Paulo Staudt Moreira
Dados Biográficos
| ID | 681287 |
|---|---|
| NOME | Paulo Staudt Moreira |
| PRENOMES | Paulo Staudt |
| SOBRENOME | Moreira |
| ASSINATURA | MOREIRA P S |
| AFILIAÇÕES | Universidade do Vale do Rio dos Sinos |
| ORCID | 0000-0003-1286-2874 |
| VERIFICADO | Sim |
| TOTAL DE OBRAS | 18 |
| TOTAL DE CITAÇÕES | 4 |
| TOTAL COMO AUTOR | 18 |
| TOTAL COMO EDITOR | 0 |
| PRIMEIRO ANO DE PUBLICAÇÃO | 1990 |
| ANO MAIS RECENTE DE PUBLICAÇÃO | 2023 |
| ÍNDICE H | 1 |
Proibido "arrojar moedas e cebolas, ovos, ou outros objetos"
Durante o ano de 1870, alguns distúrbios ou comportamentos inconvenientes ocorridos no teatro Sete de Abril, localizado na cidade de Pelotas, na província de São Pedro do Rio Grande do Sul, ocasionaram a tomada de certas medidas de controle social por parte das autoridades policiais. Foi, então, confeccionado um edital com várias restrições, o qual nos possibilita perceber facetas das etiquetas exigidas em um espaço público, envolvendo as relaçõe…
Laços Que Se Rompem
Os processos migratórios geralmente são conhecidos pelo viés macro-político, através da compreensão dos grandes fluxos de mobilidade populacional deles decorrentes. Neste artigo, toma-se como ponto de partida para análise a experiência de um imigrante português processado pelo crime de bigamia, na capital da província mais meridional do Império brasileiro, no início da década de 80 do século XIX. A proposta é, portanto, pensar o tema da mobilidad…
"Lava e engoma para fora e recebe homens"
O objetivo deste artigo é analisar experiências no campo do pós-abolição sob o viés da interseccionalidade e do feminismo. Almejamos abordar as vicissitudes biográficas de uma mulher negra que gerenciava uma casa de encontros sexuais no centro da capital do estado do Rio Grande do Sul, protagonizando e performando a partir de um corpo marcado pela moralidade branca, racista e machista do período, gerando documentos com representações que mesclava…
Há Tantos Libertos Que Vivem Na Miséria. Ademais, Não Podia Viver Sem Meu Senhor
Nos anos de 1878 e 1879 foi publicada em forma de folhetim, na Revista Brasileira (Rio de Janeiro), a novela O Patuá, descrita por Walter Spalding como “notável ensaio de ficção sobre usos e costumes gauchescos”. Essa revista foi fundada por Carlos Jansen, Sílvio Romero, Franklin Távora e Machado de Assis, sendo o primeiro deles o autor dessa novela-folhetim. O alemão Carlos Jansen integrou o grupo dos brummers, mercenários contratados pelo imper…
Que O Assassinado Não Tinha Religião, Nem Contava Com Deus Pai”
A consciência ou opinião pública antiescravista, crescente a partir da década de 1860 e, principalmente, 1870, atingiu os tribunais e a sociedade imperial de várias maneiras. No caso que relataremos a seguir, percebemos que essa mudança de sensibilidade com relação ao escravizado tinha, também, uma intenção de sufocar ou de limitar potenciais distúrbios que, começando numa instância micropolítica senhorial, se espraiassem para dimensões maiores. …
“Conseguiu Assinar O Seu Nome, Não Com Perfeição, Pode-Se Mesmo Dizer Melhor Que Desenhava O Seu Nome”
According to Petrônio Domingues (2010, p. 132), black associations are composed of “a polyphony of racial voices, speeches and rhetoric”. The heterogeneous collectives that set up and maintained active and combative clubs, newspapers and brotherhoods for decades, still lack investigative investments. We propose to follow the trajectory of a black man, from his family experiences between slavery and freedom, to his affirmation as a free man. We wi…
Qualificados novos por estarem a dois meses no território do Brasil e não saberem falar nada a língua portuguesa
Em 7 de novembro de 1831 foi promulgada uma lei antitráfico pelo governo imperial brasileiro, pressionado internacionalmente pelos poderosos britânicos. Essa lei gerou uma crescente ânsia dos escravistas brasileiros por novos africanos escravizados, fazendo com que o tráfico transatlântico se intensificasse nos anos seguintes. Nesse período, as charqueadas sul-rio-grandenses passavam por uma fase de aumento da produção e da consequente exportação…
