J D S E Silva
Biographic Data
| ID | 45899 |
|---|---|
| NAME | J D S E Silva |
| GIVEN NAMES | J D S E |
| FAMILY NAME | Silva |
| SIGNATURE | SILVA J D S E |
| AFFILIATIONS | Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará |
| ORCID | 0000-0001-7611-4790 |
| VERIFIED | Yes |
| TOTAL WORKS | 15 |
| TOTAL CITATIONS | 6 |
| AUTHOR COUNT | 15 |
| EDITOR COUNT | 0 |
| FIRST PUBLICATION YEAR | 2012 |
| LATEST PUBLICATION YEAR | 2025 |
| H-INDEX | 1 |
De vales e chapadas: Quintais produtivos e regimes de natureza na perspectiva de mulheres assentadas em Rondon do Pará
O trabalho discute regimes de natureza na perspectiva de mulheres camponesas assentadas da reforma agrária que trabalham com quintais produtivos em Rondon do Pará, Amazônia Oriental brasileira. Está centrado em uma abordagem compreensiva dos regimes orgânico e capitalista de natureza, como paisagens em tensão. Adota-se como referencial teórico principal a proposta de ecologia política antropológica de Escobar (2005), descrevendo e analisando narr…
O cantor indígena e suas práticas culturais na Terra Indígena Mãe Maria
Localizada no município de Bom Jesus do Tocantins, no sudeste do Pará, a Terra Indígena Mãe Maria (TIMM) é constituída por três grupos indígenas: os Akrãtikatêjê, os Parkatêjê e os Kỳikatêjê, denominados também "Gaviões do Pará". Oriundos de um processo histórico de desterritorialização de suas antigas e diferentes terras, no contexto da extração da castanha, da construção da Transamazônica e da Usina Hidrelétrica de Tucuruí (UHET), no interregno…
Relações de contato na Terra Indígena Mãe Maria (PA): O mito Hàkti mẽ Kuhỳ (Gavião real e Fogo)
Durante a segunda metade do século XX, a Amazônia foi palco da intensificação das ditas políticas de colonização do Estado brasileiro. Esse processo teve como consequência o deslocamento compulsório do povo indígena Gavião (Kỳikatêjê, Parkatêjê e Akrãtikatêjê) para a Terra Indígena Mãe Maria, localizada no sudeste do Pará. O artigo analisa como as lideranças indígenas pensam o mito Hàkti mẽ Kuhỳ (Gavião real e Fogo) enquanto discurso cuja interpr…
A cidade aberta ao Céu Xamânico: Percurso de pesquisas e práticas ritualísticas no Instituto Xamânico Céu da Ayahuasca em Marabá, Pará
Neste trabalho, situamos o município de Marabá, no sudeste do Pará, sua constituição histórica, social e cultural. Refletindo a relação das pessoas com os rios afluentes da cidade - Tocantins, Itacaiunas e Araguaia -, os períodos de inverno/verão amazônico e sua importância para a manutenção de práticas culturais e xamânicas. Foi realizada uma pesquisa no Instituto Xamânico Céu da Ayahuasca, dirigido por Kim Acácio e Iara Domingues, localizado às…
A Defesa Da Democracia E Da Fé Cristã Segundo a “Frente Conservadora De Marabá-Pa”
Composto por pessoas de distintas orientações profissionais, a “Frente Conservadora de Marabá” (FCM) é um movimento de cunho político e moral que tem como objetivo a construção de uma “nova direita”, alinhada em suas diretrizes com a preservação de “valores democráticos, liberais e cristãos”, no sudeste paraense. Segundo os membros, enfrentar de forma democrática o campo da esquerda ou o “marxismo cultural” e defender o conservadorismo político s…
A Cidade do Encante de Cobra”: Encantaria e suas paisagens sutis na cidade de Bragança-PA
Os encantados são entidades evocadas nos terreiros de religiões afro-brasileiras, nas práticas de cura de pajés, rezadeiras e não sem frequência também se manifestam em corpos de animais dos rios e das matas (cobras, botos, macacos, aves). Além dos predicativos transformacionais, aos encantados é atribuído o poder de viverem em locais próprios nos fundos dos rios e debaixo das árvores, locais denominados de “encante”, “encantaria”, “morada do fun…
