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A economia moral do turismo

Dados Bibliográficos

ID22017580
AutoresDean Maccannell (0000-0003-3119-4453, autor correspondente)
Ano2020
Volume7
Fascículo1
Páginas21-38
Data de publicação2020-06-29
Peer ReviewedSim
Open AccessSim
TipoARTICLE
PeriódicoRevista Lusófona de Estudos Culturais (JOURNAL)
Identificadores do periódicoISSN: 2183-0886 • E-ISSN: 2184-0458
EditoraUniversity of Minho (PUBLISHER • PT)
DOI10.21814/rlec.2211
OpenAlexW3040144108
IdiomaEN
Citações recebidas1
Referências citadas2

Neste artigo, sugiro que a indústria do turismo mundial está mobilizada em torno de um núcleo, a atração turística, que está afastada e protegida do intercâmbio económico. Se o turismo é, de facto, a maior indústria do mundo, é por causa e não a despeito da separação da sua principal estrutura motivacional e moral do mercado. Aqui exploro as implicações do facto de que o sistema global de atrações turísticas é uma enorme coleção de “bens gratuitos” democráticos, abertos e disponíveis para todos verem. A indústria do turismo depende desta oferta interminável de atrações de livre acesso, mantidas por governos, ONG e/ou simplesmente existentes na sociedade e na natureza. A indústria do turismo mundial só pode prosperar se a sua estrutura moral e motivacional permanecer isolada das transações do mercado. O Taj Mahal, a Torre Eiffel, o Partenon, o Grand Canyon, a Estátua da Liberdade, as Montanhas Karakorum, etc., não estão à venda. Mais de mil milhões de turistas gastam 1,5 biliões de dólares por ano para viajar internacionalmente e ver coisas que não podem comprar ou ter no sentido material; que ninguém, por mais rico que seja, pode comprar; que muitas vezes nem conseguem tocar. A enormidade do turismo hoje é possível apenas porque as forças causais que estão no coração da economia do turismo são inteiramente imaginárias e simbólicas. Na sua essência, a economia turística é menos económica do que fenomenológica. E o principal impulso do turismo, a sua motivação mais profunda, não é materialista, mas democrática. O overtourism (excesso de turismo) resulta da própria indústria que explora agressivamente o facto de que não implica matérias-primas, não necessita de desenvolver cadeias de fornecimento, não precisa de fábricas e não se envolve em qualquer conceção, fabrico, montagem ou distribuição. O consumidor trabalha de graça, na realidade, paga para fazer o trabalho do turismo e torna-se o produto. Estas eficiências neoliberais levam ao overtourism. O overtourism pode ser facilmente controlado ao nível local

Economics · Political science · Adventure Sports and Sensation Seeking · Diverse Aspects of Tourism Research · Social and Economic Solidarity

  • The City of the Senses, the Senses in the City

    Open Access•Homero Pires, Emilia Rodrigues Araujo et al.•The City of the Senses, the…•2022

  • Tourism aesthetics in ruinscapes

    Open Access•Lina L Tegtmeyer•Tourist Studies•2015

  • Does geography matter in all-inclusive resort tourism? Marketing approaches of Scandinavian tour operators

    Sandra Wall-Reiniu, Dimitri Ioannides et al.•Tourism Geographies•2019

Obras citantes distintas1
Citações por ano0,25
Intervalo de citações2022 - 2022 (1)
Velocidade de citaçãohistorical
Altamente citadoNão
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