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Língua portuguesa como marca distintiva

Uma Escola De Identidade Timorense Na Ocupação Indonésia

Dados Bibliográficos

ID4323911
AutoresÂngelo Ferreira (0000-0003-1327-7140, University of Aveiro, autor correspondente)
Ano2021
Volume47
Data de publicação2021-01-01
Peer ReviewedSim
Open AccessSim
TipoARTICLE
PeriódicoEducação e Pesquisa (JOURNAL)
Identificadores do periódicoISSN: 1517-9702 • E-ISSN: 1678-4634
EditoraFapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER)
DOI10.1590/s1678-4634202147234016
OpenAlexW4205630053
SCIELO_PIDS1517-97022021000100774
IdiomaPT
Referências citadas12

Os timorenses lutaram durante 24 anos (1975-1999) contra a violenta ocupação indonésia e o esforço educativo para os indonesiar. Esta pesquisa, um estudo de caso sobre o Externato de São José (ESJ) para compreender o propósito de manter o ensino em língua portuguesa (LP), quando esta foi proibida e perseguida por atrasar a integração efetiva na Indonésia, segue uma metodologia qualitativa, sob o paradigma interpretativo. Para compreender com maior profundidade os objetivos da escola, decidiu-se ouvir os seus principais agentes e testemunhas privilegiados, realizando uma análise de conteúdo de dez entrevistas semiestruturadas com antigos estudantes, professores e membros da sociedade. A pesquisa reforça a ideia de que a identidade é sedutora, de que ela depende da adesão das pessoas e projeta a sua pertença a algo maior, a um povo com uma cultura singular, cujo idioma, em articulação com outros aspetos culturais, tem um papel decisivo. Os resultados mostram 124 ocorrências que evidenciam a intencionalidade da escola na promoção da LP como marca distintiva da identidade timorense, sendo destacada pelos entrevistados como essência dessa identidade, como rejeição da língua indonésia (LI) e da integração cultural ou como repositório da cultura timorense, de influência portuguesa ou latina. A valorização identitária consignada à LP, atribuída inclusive por pessoas com posições opostas sobre o estatuto político do Timor-Leste (pró-independência ou pró-integração na Indonésia), uniu a geração anterior educada em português e parte da juventude na luta pela independência, contrariando eventuais ambiguidades na sociedade timorense quanto ao estatuto da LP como língua oficial

Art · Humanities · Identity (music · Political science · Sociology · Global Education and Multiculturalism · Multilingual Education and Policy · Philippine History and Culture

  • Identity in International Relations

    Felix Berenskoetter•Comparative Immigration Policy•2017

  • Language Policy, Culture, and Identity in Asian Contexts

    Amy Tsui, Amy Β M Tsui et al.•Language Policy, Culture, and…•2017

  • Qualitative educational research in developing countries. Current perspectives

    Open Access•Keith Watson•International Journal of…•1997

  • The Promise of Constructivism in International Relations Theory

    Ted Hopf•International Security•1998

  • Language, Society and Identity

    John E Joseph, John Edwards•Language•1986

  • Nationalism and international society

    Brian Porter•International Affairs•1991

  • Nationalism in the Twentieth Century

    John C Campbell, A David Smith•Foreign Affairs•1979

  • Nationalism and Ethnicity

    Craig Calhoun•Annual Review of Sociology•1993

  • Nations Before Nationalism ? Myth and symbolism in J ohn A rmstrong's perspective

    Open Access•Anthony D Smith•Nations and Nationalism•2015

  • Imagined communities

    Benedict Anderson•Imagined communities•1991

  • Biblical beliefs in the shaping of modern nations

    Open Access•Anthony D Smith•Nations and Nationalism•2015

  • A Questão da Identidade Nacional na Escrita Portuguesa Contemporânea

    Onésimo Teotónio Almeida•Hispania•1991

Velocidade de citaçãohistorical
Altamente citadoNão
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