Costuma fornecer a diversas pessoas drogas abortivas
O artigo versa sobre o ofício das parteiras, sua importância social, as disputas por clientela e as sociabilidades femininas que giravam em torno deste exercício profissional. A parteira era uma presença limite entre a vida e a morte, entre um bom parto e um desfecho indesejado. Era ela que trazia a criança ao mundo, cortava o cordão umbilical, cuidava da mulher que acabara de parir, limpava o recém-nascido, providenciava (às vezes, no próprio pá…
Aceite a benção e um apertado abraço de sua carinhosa mãe
O objetivo deste artigo é analisar a continuidade e a estrutura dos laços familiares em situações de diáspora e desterritorialidade. A diáspora transatlântica não esgota a questão dos traumas e desvinculamentos acarretados pela escravidão. Trazidos escravizados para o Brasil, os africanos eram ainda vítimas de transações mercantis que os faziam ir, junto com suas famílias aqui criadas, para diferentes províncias do Império, conforme as necessidad…
Havemos de ser atendidos em nossos direitos, uma vez que servimos para votantes e soldados, não obstante a nossa cor
Tomando a noção de racialização como o gerenciamento cotidiano, político e identitário, dos pertencimentos étnico-raciais, pretendemos analisar o associativismo negro, ainda no período escravista, através da Sociedade Beneficente Cultural Floresta Autora. Essa entidade foi criada na cidade de Porto Alegre, capital da província de São Pedro do Rio Grande do Sul, em 1872, e ainda não conhecemos detalhadamente os seus integrantes. Portanto, o artigo…
Simão Vergara e Maria Tereza da Cunha, o casal de pretos forros da tasca da Boa Vista
Através da trajetória de um casal de africanos forros abordaremos os arranjos familiares negros, visualizando também as estratégias de obtenção de alforria e de composição de alianças comunitárias. Pelos fragmentos biográficos que acessamos desse casal, podemos visibilizar aspectos das experiências de vida de alguns de seus iguais, assim como também desvendar particularidades de uma época, onde vigia uma sociedade escravista com grande presença d…
Anjos marcados
Este artigo, à luz da História Social, analisa os registros de batismo de crianças "ingênuas" nascidas em Porto Alegre/RS, entre 1871-1888, contingente populacional ainda profundamente ligado ao cativeiro. Nesse período, Porto Alegre teve grande dinamismo econômico advindo da exportação de produtos das áreas coloniais, o que proporcionou a reformulação do espaço urbano e dos hábitos e costumes da população. Dessa forma, analisamos algumas variáve…
Escravidão, família e compadrio
Considerando como marco cronológico o período entre 1831 e 1850, que demarcou o processo de proibição definitiva do tráfico internacional de escravos, o artigo aborda a comunidade escrava gestada na capital da província do Rio Grande de São Pedro. O objetivo é mesclar fontes empíricas diversas, descrevendo com a densidade possível a população negra residente neste lócus urbano. Documentos eclesiásticos, judiciários, policiais e administrativos se…
O Aurélio era preto
This article analyzes the trade and association inserts a black man during the Empire and early Republic, Brazil, noting the positions held by him in social and political networks that enabled him to rise and prestige. We realize that Virissimo Aurélio de Bittencourt was a racial-ethnic self-representation brown, perceive themselves as equidistant from the white world, and from captivity, in which these worlds lived and circulated. Your racial an…
"Já que a desgraça assim queria" um feiticeiro foi sacrificado
Numa quarta-feira, 15 de janeiro de 1879, um escravo natural da província de Pernambuco e trabalhador em uma charqueada em Pelotas/RS, assassinou a facadas um africano liberto (de nação mina), famigerado feiticeiro e que comercializava mandingas. Casos coletados das páginas de documentos judiciários envolvendo feiticeiros são ótimos observatórios da sociedade escravista em sua miudeza relacional. Esse artigo, partindo de uma análise de caso, estu…
