmo em fantasia, assim como os implicativos de sociabilização e da criação. Por fim, entende-se o Carnaval como um acontecimento sing…
A natureza como criação
Este artigo faz uma reflexão a partir de um conjunto de fotografias como testemunho histórico em respeito à emergência climática. Toma três eixos conceituais: a imagem como testemunho em Didi-Huberman articulado ao sentido de sublime em Kant; o habitar a Terra em Latour e o de intrusão de Gaia em Stengers; a noção de ruína em Simmel. Essa tragédia climática explicita a relação desigual do território, a negligência do governo local e o negacionism…
O Corpo E a Cena
A partir de observações no cotidiano das cidades, este artigo reflete como as contranarrativas da rua podem elaborar um conteúdo crítico sobre as próprias práticas epistêmicas do pensamento urbano e incentivar o conhecimento dos corpos urbanos estigmatizados. Para isto, elaborou-se uma narrativa sobre uma cena inusitada, a cama de um morador em situação de rua em frente a um registro de imóveis, analisando criticamente as imagens do percurso por …
O Território Como Ato
Este ensaio se inscreve num viés analítico que entende a cidade pelos seus movimentos corpóreos, que a adentram e a transformam desde seu viver e de suas vivências até a sua escritura. São táticas mais do que estratégias que entendemos ser os operadores da experiência da cidade. O objetivo posto neste texto é produzir uma espécie de cartografia histórica que recupera alguns dos principais pensadores ao longo do século XX que compreendiam a cidade…
Entre Imagens Abandonos
Este ensaio reflete sobre o abandono, partindo de registros fotográficos de uma situação de vulnerabilidade. O enfoque dado é a relação que se estabelece entre a precariedade confrontada com o direito à vida urbana. Como método de abordagem, utiliza-se a montagem, na perspectiva de Georges Didi-Huberman. O objetivo deste artigo é desdobrar, entre imagens, o sentido de abandono. Por um lado, como registro e denúncia por aquele que está fora do pro…
Paisagem, um ensaio entre horizontes
Este artigo parte da noção de Antropoceno para pensar o que significa “projetar a paisagem”. Mesmo entendendo que a categoria paisagem tem sentido polissêmico, transversal e multidimensional, o recorte interpretativo neste texto se dá na interface Filosofia e Arquitetura. A intenção é pensar o projeto da paisagem a partir da categoria horizonte em um sentido duplo: o espacial, dado pelo olhar na ação perceptiva, portanto, estética; e o temporal, …
Poética da mão
Este artigo recupera a dimensão de um fazer projetual presente nas práticas do Grupo Arquitetura Nova e na teoria de Sérgio Ferro. Primeiramente, por meio de um olhar analítico, extraímos o conceito de “poética da mão” de dentro da poética da economia e de suas periferias, atribuindo-lhe status próprio e papel criativo insurgente. Para tanto, nos dedicamos a organizar os fragmentos dessa poética, buscando alguns insights que facilitem pensar outr…
Desestabilizar, desprogramar, deformar
Este artigo lança uma reflexão acerca do planejamento e do projeto em urbanismo a partir de produções latino-americanas recentes, que discutem a periferização enquanto processo territorializante e produção estética. A proposta toma corpo através do diálogo entre trabalhos dos artistas Ernesto Oroza (cubano) e Héctor Zamora (mexicano) e do grupo de arquitetura Elemental (chileno). Tratam-se de experiências calcadas na estética informal das perifer…
Envelhecer Pelo Olhar Da Montagem
Este ensaio se apresenta como um exercício do ver sobre o envelhecer na cidade contemporânea, apostando na montagem, conforme elaborada por Aby Warburg, como um procedimento de leitura da realidade urbana. A montagem, aqui neste texto, é produzida por fragmentos de obras literárias e registros fotográficos aleatórios sobre a cidade. Dessa forma nos perguntamos: pode a montagem dar a ver sobre o envelhecer na cidade? De que modo ela o faz? E ainda…
As margens espacializadas de Francis Alÿs
