Pedro Costa
Destruição, ciência-ficção e realidade
Bibliographic Data
| ID | 11144573 |
|---|---|
| Authors | Nuno Crespo (0000-0002-1360-8694, Universidade Católica Portuguesa, corresponding author) |
| Year | 2023 |
| Volume | 31 |
| Issue | 52 |
| Pages | 256-277 |
| Publication date | 2023-06-30 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | O que nos faz pensar (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0104-6675 • E-ISSN: 0104-6675 |
| Publisher | O Que Nos Faz Pensar (PUBLISHER) |
| DOI | 10.32334/oqnfp.2023n52a928 |
| OpenAlex | W4396652517 |
| Language | EN |
Neste artigo pretende-se identificar, analisar e discutir os conceitos de anti-cinema, cinema sem personagens, política sem política e ciência-ficção na filmografia do realizador português Pedro Costa.As obras de Pedro Costa podem ser vistas como anti-cinema porque negam o texto tradicional, os actores, a produção e o argumento e colocam nas mãos dos espectadores uma sequência de imagens que é uma narrativa tradicional e materializa uma visão do mundo. Todos estes aspectos mostram que os seus filmes apresentam uma sensibilidade específica que é preciso compreender. Pode dizer-se ser uma cinematografia em que a negação é a força principal do seu método. Um bom exemplo deste princípio está presente nos espaços onde Costa realiza os seus filmes. Espaços que não são cenários, mas espaços de pensamento. O bairro onde filmou os filmes aqui analisados não aparece como ferramenta para ilustrar uma cena e uma história sócio-política, mas, como aponta Ranciére, ele renuncia ao cenário para poder contar histórias e, como diz o realizador, aquele bairro é o espaço ideal para pensar. E toda a sua cinematografia torna presente a transformação de um pensamento em espaço: o pensamento torna-se as paredes que constroem os lugares dos seus filmes
| Highly cited | No |
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