As contribuições da autonarrativa da experiência semiótica musical para a organização do conhecimento
Bibliographic Data
| ID | 11138142 |
|---|---|
| Authors | Camila Monteiro De Barros (0000-0002-9207-5565, Universidade Federal de Santa Catarina, corresponding author), Lígia Maria Arruda Café (0000-0002-3934-106X, Universidade Federal de Santa Catarina), Audrey Laplante (0000-0002-0480-0182, Université de Montréal) |
| Year | 2019 |
| Volume | 29 |
| Issue | 2 |
| Publication date | 2019-07-02 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Informação & Sociedade Estudos (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0104-0146 • E-ISSN: 1809-4783 |
| Publisher | Portal de Periodicos UFPB (PUBLISHER) |
| DOI | 10.22478/ufpb.1809-4783.2019v29n2.34919 |
| OpenAlex | W2969880705 |
| Language | PT |
A linguagem especializada não é a única forma de se referir à música, e, por conseguinte, não é a única forma de seus usuários a buscarem. Assim, no âmbito da Organização do Conhecimento (OC), focamos justamente naqueles conceitos sugeridos pela experiência do ouvinte não especialista. A experiência como vivenciada não pode ser diretamente transmitida, mas pode ser compartilhada por meio da autonarrativa daquele que a vivenciou. O objetivo desta pesquisa é compreender como os próprios usuários da informação musical, no papel de ouvintes, relatam as experiências relacionadas à música por meio da descrição dos elementos que compõem essa experiência. A Semiótica de Peirce é a base teórica que permite estruturar esses elementos: signo, objeto, interpretante e hábito. Para tanto, foram realizadas 17 entrevistas individuais com jovens entre 18 e 29 anos, sem conhecimento formal de música. Cada entrevistado foi convidado a relatar um momento intenso que teria vivido enquanto escutava música. A análise dedutiva e indutiva dos dados resultou na seguinte matriz: cinco categorias de descrição do signo; quatro categorias de tipos objeto; duas categorias de ocorrência do interpretante emocional, duas do interpretante energético e três do interpretante lógico; considerações sobre hábito em três aspectos: manutenção do estado emocional, uso da música como plano de fundo e uso da música para realização de esforço físico. A categorização dos relatos, associada a outras estratégias fornece uma matriz representacional do universo conceitual da música. Essa representação torna possível o compartilhamento das experiências, respeitando as variações semânticas próprias e necessárias para sua verbalização
Humanities · Chemistry Education and Research · Linguistics and Education Research · Media and Communication Studies · Philosophy
| Highly cited | No |
|---|