A escrita engajada de Pagu contra a opressão de classe social, gênero e raça em Parque Industrial
Bibliographic Data
| ID | 11139848 |
|---|---|
| Authors | Francielie Moretti (Universidade Federal da Integração Latino-Americana), Felipe Dos Santos Matias (0000-0002-6147-9612, Universidade Federal da Integração Latino-Americana) |
| Year | 2021 |
| Issue | 59 |
| Pages | 203 |
| Publication date | 2021-12-31 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | MOARA – Revista Eletrônica do Programa de Pós-Graduação em Letras ISSN 0104-0944 (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0104-0944 • E-ISSN: 2358-0658 |
| Publisher | Universidade Federal do Para (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.18542/moara.v0i59.11752 |
| OpenAlex | W4205632409 |
| Language | PT |
O presente artigo apresenta um estudo analítico da obra Parque Industrial (1933), da escritora Patrícia Rehder Galvão (1910-1962), popularmente conhecida como Pagu, dialogando com as considerações teórico-críticas sobre engajamento propostas pelo filósofo francês Jean-Paul Sartre, em Que é a literatura? Pagu faz uma crítica ao intenso processo de industrialização desumanizadora característico das primeiras décadas do século XX no Brasil, especialmente na cidade de São Paulo, evidenciando o abismo entre os privilégios usufruídos pela classe dominante e a miséria vivida pelos trabalhadores. A partir da análise realizada, pode-se dizer que a narrativa de Parque Industrial expõe os dramas vividos pelo proletariado no sistema capitalista, explorado à exaustão. A obra realiza também uma problematização a respeito do feminismo burguês no país, que tendo como principais pautas o sufrágio feminino e o direito das mulheres ao trabalho, mostrava-se alheio à realidade vivenciada pelas proletárias, principalmente em relação ao racismo enfrentado pelas mulheres negras
Art · Humanities · Sociology · Literature, Culture, and Criticism · Urban Development and Societal Issues
| Highly cited | No |
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