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Os direitos dos libertos africanos no Brasil oitocentista

Entre Razões De Direito E Considerações Políticas

Dados Bibliográficos

ID4077460
AutoresBeatriz Gallotti Mamigonian (0000-0003-3871-9312, Universidade Federal de Santa Catarina, autor correspondente)
Ano2015
Volume34
Fascículo2
Páginas181-205
Data de publicação2015-12-01
Peer ReviewedSim
Open AccessSim
TipoARTICLE
PeriódicoHistória (São Paulo (JOURNAL)
Identificadores do periódicoISSN: 0101-9074 • E-ISSN: 1980-4369
EditoraFapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER)
DOI10.1590/1980-436920150002000064
OpenAlexW2345891754
SCIELO_PIDS0101-90742015000200181
IdiomaPT
Citações recebidas7
Referências citadas11

O artigo aborda a história da cidadania no Brasil imperial a partir do estatuto dos libertos africanos, os quais, apesar de terem gozado de direitos como súditos portugueses durante o período colonial, seriam excluídos da cidadania durante o Império. Pela Constituição de 1824, apenas os libertos nascidos no Brasil seriam cidadãos brasileiros. O Brasil não foi o único país no Atlântico oitocentista a atribuir apenas direitos limitados aos egressos da escravidão, nem a discriminar os africanos daqueles nascidos em seu território. Parece, no entanto, ter sido o único a ter deixado os africanos libertos em um limbo entre a falta de cidadania - não eram nacionais brasileiros - e a falta de nacionalidade, o que implicava não serem tratados como estrangeiros, uma vez que não gozavam de proteção das unidades políticas de onde provinham. Através do debate político acerca dos direitos dos africanos no Império, o artigo evidencia o funcionamento jurídico dessa política deliberada de exclusão, que visou manter os africanos libertos em situação vulnerável e ao sabor do arbítrio das autoridades imperiais

Humanities · Political science · Colonialism, slavery, and trade · History of Colonial Brazil · Philosophy · Race, Identity, and Education in Brazil

  • Em defesa da liberdade

    Open Access•Cristiane Santos De Jesus•Revista Mundos do Trabalho•2017

  • Uma lei para os libertos

    Open Access•Wellington Castellucci Junior, Virginia Queiroz Barreto•Revista Mundos do Trabalho•2019

  • O humanismo negro, sua cultura e o carnaval

    Open Access•Ivan Cotrim•Revista Extraprensa•2020

  • The Cape Lopez Africans at Maranhão

    Dale T Graden•Atlantic Studies•2020

  • A árvore da liberdade nagô

    Open Access•Wellington Castellucci Junior•Revista Brasileira de História•2018

  • El tiempo de los libertos

    Open Access•Magdalena Candioti•História (São Paulo•2019

  • A atuação da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos (Desterro) e a figuração sociopolítica em torno das eleições 1846-1847

    Open Access•Thiago Cancelier Dias•Topoi (Rio de Janeiro•2020

  • The politics of silence

    Sidney Chalhoub•Slavery and Abolition•2006

  • Gender and republican citizenship in the French West Indies, 1848–1945

    Myriam Cottias•Slavery and Abolition•2005

  • The absence of race

    Marcia Regina Berbel, Rafael De Bivar Marquese•Social History•2007

  • Mapping the nineteenth-century Brazilian returnee movement

    Apresentação E Notas Lisa Earl Castillo•Atlantic Studies•2016

  • Nationalité Et Citoyenneté en Afrique Occidentale Français

    Open Access•C Coquery-Vidrovitch•The Journal of African History•2001

  • Construtores e herdeiros

    Open Access•Ilmar Rohloff De Mattos•Almanack Braziliense•2005

  • Abolitionism and Imperialism in Britain, Africa, and the Atlantic

    Tshepo Masango Chéry•Journal of Religion in Africa•2011

  • Cartas do Daomé

    Open Access•Luis Nicolau Parés•Afro-Ásia•2013

  • Trocando galanterias

    Open Access•M D C Soares, Mariza De Carvalho Soares•Afro-Ásia•2014

Obras citantes distintas7
Citações por ano0,78
Intervalo de citações2017 - 2020 (4)
Velocidade de citaçãohistorical
Altamente citadoNão
Tipos de citaçãoNeutras: 6
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