É para o seu bem
A "Violência Perfeita" Na Assistência Obstétrica
Dados Bibliográficos
| ID | 4479526 |
|---|---|
| Autores | Carolina Aita Flores (0000-0001-9205-6869, Programa de Doutorado em Saúde Coletiva, Instituto de Medicina Social Hesio Cordeiro, Brasil), Vinicius De Moraes Netto (0000-0002-0096-3750, Universidade Federal Fluminense) |
| Ano | 2023 |
| Volume | 33 |
| Data de publicação | 2023-01-01 |
| Peer Reviewed | Sim |
| Open Access | Sim |
| Tipo | ARTICLE |
| Periódico | Physis Revista de Saúde Coletiva (JOURNAL) |
| Identificadores do periódico | ISSN: 0103-7331 • E-ISSN: 1809-4481 |
| Editora | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.1590/s0103-7331202333057 |
| OpenAlex | W4388983066 |
| SCIELO_PID | S0103-73312023000100655 |
| Idioma | PT |
| Referências citadas | 20 |
No Brasil, a violência obstétrica vem sendo pesquisada desde os anos 1980. Na década de 90, no entanto, o fenômeno passou a receber maior destaque. A forma de violência analisada neste trabalho refere-se a uma violência velada, chamada de "violência perfeita". Este ensaio reflete sobre a ocorrência da violência perfeita na obstetrícia, especialmente no que concerne às sutilezas do discurso médico, que pode travestir essa agressão numa forma de cuidado. A violência perfeita pode soar como preocupação da parte do médico com a saúde da gestante, que pode se submeter às recomendações médicas de forma passiva, por acreditar que deve ser o melhor para ela ou para o bebê. Ao praticar a violência perfeita, o obstetra pode interferir no desfecho do parto. A "epidemia" de cesarianas no Brasil tem sido justificada pelos médicos como preferência da mulher, mas pesquisas refutam essa hipótese e provocam a reflexão: quem está de fato escolhendo a modalidade de parto? O presente ensaio nos mostra que observar as sutilezas do discurso médico pode ajudar a responder essa pergunta
Art · Humanities · Sociology · Grief, Bereavement, and Mental Health · Homicide, Infanticide, and Child Abuse · Maternal and Perinatal Health Interventions
Violence against women in health-care institutions
O parto como eu vejo… ou como eu o desejo
Medicina sob as lentes da História
Humanização da assistência ao parto no Brasil
Opinião de mulheres e médicos brasileiros sobre a preferência pela via de parto
Poder, violência e dominação simbólicas nos serviços públicos de saúde
A escolha da via de parto e a autonomia das mulheres no Brasil
Violência institucional, autoridade médica e poder nas maternidades sob a ótica dos profissionais de saúde
Are Brazilian women really choosing to deliver by cesarean
A normalização da cesárea como modo de nascer
Violência obstétrica no Brasil e o ciberativismo de mulheres mães
Parindo no paraíso
A percepção dos médicos sobre as dimensões da violência obstétrica e/ou institucional
Percepção dos médicos sobre a violência obstétrica na sutil dimensão da relação humana e médico-paciente
Autonomia para quem? O discurso médico hegemônico sobre a violencia obstétrica no Brasil
Violência consentida
Dime quién lo define y te diré si es violento. Reflexiones sobre la violencia obstétrica
Parirás com Dor
| Velocidade de citação | historical |
|---|---|
| Altamente citado | Não |