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Febre amarela silvestre

Reemergência de transmissão no estado de São Paulo, Brasil, 2009

Bibliographic Data

ID10723720
AuthorsMelissa Mascheretti (Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Brasil), Cílea Hatsumi Tengan (Secretaria da Saúde), Helena Keiko Sato (0000-0001-6948-2579, Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Brasil), Akemi Suzuki (Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Brasil), Renato Pereira De Souza (0000-0003-1315-7085, Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Brasil), Marina Maeda (Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Brasil), Marina Y S Maeda (Instituto Adolfo Lutz), Roosecelis Brasil (Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Brasil), Roosecelis Araújo Brasil (Instituto Adolfo Lutz), Mariza Pereira (Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Brasil), Rosa Maria Tubaki (0000-0002-9688-5266, Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Brasil), Dalva Marli Valério Wanderley (0000-0002-3309-4723, Secretaria da Saúde), Carlos Magno Castelo Branco Fortaleza (0000-0003-4120-1258, Universidade Estadual Paulista (Unesp)), Ana Freitas Ribeiro (0000-0001-9111-4510, Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Brasil)
Year2013
Volume47
Issue5
Pages881-889
Publication date2013-10-01
Peer ReviewedYes
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueRevista de Saúde Pública (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 0034-8910 • E-ISSN: 0034-8910
PublisherFapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER)
DOI10.1590/s0034-8910.2013047004341
PMID24626492
OpenAlexW1998389751
SCIELO_PIDS0034-89102013000500881
LanguageEN
Citations received3
References cited20

OBJETIVO Descrever a investigação do surto de febre amarela silvestre e as principais medidas de controle realizadas no estado de São Paulo. MÉTODOS Estudo descritivo do surto de febre amarela silvestre na região sudoeste do estado, entre fevereiro e abril de 2009. Foram avaliados casos suspeitos e confirmados em humanos e primatas não humanos. A investigação entomológica, em ambiente silvestre, envolveu captura em solo e copa de árvore para identificação das espécies e detecção de infecção natural. Foram realizadas ações de controle de Aedes aegypti em áreas urbanas. A vacinação foi direcionada para residentes dos municípios com confirmação de circulação viral e nos municípios contíguos, conforme recomendação nacional. RESULTADOS Foram confirmados 28 casos humanos (letalidade 39,3%) em áreas rurais de Sarutaiá, Piraju, Tejupá, Avaré e Buri. Foram notificadas 56 mortes de primatas não humanos, 91,4% do gênero Alouatta sp . A epizootia foi confirmada laboratorialmente em dois primatas não humanos, sendo um em Buri e outro em Itapetininga. Foram coletados 1.782 mosquitos, entre eles Haemagogus leucocelaenus , Hg. janthinomys/capricornii , Sabethes chloropterus , Sa. purpureus e Sa. undosus . O vírus da febre amarela foi isolado de um lote de Hg. leucocelaenus procedente de Buri. A vacinação foi realizada em 49 municípios, com 1.018.705 doses aplicadas e o registro de nove eventos adversos graves pós-vacinação. CONCLUSÕES Os casos humanos ocorreram entre fevereiro e abril de 2009 em áreas sem registro de circulação do vírus da febre amarela há mais de 60 anos. A região encontrava-se fora da área com recomendação de vacinação, com alto percentual da população suscetível. A adoção oportuna de medidas de controle permitiu a interrupção da transmissão humana em um mês, assim como a confirmação da circulação viral em humanos, primatas não humanos e mosquitos. Os isolamentos facilitaram a identificação das áreas de circulação viral, mas são importantes novos estudos para esclarecer a dinâmica de transmissão da doença

Aedes · Aedes aegypti · Biology · Case fatality rate · Dengue fever · Environmental health · Geography · Larva · Outbreak · Population · Vaccination · Veterinary medicine · Virus · Yellow fever · Ecology · Indigenous Health and Education · Medicine · Mosquito-borne diseases and control · Primate Behavior and Ecology · Virology

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