Entre porcos e homens
Etnografia Da "Tranca" Em Um Manicômio Judiciário
Dados Bibliográficos
| ID | 3078179 |
|---|---|
| Autores | Túlio Maia Franco (0000-0001-8405-8522, Universidade Federal do Rio de Janeiro, autor correspondente) |
| Ano | 2024 |
| Data de publicação | 2024-05-01 |
| Open Access | Sim |
| Tipo | ARTICLE |
| Periódico | Antropolítica - Revista Contemporânea de Antropologia (JOURNAL) |
| Identificadores do periódico | ISSN: 2179-7331 • E-ISSN: 2179-7331 |
| Editora | Pro Reitoria de Pesquisa, Pos Graduacao e Inovacao - UFF (PUBLISHER) |
| DOI | 10.22409/antropolitica2024.v56.i2.a56667 |
| OpenAlex | W4396554524 |
| Idioma | EN |
| Referências citadas | 3 |
Neste artigo pretendo explorar etnograficamente a forma como o cuidado e o poder se articulam no tratamento compulsório de um hospital de custódia e tratamento psiquiátrico (HCTP). Com esse intuito, em um primeiro momento, analisarei o "porquinho", também conhecido como "tranca". Ele é o espaço reservado aos indisciplinados pacientes que resistem a se engajar no tratamento fármaco-centrado do manicômio judiciário. No entanto, longe de ser um desvio, eu argumento que o "porquinho" é, ele mesmo, parte extralegal da medida de segurança, forma prevista em lei de substituição da pena privativa de liberdade para inimputáveis ou semi-imputáveis. Para analisarmos as dimensões políticas e afetivas dessa "figura", foi preciso compreender como ela se inscreve no imaginário dos pacientes e funcionários envolvidos com a medida de segurança e o circuito de afetos que esse imaginário mobiliza. A descrição da maneira como trabalhadores e internos interpretam o "porquinho" remeteu-me às fronteiras da racionalidade burocrática. A partir desse limite, avalio o modo singular como o Estado desenha sua escritura, quando desafiado por eventos cujas delimitações do percebido e do imaginado são confusas. Em um segundo momento, descrevo a maneira como esse circuito afetivo configura o modo predominante de cuidado no manicômio judiciário, no qual confluem as lógicas, aparentemente distintas, da assistência e controle. Explorando os enquadramentos perceptivos e o circuito de afetos presentes na instituição, descrevo como diferentes interpretações sobre os internos alimentam distintos regimes de inteligibilidade que dão origem a modos variados de intervenção normativa sobre seus corpos
Art · Humanities · Gender, Sexuality, and Education · Migration, Racism, and Human Rights · Urban and sociocultural dynamics
| Altamente citado | Não |
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