Francis Alÿs, artista belga naturalizado mexicano, tem uma poética notoriamente urbana e intimamente ligada à sua formação como arquiteto. Seus trabalhos, contudo, não são pautados pelos princípios vitruvianos de firmitas, tampouco de utilitas, e mesmo a beleza (ou venustas) de suas ações destoa dos cânones da história da arte. A trajetória de Alÿs emerge de fábulas que dão vida a rituais de desterritorialização-reterritorialização inventados pel…
Um Habitar menor
Este artigo problematiza o habitar a cidade a partir de sua dimensão projetual, utilizando como abordagem teórica a noção de “menor” proposta por Gilles Deleuze e Félix Guattari. Para eles, “menor” se relaciona a noções minoritárias como resistência a lógicas maiores – macropolíticas e metanarrativas que constituem os campos disciplinares – e funcionam como uma potência no âmbito do micropolítico ao produzir uma espécie de ruído em uma lógica mai…
Planejamento Urbano e Regional - Volume 1
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Planejamento Urbano e Regional - Volume 1
Um Habitar menor
Este artigo problematiza o habitar a cidade a partir de sua dimensão projetual, utilizando como abordagem teórica a noção de “menor” proposta por Gilles Deleuze e Félix Guattari. Para eles, “menor” se relaciona a noções minoritárias como resistência a lógicas maiores – macropolíticas e metanarrativas que constituem os campos disciplinares – e funcionam como uma potência no âmbito do micropolítico ao produzir uma espécie de ruído em uma lógica mai…
Envelhecer Pelo Olhar Da Montagem
Este ensaio se apresenta como um exercício do ver sobre o envelhecer na cidade contemporânea, apostando na montagem, conforme elaborada por Aby Warburg, como um procedimento de leitura da realidade urbana. A montagem, aqui neste texto, é produzida por fragmentos de obras literárias e registros fotográficos aleatórios sobre a cidade. Dessa forma nos perguntamos: pode a montagem dar a ver sobre o envelhecer na cidade? De que modo ela o faz? E ainda…
As margens espacializadas de Francis Alÿs
Francis Alÿs, artista belga naturalizado mexicano, tem uma poética notoriamente urbana e intimamente ligada à sua formação como arquiteto. Seus trabalhos, contudo, não são pautados pelos princípios vitruvianos de firmitas, tampouco de utilitas, e mesmo a beleza (ou venustas) de suas ações destoa dos cânones da história da arte. A trajetória de Alÿs emerge de fábulas que dão vida a rituais de desterritorialização-reterritorialização inventados pel…
Poética da mão
Este artigo recupera a dimensão de um fazer projetual presente nas práticas do Grupo Arquitetura Nova e na teoria de Sérgio Ferro. Primeiramente, por meio de um olhar analítico, extraímos o conceito de “poética da mão” de dentro da poética da economia e de suas periferias, atribuindo-lhe status próprio e papel criativo insurgente. Para tanto, nos dedicamos a organizar os fragmentos dessa poética, buscando alguns insights que facilitem pensar outr…
Desestabilizar, desprogramar, deformar
Este artigo lança uma reflexão acerca do planejamento e do projeto em urbanismo a partir de produções latino-americanas recentes, que discutem a periferização enquanto processo territorializante e produção estética. A proposta toma corpo através do diálogo entre trabalhos dos artistas Ernesto Oroza (cubano) e Héctor Zamora (mexicano) e do grupo de arquitetura Elemental (chileno). Tratam-se de experiências calcadas na estética informal das perifer…
O Corpo E a Cena
A partir de observações no cotidiano das cidades, este artigo reflete como as contranarrativas da rua podem elaborar um conteúdo crítico sobre as próprias práticas epistêmicas do pensamento urbano e incentivar o conhecimento dos corpos urbanos estigmatizados. Para isto, elaborou-se uma narrativa sobre uma cena inusitada, a cama de um morador em situação de rua em frente a um registro de imóveis, analisando criticamente as imagens do percurso por …
O Território Como Ato
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Entre Imagens Abandonos