A sociobiodiversidade como estratégia para o desenvolvimento sustentável no Sudeste do Pará, Brasil
O Sudeste do Pará se insere em um complexo território étnico e ambiental na Amazônia Oriental, com um longo processo de ocupação por povos originários, seguido por migrantes e outros povos e comunidades tradicionais. Considerando estes aspectos, é discutido como a sociobiodiversidade, como reflexo da interação entre estas populações e o meio ambiente, é uma alternativa para o desenvolvimento sustentável na região, conciliando a conservação ambien…
Mãe Ana: Os Fundamentos Da Ciência Dos Encantados [Salgado Paraense]
O artigo apresenta a trajetória e a cosmovisão de Mãe Ana, rezadeira centenária iniciada junto aos príncipes e princesas encantados do "fundo oceânico", moradora da Vila de Japerica, região do Salgado paraense. Por meio de pesquisa de campo antropológica pretende-se analisar como a narradora elabora o que denomina de "ciência dos encantados" a partir das noções de "máquina de rezar", "pé de mandioca" e "contas", estes últimos termos utilizados pe…
Enrabamento, cura e proteção: Cosmologias do Caboclo Ataíde no Nordeste Paraense
O Caboclo Ataíde é uma entidade da encantaria amazônica que se manifesta próximo dos rios e mangues no litoral do nordeste paraense, município de Bragança, conhecido como um "caboclo" ou "encantado" que emerge das narrativas das populações locais sob a forma de animais. O artigo analisa a presença do encantado em dois aspectos. No primeiro, apreende-se o ato de "enrabar" pessoas em ambientes de pesca, retirada de caranguejo e festas, penetrando-l…
A cobra na cosmologia das rezadeiras amazônicas
O artigo apresenta os sentidos da presença da cobra na vida de populações amazônicas, entendendo-a como expressão cosmológica da manifestação de encantados e entidades de crenças afro-brasileiras e indígenas. A pesquisa baseia-se em narrativas orais de rezadeiras na Zona Bragantina, nordeste paraense. Através de leituras em Antropologia Social e orientação metodológica da História Oral, apreende-se o papel conferido a este ofídio enquanto element…
“No Calcanhar… Os Encantados Da Terra” Concepções De Diásporas Em Cosmologias Amazônicas
Acompanhando narrativas orais de rezadeira migrante do estado do Ceará para a região bragantina, estado do Pará, o presente artigo objetiva apreender trânsitos culturais da rezadeira no deslocamento com seres pertencentes ao panteão de entidades de cosmologias afro-brasileiras e indígenas denominados de “encantados”. Capazes de incorporar, acompanhar e fornecer o “dom” ou “feitura” de rezar e curar, tais existentes guardam a habilidade, de, em mo…
Artes do correr em paisagens da mata: A Corrida de Tora entre povos indígenas da Terra Indígena Mãe Maria, Pará
Localizada no sul e sudeste do Pará, a Terra Indígena "Mãe Maria" foi palco, na primeira quinzena do mês de Setembro em 2015, de uma reunião de povos indígenas denominada de "1o Encontro Hàk e Pán (Arara e Gavião) da Terra Indígena Mãe Maria". O encontro, dentre outros aspectos, teve como objetivo aproximar as aldeias, dirimir conflitos passados e manter as "tradições" indígenas. Neste ensaio, buscamos valorizar cenas do mundo cultural desses pov…
Diásporas de encantados na Amazônia Bragantina
Partindo de exercícios etnográficos, o texto apresenta experiências diaspóricas de mulheres rezadeiras que, ao migrarem do Nordeste brasileiro para a 'Amazônia Bragantina', no Estado do Pará, a partir da década de 1950, tiveram suas vidas marcadas pelo processo de iniciação junto a entidades da encantaria brasileira (Prandi, 2004). Em viagens noturnas a cemitérios, transfigurações, transportes físicos, vidências e andanças em corpos de animais, v…
Nas Dobras Da Memória Oficial: Cidade, Imagem E História Na Voz De Rezadeiras De Capanema-Pa
