À perlaboração da violência traumática da repressão
O Caso Brasileiro
Dados Bibliográficos
| ID | 4077490 |
|---|---|
| Autores | Johnny Roberto Rosa (0000-0001-6206-3574, Universidade de São Paulo, autor correspondente) |
| Ano | 2020 |
| Volume | 39 |
| Data de publicação | 2020-01-01 |
| Peer Reviewed | Sim |
| Open Access | Sim |
| Tipo | ARTICLE |
| Periódico | História (São Paulo (JOURNAL) |
| Identificadores do periódico | ISSN: 0101-9074 • E-ISSN: 1980-4369 |
| Editora | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.1590/1980-4369e2020006 |
| OpenAlex | W3035647740 |
| SCIELO_PID | S0101-90742020000100408 |
| Idioma | PT |
| Referências citadas | 12 |
No Brasil, o conjunto de medidas administrativas, judiciais, legais, a aplicação de atividades compensatórias, de ações educativas e de políticas de memória assumidas ao acerto de contas com a violência cometida pelos agentes do Estado durante a ditadura civil-militar (1964-1985) levam em conta ações compensatórias, educativas e políticas de memória e verdade agenciadas por meio dos trabalhos da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, da Comissão de Anistia e da Comissão Nacional da Verdade. Questiona-se aqui a possibilidade de as representações feitas pelas medidas de justiça de transição implementadas pelas comissões de reparação e de verdade assumirem um sentido terapêutico, condicionando a perlaboração dos traumas decorrentes das atrocidades perpetradas pelos agentes da repressão. Para isso, no contexto no qual o Estado brasileiro implementa medidas ao reconhecimento, à reparação, à reconciliação, ao esclarecimento e à responsabilização dos crimes da repressão, submetem-se as narrativas produzidas pelas comissões de reparação e de verdade a uma análise que leva em conta o processo de perlaboração do trauma dessas experiências. Averiguado que as debilidades do processo transicional brasileiro inibem o debate e o engajamento social, dificultam o reconhecimento da violência, colocam obstáculos à simbolização e à apreensão coletiva de suas representações e conduzem os seus termos ao esquecimento ou à revisão, conclui-se que as representações feitas pelas medidas de justiça transicional não condicionam a perlaboração social dos legados traumáticos da violência cometida pelos agentes da repressão durante a ditadura civil-militar no Brasil. Tais condições seguem dificultando que um trabalho de memória da violência da ditadura se configure em um trabalho de perlaboração dos legados de seus traumas
Brazilian cultural history and politics · Memory, Trauma, and Testimony · Memory, violence, and history
Memory, History, and the Extermination of the Jews of Europe
Cultural Trauma and Collective Identity
Using History
Writing history, writing trauma
Psicología Social de la Memoria
Entangled Memory
Trauma, History, Memory, Identity
O estável poder de veto Forças Armadas sobre o tema da anistia política no Brasil
Esquecimento e historicização da memória
Como dar sentido ao passado
Should We Pardon Them
| Velocidade de citação | historical |
|---|---|
| Altamente citado | Não |