Eduardo Wright Cardoso
Biographic Data
| ID | 413337 |
|---|---|
| NAME | Eduardo Wright Cardoso |
| GIVEN NAMES | Eduardo Wright |
| FAMILY NAME | Cardoso |
| SIGNATURE | CARDOSO E W |
| AFFILIATIONS | Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro |
| ORCID | 0000-0002-6932-1000 |
| VERIFIED | Yes |
| TOTAL WORKS | 11 |
| TOTAL CITATIONS | 1 |
| AUTHOR COUNT | 11 |
| EDITOR COUNT | 0 |
| FIRST PUBLICATION YEAR | 2012 |
| LATEST PUBLICATION YEAR | 2025 |
| H-INDEX | 1 |
A Independência em versos
How is it possible to understand the discrepancy between a work that was conceived as monumental and its presence limited to the footnotes? Using this question as a starting point for this article, the aim is to discuss the historiographical and memorialistic intent expressed by the epic A Independência do Brasil, by Antônio Gonçalves Teixeira e Sousa (1812-1861), published in two volumes in 1847 and 1855. How is the history of a contemporary eve…
Entre muros e pontes
As relações, contatos e distanciamentos entre a história e a retórica nunca deixaram de inquietar historiadores(as) e teóricos(as) da história, bem como oradores(as), retores(as) e filósofos(as). Se na Antiguidade o saber histórico tecia relações próximas com a prática retórica a ponto de ser possível caracterizar a historiografia antiga como uma "história retoricizada", na época contemporânea esse legado e suas consequências produziram debates i…
A autópsia como recurso à escrita da história
Recurso fundamental para a escrita da história antiga, a autópsia, concebida como o ato de ver por si mesmo, segundo François Hartog, não deixou de participar do desenvolvimento do conhecimento histórico na modernidade. É certo, todavia, que os pressupostos que nortearam o procedimento passaram por profundas modificações. O objetivo deste artigo é investigar o estatuto da autópsia como um recurso epistemológico para a historiografia brasileira du…
Em busca da mentira
A história nunca deixou de se confrontar com a mentira. Como argumenta Anthony Grafton, a falsificação é uma contraparte da busca pela verdade, podendo, inclusive, estimular procedimentos de atestação e verificação do saber histórico. Este trabalho investiga dois empreendimentos contemporâneos de desmascaramento da mentira, levados a cabo por historiadores profissionais. Pierre Vidal-Naquet, em "Os assassinos da memória", e Deborah E. Lipstadt, e…
"Por Uma História Dos Sertões Novas Perspectivas E Temporalidades Sobre O "Brasil Profundo
Falar sobre sertões permite destacar e tensionar categorias como lugar, paisagem e território. Os sertões nos levam também a refletir sobre passados, presentes e futuros. Mais ainda, os sertões podem ser concebidos como um eixo que articula essas duas dimensões: tempo e espaço. Conforme já sugeriram Johannes Fabian (2013) e Marshall Sahlins (1990), os contatos e, muitas vezes, os embates entre culturas diferentes, inscritas em espacialidades dive…
From Art as a Science to the Death of Poetry
This article reflects on the contacts and dialogues between literature and scientific thought in the works of Austrian writer Hermann Broch in the first half of the 20th century. His first novel, The Sleepwalkers [Die Schlafwandler] (1931-1932), points to certain interpretations, allusions and similarities in connection with thinkers such as Max Weber, Walter Benjamin and Hannah Arendt, which suggest the incorporation of literature to scientific …
A história como pintura
A apresentação de uma “história vívida”, capaz de “colocar os objetos narrados sob os olhos do leitor” ou a elaboração de uma “pintura da história” são procedimentos caros à historiografia francesa da primeira metade do século XIX. No entanto, esse investimento no caráter imagético da narrativa também pode ser encontrado nas reflexões clássicas e antigas sobre a escrita da história. Nesse artigo, o objetivo é discorrer sobre as possíveis reapropr…
Euclides da Cunha e a cor local
Publicada em 1902, a obra Os sertões, de Euclides da Cunha, tornou-se um clássico da reflexão e interpretação da realidade brasileira e, por extensão, ensejou o desenvolvimento de uma extensa fortuna crítica e analítica. O objetivo desse artigo é sugerir, pois, uma chave de leitura adicional que consiste em refletir sobre a produção euclidiana a partir do recurso narrativo da cor local. Embora amiúde associada à questão da construção da nacionali…
Uma nação para ser vista
