Metáforas do lugar
Viagem e exílio no primeiro Drummond
Dados Bibliográficos
| ID | 4530997 |
|---|---|
| Autores | Sara Begname (0000-0003-3057-696X, Universidade Federal de Minas Gerais, autor correspondente) |
| Ano | 2025 |
| Volume | 29 |
| Fascículo | 3 |
| Páginas | 69-93 |
| Data de publicação | 2025-07-02 |
| Open Access | Sim |
| Tipo | ARTICLE |
| Periódico | Em Tese (JOURNAL) |
| Identificadores do periódico | ISSN: 1415-594X • E-ISSN: 1982-0739 |
| Editora | Faculdade de Letras da UFMG (PUBLISHER) |
| DOI | 10.17851/1982-0739.29.3.69-93 |
| OpenAlex | W4412910002 |
| Idioma | PT |
Este artigo objetiva analisar um conjunto de textos escritos por Carlos Drummond de Andrade durante a década de 1920, publicados em jornais ou registrados em correspondência e projetos de livros anteriores a Alguma poesia (1930). Investiga-se a expressão de certo desajuste do sujeito em relação ao local em que encontra, o que aponta para uma dicção melancólica que se fundamenta sobre um problema do lugar. Analisa-se como esse sujeito frequentemente coloca-se como uma espécie de exilado na própria pátria, viajante ou transeunte, e as relações dessa poética com a obra de Baudelaire. O deslocamento, seja entre cidades ou na própria urbe, é não só o índice de uma modernização ambivalente, marcada pela convivência entre trens, automóveis, bondes e carroças, mas também a posição singular de um olhar oblíquo sobre o mundo. Desse ponto de vista enviesado, relativamente estrangeiro, o sujeito pode submeter a cidade, o outro e a si próprio à crítica e especulação
Mathematical economics · Cultural, Media, and Literary Studies · Mathematics · Urban and sociocultural dynamics · Urban Development and Societal Issues
| Altamente citado | Não |
|---|