Em Capanema, no nordeste do Pará, mulheres rezadeiras, motivadas por fotografias, tecem narrativas históricas desvelando trajetórias de migrantes nordestinos para o município, elaborando representações do conflituoso cotidiano da vida urbana. Por meio de sensibilidades urdidas em simbiose de corpo, voz e imagens, as narradoras produzem práticas de leitura que permitem questionar a escrita convencional da história local, consagrada nos jogos menta…
Oralidades em tempos de possessões afroindígenas
Neste ensaio, seguindo rastros da metodologia da história oral, através de entrevistas com diferentes moradores, e mapeando discursos midiáticos, discutiremos sentidos de possessões indígenas e africanas em populações que habitam a Amazônia Bragantina. A base teórica parte dos estudos culturais e pós-coloniais, alcançando a antropologia das religiões para acompanhar possessões coletivas em crianças e adolescentes do sexo feminino na Vila Socorro …
Diásporas de encantados na Amazônia Bragantina
Partindo de exercícios etnográficos, o texto apresenta experiências diaspóricas de mulheres rezadeiras que, ao migrarem do Nordeste brasileiro para a 'Amazônia Bragantina', no Estado do Pará, a partir da década de 1950, tiveram suas vidas marcadas pelo processo de iniciação junto a entidades da encantaria brasileira (Prandi, 2004). Em viagens noturnas a cemitérios, transfigurações, transportes físicos, vidências e andanças em corpos de animais, v…
A sociobiodiversidade como estratégia para o desenvolvimento sustentável no Sudeste do Pará, Brasil
O Sudeste do Pará se insere em um complexo território étnico e ambiental na Amazônia Oriental, com um longo processo de ocupação por povos originários, seguido por migrantes e outros povos e comunidades tradicionais. Considerando estes aspectos, é discutido como a sociobiodiversidade, como reflexo da interação entre estas populações e o meio ambiente, é uma alternativa para o desenvolvimento sustentável na região, conciliando a conservação ambien…
Nas Dobras Da Memória Oficial: Cidade, Imagem E História Na Voz De Rezadeiras De Capanema-Pa
Em Capanema, no nordeste do Pará, mulheres rezadeiras, motivadas por fotografias, tecem narrativas históricas desvelando trajetórias de migrantes nordestinos para o município, elaborando representações do conflituoso cotidiano da vida urbana. Por meio de sensibilidades urdidas em simbiose de corpo, voz e imagens, as narradoras produzem práticas de leitura que permitem questionar a escrita convencional da história local, consagrada nos jogos menta…
Oralidades em tempos de possessões afroindígenas
Neste ensaio, seguindo rastros da metodologia da história oral, através de entrevistas com diferentes moradores, e mapeando discursos midiáticos, discutiremos sentidos de possessões indígenas e africanas em populações que habitam a Amazônia Bragantina. A base teórica parte dos estudos culturais e pós-coloniais, alcançando a antropologia das religiões para acompanhar possessões coletivas em crianças e adolescentes do sexo feminino na Vila Socorro …
Diásporas de encantados na Amazônia Bragantina
Partindo de exercícios etnográficos, o texto apresenta experiências diaspóricas de mulheres rezadeiras que, ao migrarem do Nordeste brasileiro para a 'Amazônia Bragantina', no Estado do Pará, a partir da década de 1950, tiveram suas vidas marcadas pelo processo de iniciação junto a entidades da encantaria brasileira (Prandi, 2004). Em viagens noturnas a cemitérios, transfigurações, transportes físicos, vidências e andanças em corpos de animais, v…
Artes do correr em paisagens da mata: A Corrida de Tora entre povos indígenas da Terra Indígena Mãe Maria, Pará