Joana Guedes, Uma Mina de Jesus
“Não sei ler nem escrever, mas caminho e pergunto e perguntando eu me ladinizo”. (Seu Manuel Francisco Antonio – quilombola do Morro Alto) Nos propomos neste artigo a exercitar a validade e a possibilidade de investir em pesquisas que tenham como fulcro principal o resgate de trajetórias individuais, principalmente de membros de grupos subalternos. Procuraremos traçar através dos vestígios documentais encontrados as vivências de uma única african…
Sobre Fronteira e Liberdade - Representações e Práticas dos Escravos Gaúchos na Guerra do Paraguai (1864/1870)
Os Contratados
Escravidão, família e compadrio
Considerando como marco cronológico o período entre 1831 e 1850, que demarcou o processo de proibição definitiva do tráfico internacional de escravos, o artigo aborda a comunidade escrava gestada na capital da província do Rio Grande de São Pedro. O objetivo é mesclar fontes empíricas diversas, descrevendo com a densidade possível a população negra residente neste lócus urbano. Documentos eclesiásticos, judiciários, policiais e administrativos se…
O Aurélio era preto
This article analyzes the trade and association inserts a black man during the Empire and early Republic, Brazil, noting the positions held by him in social and political networks that enabled him to rise and prestige. We realize that Virissimo Aurélio de Bittencourt was a racial-ethnic self-representation brown, perceive themselves as equidistant from the white world, and from captivity, in which these worlds lived and circulated. Your racial an…
"Já que a desgraça assim queria" um feiticeiro foi sacrificado
Numa quarta-feira, 15 de janeiro de 1879, um escravo natural da província de Pernambuco e trabalhador em uma charqueada em Pelotas/RS, assassinou a facadas um africano liberto (de nação mina), famigerado feiticeiro e que comercializava mandingas. Casos coletados das páginas de documentos judiciários envolvendo feiticeiros são ótimos observatórios da sociedade escravista em sua miudeza relacional. Esse artigo, partindo de uma análise de caso, estu…
Sobre Fronteira e Liberdade - Representações e Práticas dos Escravos Gaúchos na Guerra do Paraguai (1864/1870)
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Joana Guedes, Uma Mina de Jesus
“Não sei ler nem escrever, mas caminho e pergunto e perguntando eu me ladinizo”. (Seu Manuel Francisco Antonio – quilombola do Morro Alto) Nos propomos neste artigo a exercitar a validade e a possibilidade de investir em pesquisas que tenham como fulcro principal o resgate de trajetórias individuais, principalmente de membros de grupos subalternos. Procuraremos traçar através dos vestígios documentais encontrados as vivências de uma única african…
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Numa quarta-feira, 15 de janeiro de 1879, um escravo natural da província de Pernambuco e trabalhador em uma charqueada em Pelotas/RS, assassinou a facadas um africano liberto (de nação mina), famigerado feiticeiro e que comercializava mandingas. Casos coletados das páginas de documentos judiciários envolvendo feiticeiros são ótimos observatórios da sociedade escravista em sua miudeza relacional. Esse artigo, partindo de uma análise de caso, estu…
Escravidão, família e compadrio
Considerando como marco cronológico o período entre 1831 e 1850, que demarcou o processo de proibição definitiva do tráfico internacional de escravos, o artigo aborda a comunidade escrava gestada na capital da província do Rio Grande de São Pedro. O objetivo é mesclar fontes empíricas diversas, descrevendo com a densidade possível a população negra residente neste lócus urbano. Documentos eclesiásticos, judiciários, policiais e administrativos se…
O Aurélio era preto
This article analyzes the trade and association inserts a black man during the Empire and early Republic, Brazil, noting the positions held by him in social and political networks that enabled him to rise and prestige. We realize that Virissimo Aurélio de Bittencourt was a racial-ethnic self-representation brown, perceive themselves as equidistant from the white world, and from captivity, in which these worlds lived and circulated. Your racial an…
