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Desigualdades socioeconômicas no local da morte

Evidência para a Europa com base nos dados do SHARE

Bibliographic Data

ID11141900
AuthorsÓscar Lourenço (0000-0002-3642-4919, Univ Coimbra), Silvia Portugal (0000-0002-7044-7946, University of Coimbra), R Almeida (0000-0002-3096-1991, University of Coimbra)
Year2024
Volume33
Issue3
Publication date2024-01-01
Peer ReviewedYes
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueSaúde e Sociedade (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 0104-1290 • E-ISSN: 1984-0470
PublisherFapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER)
DOI10.1590/s0104-12902024220565pt
OpenAlexW4405373121
LanguagePT
References cited21

O local de morte é considerado como um indicador de qualidade do fim de vida e pode ter consequências para a organização dos cuidados recebidos na última etapa da vida. Vários são os fatores que podem influenciar no local da morte de um indivíduo, dentre eles destacamos os fatores socioeconômicos. O objetivo da investigação é explorar a existência de desigualdades relacionadas com o local de morte para a população europeia com mais de 50 anos. Os dados para esta análise são provenientes do Survey of Health, Ageing and Retirement in Europe (SHARE). A variável de outcome é o local da morte, agregada em casa vs outro local; e para medir o estrato socioeconômico (ESS) dos indivíduos usamos as variáveis: rendimento individual equivalente; nível de educação; e existência de herança no momento da morte. O modelo estatístico adotado é o modelo logístico, com a apresentação e interpretação do parâmetro Odds-Ratio (OR), ou razões de possibilidades, para a morte em casa vs outros locais. Cerca de 34,3% dos óbitos na Europa ocorreram no domicílio, e os 65,7% restantes ocorreram numa instituição, na sua maioria no hospital. Os dois países em que é mais frequente morrer em casa são a Bulgária (73,5%) e a Romênia (68,9%). No polo oposto, os países onde é menos provável morrer no domicílio são o Chipre (10,9%) e a Finlândia (15,4%). Indivíduos de menores rendimentos apresentam mais chances de morrer em casa em relação aos de maiores rendimentos, e a educação não se revelou uma determinante do local da morte. Concluímos, assim, pela existência de desigualdades socioeconômicas associadas ao rendimento nas chances de falecer no domicílio

Political science · Grief, Bereavement, and Mental Health · Health disparities and outcomes · Palliative Care and End-of-Life Issues

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Citation velocityhistorical
Highly citedNo

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