Se durante o século XIX a escrita da história adquire contornos mais precisos, é importante reconhecer o papel da cor local neste processo. O dispositivo assegura, por um lado, o caráter nacional das produções intelectuais e, por outro, oferece meios de legitimação e fidelidade para as narrativas do período. O escopo deste artigo é, pois, não somente reafirmar a associação entre a cor local e a nação, mas sugerir possibilidades de apreensão do di…
As ciências da história no século XIX
Presentificando a natureza
Este artigo investiga a dimensão escriturária da historiografia nacional oitocentista. Com esse fim, selecionei como objeto de pesquisa os procedimentos descritivos inseridos nas obras historiográficas. Essas descrições, acredito, podem ser exploradas como tentativas de presentificação, posto que revelam o anseio de colocar o objeto descrito sob os olhos do leitor. Trata-se de uma estratégia que participa da própria construção do argumento histor…
Em busca da mentira
A história nunca deixou de se confrontar com a mentira. Como argumenta Anthony Grafton, a falsificação é uma contraparte da busca pela verdade, podendo, inclusive, estimular procedimentos de atestação e verificação do saber histórico. Este trabalho investiga dois empreendimentos contemporâneos de desmascaramento da mentira, levados a cabo por historiadores profissionais. Pierre Vidal-Naquet, em "Os assassinos da memória", e Deborah E. Lipstadt, e…
Presentificando a natureza
Este artigo investiga a dimensão escriturária da historiografia nacional oitocentista. Com esse fim, selecionei como objeto de pesquisa os procedimentos descritivos inseridos nas obras historiográficas. Essas descrições, acredito, podem ser exploradas como tentativas de presentificação, posto que revelam o anseio de colocar o objeto descrito sob os olhos do leitor. Trata-se de uma estratégia que participa da própria construção do argumento histor…
As ciências da história no século XIX
Uma nação para ser vista
Se durante o século XIX a escrita da história adquire contornos mais precisos, é importante reconhecer o papel da cor local neste processo. O dispositivo assegura, por um lado, o caráter nacional das produções intelectuais e, por outro, oferece meios de legitimação e fidelidade para as narrativas do período. O escopo deste artigo é, pois, não somente reafirmar a associação entre a cor local e a nação, mas sugerir possibilidades de apreensão do di…
Euclides da Cunha e a cor local
Publicada em 1902, a obra Os sertões, de Euclides da Cunha, tornou-se um clássico da reflexão e interpretação da realidade brasileira e, por extensão, ensejou o desenvolvimento de uma extensa fortuna crítica e analítica. O objetivo desse artigo é sugerir, pois, uma chave de leitura adicional que consiste em refletir sobre a produção euclidiana a partir do recurso narrativo da cor local. Embora amiúde associada à questão da construção da nacionali…
A história como pintura
A apresentação de uma “história vívida”, capaz de “colocar os objetos narrados sob os olhos do leitor” ou a elaboração de uma “pintura da história” são procedimentos caros à historiografia francesa da primeira metade do século XIX. No entanto, esse investimento no caráter imagético da narrativa também pode ser encontrado nas reflexões clássicas e antigas sobre a escrita da história. Nesse artigo, o objetivo é discorrer sobre as possíveis reapropr…
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Em busca da mentira
A história nunca deixou de se confrontar com a mentira. Como argumenta Anthony Grafton, a falsificação é uma contraparte da busca pela verdade, podendo, inclusive, estimular procedimentos de atestação e verificação do saber histórico. Este trabalho investiga dois empreendimentos contemporâneos de desmascaramento da mentira, levados a cabo por historiadores profissionais. Pierre Vidal-Naquet, em "Os assassinos da memória", e Deborah E. Lipstadt, e…
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Recurso fundamental para a escrita da história antiga, a autópsia, concebida como o ato de ver por si mesmo, segundo François Hartog, não deixou de participar do desenvolvimento do conhecimento histórico na modernidade. É certo, todavia, que os pressupostos que nortearam o procedimento passaram por profundas modificações. O objetivo deste artigo é investigar o estatuto da autópsia como um recurso epistemológico para a historiografia brasileira du…
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