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A violência urbana contra crianças e adolescentes em Belo Horizonte

Uma História Contada Através Dos Traumas Maxilofaciais

Dados Bibliográficos

ID4890107
AutoresCarlos José De Paula Silva (0000-0001-5188-4625), Efigênia Ferreira E Ferreira (0000-0002-0665-211X, Universidade Federal de Minas Gerais), Liliam Pacheco Pinto De Paula (0000-0003-2780-9611), Marcelo Drummond Naves (0000-0002-3547-5546, UFMG), Andréa Maria Duarte Vargas (0000-0002-4371-9862), Andreia Maria Duarte Vargas (UFMG), Patrícia Maria Pereira De Araújo Zarzar (0000-0002-6952-5767), Patricia Maria Pereira Araujo Zarzar (UFMG)
Ano2011
Volume21
Fascículo3
Páginas1103-1120
Data de publicação2011-01-01
Peer ReviewedSim
Open AccessSim
TipoARTICLE
PeriódicoPhysis Revista de Saúde Coletiva (JOURNAL)
Identificadores do periódicoISSN: 0103-7331 • E-ISSN: 1809-4481
EditoraFapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER)
DOI10.1590/s0103-73312011000300018
OpenAlexW2031857138
SCIELO_PIDS0103-73312011000300018
IdiomaPT
Referências citadas20

Os traumas maxilofaciais decorrentes da violência contra crianças e adolescentes impactam suas vidas, física e psiquicamente, pelas deformidades que podem provocar e pela exposição da lesão na face das vítimas. O objetivo deste trabalho é identificar a prevalência dos traumas maxilofaciais em crianças e adolescentes decorrentes da violência urbana em Belo Horizonte- Brasil. O estudo foi conduzido no Hospital Municipal Odilon Behrens, único hospital municipal de referência nesse tipo de atendimento em Belo Horizonte. Coletaram-se os registros de vítimas atendidas de janeiro a dezembro de 2007. O principal evento de violência sofrido entre crianças e adolescentes foi agressão física, 44,2% e 64,7%, respectivamente. Entre as crianças, o tipo de trauma mais comum foi o trauma dentoalveolar (53,8%), e entre os adolescentes, trauma de tecidos moles (47,5%). O maior número de ocorrências se deu no período noturno: crianças (84,6%) e adolescentes (74,8%). O gênero mais vitimado foi o masculino, crianças (63,5%) e adolescentes (68,3%). Estratégias apropriadas para identificação do evento de violência e do agressor são necessários para que melhor sejam planejados mecanismos de proteção da criança e do adolescente, uma vez que a violência sofrida por crianças e adolescentes no Brasil, considerando a complexidade dessa fase da vida, assume um quadro sombrio, desconstruindo o desenvolvimento, a sociabilidade e comprometendo a visão das vítimas sobre si mesmas e sobre o mundo que as cercam

Art · Humanities · Dental Trauma and Treatments · Facial Trauma and Fracture Management · Medicine · Psychology · Traumatic Ocular and Foreign Body Injuries · Gerontology

  • Trajectories of Boys' Physical Aggression, Opposition, and Hyperactivity on the Path to Physically Violent and Nonviolent Juvenile Delinquency

    Open Access•Daniel S Nagin, Daniel Nagin et al.•Child Development•1999

  • The Effects of Family and Community Violence on Children

    Gayla Margolin, Elana B Gordis•Annual Review of Psychology•2000

  • Girls and Weapons

    Open Access•Patricia G Erickson, Jennifer E Butters et al.•Journal of Urban Health•2006

  • Aggressive behavior in response to violence exposure

    Open Access•Suzanne Salzinger, Margaret Rosario et al.•Journal of Community Psychology•2008

  • Saúde mental e violência entre estudantes da sexta série de um município paulista

    Open Access•Cristiane Silvestre Paula, Márcia S Vedovato et al.•Revista de Saúde Pública•2008

  • Violência urbana

    Open Access•Álvaro De Aquino E Silva Gullo•Tempo Social•1998

Velocidade de citaçãohistorical
Altamente citadoNão
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