Os métodos de prova nos Primeiros Analíticos de Aristóteles e sua natureza normativa
Bibliographic Data
| ID | 11605644 |
|---|---|
| Authors | Ralph Leal Heck (0000-0002-9827-1743, Universidade de Fortaleza, corresponding author) |
| Year | 2020 |
| Volume | 65 |
| Issue | 3 |
| Pages | e35620-e35620 |
| Publication date | 2020-12-31 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Veritas (Porto Alegre) (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0042-3955 • E-ISSN: 1984-6746 |
| Publisher | Edipucrs (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.15448/1984-6746.2020.3.35620 |
| OpenAlex | W3122837187 |
| Language | PT |
| References cited | 5 |
Este artigo se divide em duas etapas. A primeira etapa tem o objetivo de apresentar, dos tópicos 1 ao 5, três métodos de prova e um de contraprova presentes nos Primeiros Analíticos de Aristóteles. Fornecendo uma notação de fácil acesso, compreensão e relativamente neutra à interpretações com o objetivo de demonstrar que a silogística preserva interessantes ferramentas de dedução e questões intuitivamente férteis para investigação filosófica, em especial, àqueles que desejam compreender leituras filosóficas à lógica de Aristóteles, como as presentes em Łucasievicz (1957) e Corcoran (2009). A segunda etapa consiste em oferecer uma interpretação inferencialista ao estilo de Robert Brandom (1999) para a silogística aristotélica. Para realizar esta tarefa, iniciaremos com a apresentação do contexto e dos elementos formais de desenvolvimento do método aristotélico de prova de argumentos chamado silogística. Em seguida, apresentarei o método direto de prova que envolve converter sentenças em silogismos imperfeitos e permutar a posição sujeito-predicado delas, de modo a obter um silogismo perfeito. Depois, apresentarei o método chamado reductio ad impossibile que se vale das regras do método direto, das relações semânticas entre sentenças categóricas e de hipóteses para provar a validade do silogismo. Por fim, apresento o método de prova chamado ekthesis, que envolve a introdução de categorias intermediárias e suas manipulações entre esquemas dedutivos a fim de provar a validade do silogismo. A segunda etapa, dos tópicos 6 ao 8, consiste na discussão da silogística como um sistema baseado em regras, inspirado nos trabalhos de Żłarnecka–Biały (1993) e Corcoran (2018). A partir do qual exploro a possibilidade de interpretar a silogística de uma perspectiva inferencialista, como uma estratégia lógica de explicitação do “jogo de dar e pedir razões” que marcou a filosofia por cerca de dois milênios
Humanities · Theology · Brazilian Legal Issues · Chemistry Education and Research · Classical Philosophy and Thought · Philosophy
| Highly cited | No |
|---|