Localizada no sul e sudeste do Pará, a Terra Indígena "Mãe Maria" foi palco, na primeira quinzena do mês de Setembro em 2015, de uma reunião de povos indígenas denominada de "1o Encontro Hàk e Pán (Arara e Gavião) da Terra Indígena Mãe Maria". O encontro, dentre outros aspectos, teve como objetivo aproximar as aldeias, dirimir conflitos passados e manter as "tradições" indígenas. Neste ensaio, buscamos valorizar cenas do mundo cultural desses pov…
“No Calcanhar… Os Encantados Da Terra” Concepções De Diásporas Em Cosmologias Amazônicas
Acompanhando narrativas orais de rezadeira migrante do estado do Ceará para a região bragantina, estado do Pará, o presente artigo objetiva apreender trânsitos culturais da rezadeira no deslocamento com seres pertencentes ao panteão de entidades de cosmologias afro-brasileiras e indígenas denominados de “encantados”. Capazes de incorporar, acompanhar e fornecer o “dom” ou “feitura” de rezar e curar, tais existentes guardam a habilidade, de, em mo…
A cobra na cosmologia das rezadeiras amazônicas
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O Caboclo Ataíde é uma entidade da encantaria amazônica que se manifesta próximo dos rios e mangues no litoral do nordeste paraense, município de Bragança, conhecido como um "caboclo" ou "encantado" que emerge das narrativas das populações locais sob a forma de animais. O artigo analisa a presença do encantado em dois aspectos. No primeiro, apreende-se o ato de "enrabar" pessoas em ambientes de pesca, retirada de caranguejo e festas, penetrando-l…
Mãe Ana: Os Fundamentos Da Ciência Dos Encantados [Salgado Paraense]
O artigo apresenta a trajetória e a cosmovisão de Mãe Ana, rezadeira centenária iniciada junto aos príncipes e princesas encantados do "fundo oceânico", moradora da Vila de Japerica, região do Salgado paraense. Por meio de pesquisa de campo antropológica pretende-se analisar como a narradora elabora o que denomina de "ciência dos encantados" a partir das noções de "máquina de rezar", "pé de mandioca" e "contas", estes últimos termos utilizados pe…
A sociobiodiversidade como estratégia para o desenvolvimento sustentável no Sudeste do Pará, Brasil
O Sudeste do Pará se insere em um complexo território étnico e ambiental na Amazônia Oriental, com um longo processo de ocupação por povos originários, seguido por migrantes e outros povos e comunidades tradicionais. Considerando estes aspectos, é discutido como a sociobiodiversidade, como reflexo da interação entre estas populações e o meio ambiente, é uma alternativa para o desenvolvimento sustentável na região, conciliando a conservação ambien…
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A Cidade do Encante de Cobra”: Encantaria e suas paisagens sutis na cidade de Bragança-PA
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De vales e chapadas: Quintais produtivos e regimes de natureza na perspectiva de mulheres assentadas em Rondon do Pará
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Localizada no município de Bom Jesus do Tocantins, no sudeste do Pará, a Terra Indígena Mãe Maria (TIMM) é constituída por três grupos indígenas: os Akrãtikatêjê, os Parkatêjê e os Kỳikatêjê, denominados também "Gaviões do Pará". Oriundos de um processo histórico de desterritorialização de suas antigas e diferentes terras, no contexto da extração da castanha, da construção da Transamazônica e da Usina Hidrelétrica de Tucuruí (UHET), no interregno…
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Durante a segunda metade do século XX, a Amazônia foi palco da intensificação das ditas políticas de colonização do Estado brasileiro. Esse processo teve como consequência o deslocamento compulsório do povo indígena Gavião (Kỳikatêjê, Parkatêjê e Akrãtikatêjê) para a Terra Indígena Mãe Maria, localizada no sudeste do Pará. O artigo analisa como as lideranças indígenas pensam o mito Hàkti mẽ Kuhỳ (Gavião real e Fogo) enquanto discurso cuja interpr…
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