Afroindigenismo por Escrito na Amazônia
Dados Bibliográficos
| ID | 5778439 |
|---|---|
| Autores | Agenor Sarraf Pacheco (0000-0003-2153-9307, Universidade Federal do Pará, autor correspondente) |
| Ano | 2017 |
| Volume | 3 |
| Data de publicação | 2017-12-31 |
| Peer Reviewed | Sim |
| Open Access | Sim |
| Tipo | ARTICLE |
| Periódico | RELACult - Revista Latino-Americana de Estudos em Cultura e Sociedade (JOURNAL) |
| Identificadores do periódico | ISSN: 2525-7870 • E-ISSN: 2525-7870 |
| Editora | Centro Latino-Americano de Estudos em Cultura - CLAEC (PUBLISHER) |
| DOI | 10.23899/relacult.v3i3.645 |
| OpenAlex | W2790206946 |
| Idioma | PT |
| Referências citadas | 5 |
Tomando por base a produção literária da poetisa e romancista marajoara Sylvia Helena Tocantins, cruzando com a historiografia brasileira e amazônica sob a perspectiva teórica dos Estudos Pós-Coloniais e Decoloniais, o texto analisa circuitos da presença indígenas, africana e afroindígena na Amazônia Marajoara nas últimas décadas e em exemplificações com os tempos coloniais. Nessas zonas de contato, desvendam-se saberes, fazeres, crenças, costumes, tradições e formas de luta de populações de tradições orais historicamente invisibilizadas ou esteriotipadas pelo poder das escritas colonialistas. Ciente das especificidades e fronteiras porosas existentes entre os campos da literatura e da história, a comunicação procura cotejada e cruzar a narrativa literária com outras narrativas de cronistas, viajantes, historiadores e antropólogos para apreender sinais da história e cultura indígena, africana e afroindígena na região. Nesses escritos, acompanham-se experiências de homens e mulheres de matrizes indígenas e africanas que se esparramaram, apropriaram-se, ressignificaram e compartilharam afeto e táticas para driblar a colonialidade de seus corpos, cosmovisões e sentidos. Deste modo, entre os tempos coloniais e os tempos contemporâneos, histórias, trajetórias e imaginários das culturas indígenas e africanas persistiram, resistiram, sofreram baixas e reinventaram-se nas fronteiras amazônicas. Finalmente, as informações reunidas e trabalhadas acerca da vida e obra de Sylvia Helena Tocantins, em simbiose com diferentes outras escritas, permitiram exercitar práticas de "desobediência epistêmica" para captar o afroindigenismo como postura criativa e problematizadora de essencialismos étnicos que, muitas vezes, negam a interculturalidade dos encontros culturais em territórios da diferença colonial
History of Colonial Brazil · Literature, Culture, and Criticism · Race, Identity, and Education in Brazil
| Velocidade de citação | historical |
|---|---|
| Altamente citado | Não |