Este ensaio reflete sobre o abandono, partindo de registros fotográficos de uma situação de vulnerabilidade. O enfoque dado é a relação que se estabelece entre a precariedade confrontada com o direito à vida urbana. Como método de abordagem, utiliza-se a montagem, na perspectiva de Georges Didi-Huberman. O objetivo deste artigo é desdobrar, entre imagens, o sentido de abandono. Por um lado, como registro e denúncia por aquele que está fora do pro…
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Este artigo parte da noção de Antropoceno para pensar o que significa “projetar a paisagem”. Mesmo entendendo que a categoria paisagem tem sentido polissêmico, transversal e multidimensional, o recorte interpretativo neste texto se dá na interface Filosofia e Arquitetura. A intenção é pensar o projeto da paisagem a partir da categoria horizonte em um sentido duplo: o espacial, dado pelo olhar na ação perceptiva, portanto, estética; e o temporal, …
O Corpo E a Rua
A proposta deste artigo é explorar as possibilidades e transversalidades da performance em uma interface corpo-cidade, ao olhar para o carnaval de rua e explorar os diferentes desdobramentos referentes a outras territorialidades. Tais reflexões se dão a partir das vivências carnavalescas do coletivo artístico Bloco da Laje, entre os anos de 2022 e 2023, especialmente a partir da análise da performance artística Pregadão, registradas a partir de u…
Paisagens Pós-Antropoceno
Práticas Urbanas Insurgentes Como Participação Popular No Planejamento Urbano
Este artigo é fruto de um pensamento que investiga formas de atuação política e estética na cidade contemporânea. Debatemos como práticas urbanas insurgentes, que reconhecemos nas okupas, utilizam-se do espaço para produzir enunciados contrahegemônicos. Propomos relacionar uma série de ocupações, como um modo próprio de participação popular, em que grupos exoneram a coerção do Estado ou da propriedade privada, e investem em um poder de gestão col…
A Paisagem E O Desfazimento Do Sujeito
Neste trabalho refletimos acerca da paisagem a partir da ideia de um possível desvanecimento do sujeito moderno em um período Pós-Antropoceno. O objetivo é demonstrar como a crise dessa ideia de sujeito produziu variações no entendimento da noção de paisagem, desde o seu surgimento enquanto conceito, no início do século XX, até um período Pós-Antropoceno, ainda porvir. Assim, o texto é organizado em quatro seções: a primeira oferece uma leitura d…
Brinca-Se a Fantasia, Cria-Se a Si Mesmo
A proposta deste artigo é de explorar o papel da estética enquanto elemento constituidor do carnaval de rua e suas interconexões com as identidades LGBTQIAPN+, explorando suas derivações em uma estética camp. O texto sustenta a importância da expressão estética como ação política nesse acontecimento, criando a si mesmo em fantasia, assim como os implicativos de sociabilização e da criação. Por fim, entende-se o Carnaval como um acontecimento sing…
A natureza como criação
Este artigo faz uma reflexão a partir de um conjunto de fotografias como testemunho histórico em respeito à emergência climática. Toma três eixos conceituais: a imagem como testemunho em Didi-Huberman articulado ao sentido de sublime em Kant; o habitar a Terra em Latour e o de intrusão de Gaia em Stengers; a noção de ruína em Simmel. Essa tragédia climática explicita a relação desigual do território, a negligência do governo local e o negacionism…
Efeitos Socioambientais Do Sistema Econômico
Há uma paisagem urbana crescente nas cidades, não visível em seu skyline, mas evidente nos espaços públicos e privados, que reflete as operações de um sistema em colapso e de exploração máxima do ambiente natural. A segregação, antes percebida como espacial — seja pela localização ou pela baixa qualidade dos investimentos, especialmente em habitação — manifesta-se nos corpos de cidadãos que habitam praças e ruas, expondo a crise urbana e o esgota…
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