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Branca de Neve, de Lídia Jorge

Sobre mulheres e princesas

Dados Bibliográficos

ID21858681
AutoresValdirene Pereira Costa (0000-0002-2175-4165, Universidade Federal de Roraima), Cátia Monteiro Wankler (0000-0001-6296-7717, Universidade Federal de Roraima)
Ano2021
Volume13
Fascículo26
Páginas43-53
Data de publicação2021-04-24
Open AccessSim
TipoARTICLE
PeriódicoAbril – NEPA / UFF (JOURNAL)
Identificadores do periódicoISSN: 1984-2090 • E-ISSN: 1984-2090
EditoraPro Reitoria de Pesquisa, Pos Graduacao e Inovacao - UFF (PUBLISHER)
DOI10.22409/abriluff.v13i26.48916
OpenAlexW3158532743
IdiomaPT
Referências citadas1

Este artigo faz uma leitura intertextual da personagem Maria da Graça, do conto “Branca de Neve”, de Lídia Jorge, com a Branca de Neve do conto de fadas “Branca de Neve e os Sete Anões” dos Irmãos Grimm. Como suporte teórico, recorremos as relações dos contos de fadas com a psicanalise e a uma interface com os estudos de gênero. No conto clássico, a personagem principal e uma jovem, frágil, que “necessita” da proteção masculina, e injustiçada pela madrasta, mulher ciumenta e invejosa, mas forte e empoderada. Já Maria da Graça possui os dois lados do feminino dos contos de fadas: e forte, independente e ambiciosa como a “bruxa”, e inocente como a “princesa”, posto que não malda a atitude dos meninos que a seguem e, assim como Branca de Neve, ao se ver só, precisa lutar pela sobrevivência. A primeira conta com o apoio dos anões, enquanto a segunda e lesada pelos meninos, os “anões”. Em crônica de 2020, Lídia Jorge reflete sobre a importância de expor condições de desigualdade, violência e outras situações que inferiorizam as mulheres e ressalta a urgência dessa discussão, considerando que “a luta feminista e uma questão de equilíbrio para a humanidade”. O intertexto aqui abordado faz pensar nos desafios de Maria da Graça para ser bem-sucedida e que, como tantas mulheres “de carne e osso”, e independente e se estabelece com segurança num ambiente historicamente marcado pela predominância masculina. No entanto, ela não está isenta da violência, física ou simbólica, que espreita em cada canto

Art · Humanities · Philosophy · Psychodrama and Leishmaniasis Studies

  • Resumo do livro

    Open Access•Marcel De Almeida Freitas•Revista Angolana de Ciencias•2021

Altamente citadoNão

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