Anjos marcados
Este artigo, à luz da História Social, analisa os registros de batismo de crianças "ingênuas" nascidas em Porto Alegre/RS, entre 1871-1888, contingente populacional ainda profundamente ligado ao cativeiro. Nesse período, Porto Alegre teve grande dinamismo econômico advindo da exportação de produtos das áreas coloniais, o que proporcionou a reformulação do espaço urbano e dos hábitos e costumes da população. Dessa forma, analisamos algumas variáve…
Simão Vergara e Maria Tereza da Cunha, o casal de pretos forros da tasca da Boa Vista
Através da trajetória de um casal de africanos forros abordaremos os arranjos familiares negros, visualizando também as estratégias de obtenção de alforria e de composição de alianças comunitárias. Pelos fragmentos biográficos que acessamos desse casal, podemos visibilizar aspectos das experiências de vida de alguns de seus iguais, assim como também desvendar particularidades de uma época, onde vigia uma sociedade escravista com grande presença d…
Havemos de ser atendidos em nossos direitos, uma vez que servimos para votantes e soldados, não obstante a nossa cor
Tomando a noção de racialização como o gerenciamento cotidiano, político e identitário, dos pertencimentos étnico-raciais, pretendemos analisar o associativismo negro, ainda no período escravista, através da Sociedade Beneficente Cultural Floresta Autora. Essa entidade foi criada na cidade de Porto Alegre, capital da província de São Pedro do Rio Grande do Sul, em 1872, e ainda não conhecemos detalhadamente os seus integrantes. Portanto, o artigo…
“Conseguiu Assinar O Seu Nome, Não Com Perfeição, Pode-Se Mesmo Dizer Melhor Que Desenhava O Seu Nome”
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Qualificados novos por estarem a dois meses no território do Brasil e não saberem falar nada a língua portuguesa
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Laços Que Se Rompem
Os processos migratórios geralmente são conhecidos pelo viés macro-político, através da compreensão dos grandes fluxos de mobilidade populacional deles decorrentes. Neste artigo, toma-se como ponto de partida para análise a experiência de um imigrante português processado pelo crime de bigamia, na capital da província mais meridional do Império brasileiro, no início da década de 80 do século XIX. A proposta é, portanto, pensar o tema da mobilidad…
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Há Tantos Libertos Que Vivem Na Miséria. Ademais, Não Podia Viver Sem Meu Senhor
Nos anos de 1878 e 1879 foi publicada em forma de folhetim, na Revista Brasileira (Rio de Janeiro), a novela O Patuá, descrita por Walter Spalding como “notável ensaio de ficção sobre usos e costumes gauchescos”. Essa revista foi fundada por Carlos Jansen, Sílvio Romero, Franklin Távora e Machado de Assis, sendo o primeiro deles o autor dessa novela-folhetim. O alemão Carlos Jansen integrou o grupo dos brummers, mercenários contratados pelo imper…
Que O Assassinado Não Tinha Religião, Nem Contava Com Deus Pai”
A consciência ou opinião pública antiescravista, crescente a partir da década de 1860 e, principalmente, 1870, atingiu os tribunais e a sociedade imperial de várias maneiras. No caso que relataremos a seguir, percebemos que essa mudança de sensibilidade com relação ao escravizado tinha, também, uma intenção de sufocar ou de limitar potenciais distúrbios que, começando numa instância micropolítica senhorial, se espraiassem para dimensões maiores. …
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Durante o ano de 1870, alguns distúrbios ou comportamentos inconvenientes ocorridos no teatro Sete de Abril, localizado na cidade de Pelotas, na província de São Pedro do Rio Grande do Sul, ocasionaram a tomada de certas medidas de controle social por parte das autoridades policiais. Foi, então, confeccionado um edital com várias restrições, o qual nos possibilita perceber facetas das etiquetas exigidas em um espaço público, envolvendo as relaçõe…
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