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A Gramática como Descoberta

Dados Bibliográficos

ID3956337
AutoresMaria José Foltran (0000-0003-0764-352X, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), Andrea Kn¶pfle (Universidade Federal de Pernambuco), Marcos Carreira (0000-0001-9529-5363, Universidade Estadual de Ponta Grossa)
Ano2017
Volume19
Fascículo2
Páginas27-47
Data de publicação2017-12-29
Peer ReviewedSim
Open AccessSim
TipoARTICLE
PeriódicoRevista Diadorim (JOURNAL)
Identificadores do periódicoISSN: 1980-2552 • E-ISSN: 2675-1216
EditoraPrograma de Pos-Graduacao em Letras Vernaculas - PPGLEV (PUBLISHER)
DOI10.35520/diadorim.2017.v19n2a10669
OpenAlexW2782335873
IdiomaPT

O objetivo deste trabalho é rever a discussão sobre ensino de gramática, feita nos últimos anos no Brasil, argumentando que esse ensino pode contribuir sobremaneira para maior compreensão da língua materna e de línguas estrangeiras, desde que embasado em conhecimento científico. Nosso encaminhamento é que o ensino de gramática precisa trabalhar com duas acepções: a) a gramática possibilita entender por que uma expressão linguística significa o que ela significa; b) aprender gramática é aprender a explicitar regras que sabemos, mas que não são conscientes e, ao mesmo tempo, aprender a refletir sobre elas. Com a primeira acepção, argumentaremos contra a ideia de que a gramática não ajuda em nada na produção e compreensão de textos, tese amplamente defendida por alguns profissionais que defendem a aprendizagem da língua por meio de textos, apenas. Embora concordemos que o objetivo central do ensino de língua seja formar o cidadão, tendo por meta a leitura e compreensão de gêneros textuais, defendemos que a gramática tem um papel importante na aquisição desse conhecimento. Com a segunda acepção, demonstramos que o ensino de gramática é uma ferramenta única para explicitar um conhecimento interiorizado, permitindo um domínio maior em duas direções: a) desenvolver uma reflexão científica sobre um fato natural, a linguagem, por meio de uma metodologia que pode ser generalizada para qualquer outro campo científico; b) perceber o funcionamento das línguas naturais. Nessas bases, o ensino de gramática não pode mais ser entendido como ensino da modalidade culta, embora ninguém negue que possibilitar o domínio da vertente culta da linguagem seja atribuição da escola. Concluímos o trabalho mostrando a necessidade de separar ensino de gramática e ensino de língua culta. Somente assim o ensino de ambas pode fazer sentido e produzir resultados positivos

Humanities · Linguistics and Discourse Analysis · Linguistics and Education Research · Linguistics and Language Studies · Philosophy

Velocidade de citaçãohistorical
Altamente citadoNão
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