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Quem somos nós hoje? Efeitos da vontade de verdade a partir da dúvida hamletiana em tempos de pós-verdade

Dados Bibliográficos

ID16890218
AutoresLeny André Pimenta (autor correspondente), Maria Regina Momesso (0000-0001-7342-577X, Centro Universitário de Araraquara)
Ano2024
Volume16
Fascículo3
Páginase3672
Data de publicação2024-03-14
Open AccessSim
TipoARTICLE
PeriódicoCuadernos de Educación y Desarrollo (JOURNAL)
Identificadores do periódicoISSN: 1989-4155 • E-ISSN: 1989-4155
EditoraBrazilian Journals (PUBLISHER)
DOI10.55905/cuadv16n3-069
OpenAlexW4392846474
IdiomaPT
Referências citadas5

Objetiva-se investigar se o princípio da dúvida Hamletiana pode ser considerado como um dispositivo que aciona a vontade de verdade, portanto, uma técnica de si. Com base nestes pressupostos, o corpus escolhido compõe-se de uma cena de Hamlet, apresentada no vídeo “Mabinogi: Hamlet – ‘To be, or not to be.’ Scene One”, disponível no site (http://www.youtube.com/watch?v=VjpNMJ4bXMA). A reflexão sustenta-se nos estudos foucaultianos, na análise de discurso de matriz francesa e na psicanálise Freud-lacaniana, em que os postulados se ocupam da determinação histórica dos processos de significação, considerando que os sentidos são construídos de forma singular. Embora o enunciado desta cena seja o mesmo da obra fundadora, as práticas discursivas, podem ser outras. Salienta-se na perspectiva foucaultiana que as práticas discursivas significam a partir de um conjunto de enunciados de regras anônimas, históricas sempre determinadas no tempo e no espaço, as quais definem numa dada época, para um campo do saber, para um determinado público, as condições de exercício de um dizer. Dessa forma, pensa-se a dúvida hamletiana, no contexto da pós- verdade, a qual incita-nos, a partir do que se desconhece, do “insabido”, como lugar do desassossego, que interroga o objeto, coloca-o à prova, à pesquisa, fazendo com que o sujeito resista à sedução que o discurso da pós-verdade nos oferta. Sabe-se que o debruçar sobre si mesmo, ressignificando-se, demanda um esforço contínuo e complexo para dimensionar o que pode e deve se fazer consigo mesmo. Compreende-se que ao elaborar, metaforicamente, o ato de ver a si próprio, poderá ocorrer um desdobramento entre a própria pessoa e uma imagem exterior de si própria, trata-se do registro do imaginário que assume o caráter de instância constitutiva da experiência perceptiva de si configurando-se em técnicas/práticas de si, pois, os efeitos de vontade de verdade reverberam para a construção de si mesmo como sujeito ético. Espera-se, com estas reflexões, provocar desconstruções na procura constante da diferença e da perda de si mesmo, para reencontrar-se na singularidade como sujeitos de uma verdade de si, re/constituídos como obra de arte

Humanities · Brazilian Legal Issues · Philosophy · Psychology and Mental Health

  • Foucault e a questão do quem somos nós

    Open Access•Frédéric Gros•Tempo Social•1995

Altamente citadoNão
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